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terça-feira, 27 de abril de 2021

Kikai Sentai Zenkaiger: Primeiras Impressões

 


Passados já 8 episódios (mais 2 spin-offs) do 45º Super Sentai, é hora das primeiras impressões. Bom, Zenkaiger é mais um sentai comemorativo da franquia, justamente comemorando seus 45 anos de existência. A temática é o enfrentamento à Dinastia Kikaitopia Tojitendo, que aprisiona mundos dentro das Tojigears, engrenagens que contém o poder de cada mundo aprisionado e são utilizadas na criação dos monstros da semana.

Zenkaiger já começa cheio de referências aos seus antecessores, e, como não poderia deixar de ser, seus primeiros episódios são cheios de humor (bem ao estilo japonês), mas com boas tramas de fundo e várias frases interessantes. Uma das coisas que me chama a atenção em Zenkaiger é que esta temporada traz várias inovações: tirando o líder da equipe, o Zenkaizer, todos os demais são Kikainoids, seres oriundos da Kikaitopia, um mundo das máquinas. Outra inovação é o fato de Zenkaiger não ter o tradicional vermelho como seu líder, já que Zenkaizer é predominantemente branco e Juran, o segundo da equipe, ser o atual vermelho. Os demais membros da equipe são Gaon, Vroon e Magine, representando Gaoranger, Boukenger e Magiranger, respectivamente.

Outra coisa que me agradou bastante, até o momento, foi a mudança nas mechas, já que são compostas (até agora), pelos 4 kikainoids da equipe, sobrando para Kaito Goshikida (Zenkaizer) a formação e controle dos robôs, o que nem sempre ocorre, já que ele não precisa pilotar as duas mechas, caso não queira ou não possa. Há uma boa autonomia entre todos os membros, dando mais liberdade para agirem. Outro ponto interessante é a formação dos monstros gigantes: ao contrário da maioria dos sentais, eles não são os inimigos abatidos revividos, mas inimigos já em tamanho gigante, chamados Kudaitests, que, ao convocados, usam as Tojigears para assumirem uma forma similar e os poderes do Kikainoid derrotado.

Particularmente falando, Zenkaiger tem me agradado bastante; é uma temporada divertida, com o velho e bom humor ingênuo japonês, mas já contendo boas tramas e várias passagens interessantes. Eu não sei até que ponto Zenkaiger poderá ir, mas, para este que vos escreve, será uma temporada com uma boa releitura da origem dos sentais, aditivada com elementos da atualidade da franquia.

terça-feira, 16 de março de 2021

Tokusatsus: ainda há mercado, no Brasil?

 


O assunto é polêmico e até manjado, mas ainda ressoa: ainda há mercado para tokusatsu, no Brasil? Eu diria que, de forma legal, não. A maioria dos fãs brasileiros dos heróis japoneses já está acima da casa dos trinta anos e, embora o Brasil seja um dos maiores consumidores de tokusatsu do mundo, as pessoas estão mais interessadas em rever os heróis da infância, e existe um forte preconceito com as novas produções.

Basta visualizar as discussões de muitos grupos sobre o assunto; o foco da maior parte das discussões são as séries exibidas na extinta Tv Manchete, o que compõe apenas uma mínima parcela de tudo o que já foi lançado nestes mais de 60 anos de existência do gênero. O endeusamento das séries antigas é gritante, e a aceitação das produções mais atuais é sempre algo questionado, evitado e, em muitos casos, abominado.

Claro, não posso generalizar: há muita gente boa na tokunet. Muitos, como eu, adorariam ver produtos serem legalizados em nossas terras tupiniquins. Porém, os custos, que já são bastante altos, seriam ainda maiores, o que tornaria quase inviável para as empresas. O mercado de animes ocupou o espaço deixado pelo tokusatsu, após a extinção da Manchete, e possui uma variedade maior de produtos, tornando a importação mais interessante e lucrativa.

Certamente há empresas que importam figuras, robôs e outros artigos de tokusatsu, mas os preços, em via de regra, são pouco convidativos. O fato é que não se renovou muito o público-alvo no nosso país. Pode acontecer uma renovação? Pode, ainda mais com a Toei disponibilizando várias produções (de maneira legal e legendada em inglês), em seu canal oficial, no You Tube, mas não creio ser suficiente para fomentar o gênero, mesmo com muita coisa interessante ainda inédita por estas bandas.

Acredito que o tokusatsu, na TV aberta ou mesmo nos canais fechados, vai sempre se resumir à relíquias.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Mangá: O Regresso de Jaspion

A lindíssima capa do mangá

Não preciso repetir aqui para ninguém que sou um grande fã de Jaspion, né?! Acho que já falei isso repetidamente aqui no blog e lá no Canal do Tuninho também, aliás, dificilmente você irá pegar alguém que viveu nos anos 80 que não goste do Caçador de Monstros Espaciais. Bom, vocês podem imaginar então o quanto fiquei animado quando lá em 2018 a Sato Company anunciou no Anime Friends daquele mesmo ano o lançamento de um mangá especial do Jaspion, contando seu retorno 34 anos após os eventos ocorridos no fim de O Fantástico Jaspion (1985-1986). 

Fabio Yabu e Michel Borges

Pois, foi isso mesmo que vocês imaginaram: eu fiquei doido de empolgação! Afinal de contas, era o meu herói japonês favorito de volta em uma aventura totalmente inédita e seguindo o cânone do personagem, afinal de contas, a Toei Company estava junto nesse projeto, aprovando todo o conteúdo que seria lançado. O mangá, de volume único, teve roteiro de Fabio Yabu e os desenhos com Michel Borges (ao qual já entrevistamos aqui mesmo num podcast), que já haviam trabalhado juntos nos excelentes quadrinhos dos Combo Rangers. Marcelo Del Greco  ficou como editor do mangá e Edi Carlos Rodrigues como produtor executivo. Devido as aprovações da Toei Company em todo o processo do mangá, o lançamento que seria no final de 2018 acabou atrasando bastante e só acabou saindo em outubro de 2020. A JBC Editora ficou responsável por lançar a história do nosso herói.

O kit de pré-lançamento

Agora é hora de falarmos propriamente da história de O Regresso de Jaspion. 34 anos após os eventos ocorridos no final da série, com tanta energia negativa no nosso planeta, Satan Goss ameaça voltar a vida e pretende continuar com seus planos de transformar a Terra num Império dos Monstros. Mais uma vez nosso herói intergaláctico precisa voltar à Terra e acabar com os planos do vilão e de seus comparsas. Esta é a história básica do mangá.

Uma das páginas do mangá

Eu gostei do que eu li. É nostalgia pura. O pessoal jogou no certo e não inventou muito, o que frustrou muitos fãs que aguardavam algo inédito. Basicamente, a história do mangá é mais do mesmo que já estamos acostumados. Como escrevi logo no começo deste parágrafo, vale muito pela nostalgia. É completamente impossível ler a história sem ouvir as vozes dos personagens na sua cabeça, os efeitos sonoros, os temas musicais, etc. Mesmo sendo uma história batida, e um tanto quanto previsível, é muito legal ver seus personagens favoritos de volta. E as referências ao universo Tokusatsu da Era de Ouro da época da Manchete mostrado no mangá é genial! Temos referência aos Policias do Espaço, ao Esquadrão Relâmpago Changeman e aos Cybercops - Os Policiais do Futuro.

Jaspion e MacGaren, os eternos inimigos

Fabio Yabu sabe escrever muito bem histórias com heróis com temática japonesa, basta ler as histórias dos Combo Rangers que vocês saberão disso. Os desenhos do Michel Borges são lindíssimos e são de encher os olhos! Ambos estão de parabéns. Eu comprei meu mangá edição de luxo, com capa dura e dois Marca-Textos personalizado, no pré-lançamento e paguei R$ 45,00 que valeram muito a pena. É tudo muito bonito e muito bem feito, eu recomendo a leitura para todos os fãs do herói. A história possui 192 páginas, que inclui informações complementares (material extra) sobre a história da série, seus personagens, fotos e depoimentos de envolvidos da área de entretenimento. Segundo especulam, se a história fizer sucesso, como está fazendo (é o mais vendido no ranking de mais vendidos da Amazon brasileira na categoria de Pré-Venda na categorias de Livros), poderemos ter outros mangás com outros heróis da Era de Ouro do Tokusatsu na Manchete. Já imaginaram? Mangás do Jiraiya? Do Kamen Rider Black? Do Metalder? Dos Flashman? Bom, por enquanto, sonhar não custa nada...

Contra Capa do Mangá

Um grande abraço!

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Os PIORES Sentais que já assisti na vida

Depois de um tempo sem escrever, chegou a hora de voltar. Como o Bom Filho Pródigo, estou de volta, e, como sempre diz o "Meu Caro Antonio de Maricá", como eu sou o "Integrante mais Polêmico do Confr4ria", vou "polemizar", mas não muito.

Neste breve post, falarei, de maneira bem sucinta, sobre os 5 piores sentais que já vi, sem ordem de importância ou cronologia. Vamos lá:


1 - Juuken Sentai Gekiranger


Após um grande hiato de décadas sem assistir nada do universo oriental, meu primeiro sentai foi Gekiranger. De início, por causa do Kung-fu, achei que seria um ótimo sentai. Estava indo bem, até os dois membros extras, Geki Chopper e Geki Violet aparecerem. A série desanda com a entrada dos dois. Mesmo o Geki Red, com os problemas de fala e etc, não atrapalhava tanto a série, quanto os dois. Deixou muito a desejar pelo excesso de humor e membros que fizeram pouco pela série. Uma pena;

2 - Engine Sentai Go-Onger


Bom, sobre este sentai, não tenho muito o que falar: história fraca, heróis sem carisma, exceto os extras, vilões sem sal, um Red altamente arrogante, entre outras coisas desapontadoras. Tanto é, que a versão americanas, Power Rangers: RPM, é vastamente superior.

3 - Hyakujuu Sentai Gaoranger


Gaoranger não tem muito o que ser dito: heróis chatos, sem carisma, uma história sem muito sentido e sem emoção, inimigos razoáveis, mas, para não dizer que tudo é péssimo, da parca qualidade do elenco e atuações, o Gaored consegue se destacar. Ainda assim, sem muito brilho. Uma pena, pois poderia ser um sentai muito mais interessante e variado.

4 - Shuriken Sentai Ninninger


Bom, para um sentai sobre ninja, Ninninger não passou de um sentai sobre um bando de desmiolados que não representam em nada o que ninja significa.

5 - Ressha Sentai Toqger


Toqger, embora eu tenha escrito um longo review sobre a temporada, dizendo que eles deixariam saudades, tenho de me contradizer: o sentai é muito fraco. Tanto é, que teve apenas 47 episódios. Toqger desperdiçou uma ideia interessante, o uso da imaginação, ao ter pouca imaginação (irônico, não?). O melhor personagem da série é Zedd, que, desculpem o spoiler, dá cabo dos vilões muito melhor do que os heróis, mas, a pior coisa mesmo é o famigerado Tokatti, o pior e mais covarde azul de todos os tempos.

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Eis aqui minha lista. Lembrando que as listei apenas para não deixar tudo largado.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Kishiryu Sentai Ryusoulger - Primeiras Impressões

Créditos da imagem: MegaPower Brasil.
Bem, acabo de assistir ao primeiro episódio de Kishiryu Sentai Ryusoulger, e devo dizer, fiquei muito bem impressionado com o que vi. A seguir, minhas breves impressões deste primeiro episódio.


Da esquerda para direita: Mestre Azul (o Kamen Rider Hibiki), e seu aluno/sucessor, Melto. Mestre Vermelho (o Kamen Rider The First). Ao centro, o ancião, ainda sem nome (que interpretou O Retorno de Ultraman). Koh, Asuna e a Mestra Rosa, que fez parte do elenco do Pretty Guardian Sailor Moon.

Pelo o que foi mostrado no primeiro capítulo, "Açougue do Ryu" tem grande potencial. A ideia de misturar Cavaleiros Medievais com Dinossauros é inusitada, e foi bem implementada; nada pareceu deslocado. As atuações foram boas e tive boas surpresas; algumas que, em alguns dos sentais mais recentes, não aconteceriam tão cedo, o que já é um fator positivo.

Outro fator positivo foi a parte da produção: tanto os uniformes, efeitos especiais, a mecha e o desenrolar da trama se deram muito bem. Falando na mesma, um breve resumo: na época dos dinossauros, havia uma raça chamada Druidons, que pretendia dominar a Terra. Porém, durante o episódio que culminou com a extinção dos dinossauros, eles fugiram para o espaço. O tempo passou, e a ameaça retorna, obrigando os antigos guardiões a retornarem. 



Junto deles, há o retorno dos Minnosauros, monstros ao melhor estilo Ultraman. E nossos cavaleiros contam com seus Dino Robôs, que ressurgem após uma investida do líder dos Druidons. 
Para terminar, e não adentrar demais na história, eu consegui ver referências bem claras de Kyoryuger, Abaranger, Gaoranger, Gingaman, e até mesmo uma leve dose de Kamen Rider.

Obviamente, é cedo demais para prever como Ryusoulger se sairá, mas enfatizo o que disse no começo: para um primeiro episódio, mostrou muito potencial. Bem acima das minhas expectativas.

sábado, 16 de março de 2019

A grande evolução dos Kamen Riders


A Era Heisei está por terminar, com Kamen Rider Zi-O sendo seu último representante, então é interessante fazer uma breve reflexão do que a Era Heisei significou para os motoqueiros (quase sempre motoqueiros) mascarados, como seria a tradução para "Kamen Rider".

Nestes 20 heróis e todos seus ajudantes e inimigos, é de se notar uma coisa: a Era Heisei desmistifica aquilo de "Tokusatsu é para criança", ao menos em parte. Em todos os riders, pudemos experimentar sentimentos e reações que não são tão comuns para crianças, tais como raiva, tristeza, alegria, euforia, decepção, superação, uma vontade inabalável de ver nossos queridos heróis vencerem toda a maldade que os cercava, em muitos casos, quase perdendo suas vidas.

Posso, de maneira muito tranquila, dizer que os Riders Heisei tiveram histórias muito ricas, com muitas surpresas e reviravoltas. Como nem tudo são flores, claro que houve escorregões, mas nada que apagasse o brilho de nossos 20 heróis. 

Como praticamente desconheço a Era Showa (sei apenas o que me é dito e o que vi em Black e Stronger), a Era Heisei trouxe um forte senso de mudança dentro da franquia; roteiros mais densos, inicialmente mais voltados para a família, mas, lá pela metade de cada série, se tornavam roteiros que nos deixavam com os nervos em frangalhos. Eu poderia citar muitos exemplos sobre o que mudou, mas o mais prático é: escolhas difíceis, como aconteceu em Kamen Rider Gaim e Kamen Rider Build, apenas para dar dois exemplos.

Desde a chegada de Kuuga, até Zi-O, cada Kamen Rider teve um caminho muito tortuoso para trilhar; seja por perdas, mortes de inocentes, inúmeros dilemas pessoais e inimigos dispostos a tudo. Outro ponto que preciso ressaltar é o grande impacto psicológico/emocional das tramas: dificilmente você passava algum episódio sem algum sentimento; muitas vezes, quase inexplicável. A riqueza de personagens e personalidades, a qualidade das atuações (vide Kamen Rider Build) e tramas que avançam cada mais para dentro da psiquê humana nos mostraram o seguinte: a franquia Kamen Rider soube se renovar, se reciclar, se humanizar. Foi-se o tempo em que os personagens eram motivados por apenas uma coisa, num caminho linear. 

Se fosse traçar um paralelo, diria que, apesar de todas as armaduras e equipamentos, os Riders da Era Heisei se tornaram muito mais humanos, mais conectados com a realidade nossa de cada dia, criando uma relação muito mais sinérgica e simbiótica com o personagem (para quem assiste), qualquer que fosse.

Deixo aqui a pergunta: com qual rider você se identificou mais? E por quais razões? Acredito que, cada um de nós, deve ter se deparado, nem que por um milissegundo, se colocando no lugar do herói, ou mesmo de um dos vilões.

Enfim, deixo este texto como homenagem aos 20 que têm a missão de salvar o mundo e que, "sendo para crianças" ou não, mostram o ser humano em todas as suas facetas. 

"Enquanto houver quem necessita, sempre haverá um Kamen Rider.". 

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Kamen Rider Zi-O - Primeiras Impressões.


Acabo de assistir ao primeiro episódio de Kamen Rider Zi-O, e devo dizer: fiquei bem impressionado pela qualidade do que foi apresentado. A trama voltada entre viagens no tempo/espaço não chega a ser algo inédito, mas a abordagem foi bem interessante. 

Ainda não tive tempo de pegar bem os nomes dos personagens, mas pude ver bem o seguinte: a Toei não está poupando recursos nos efeitos especiais, nem nas cenas de ação; o episódio já começa com uma devastação, no ano de 2068. Já se criou todo um ar de mistério e, até mesmo, um certo misticismo, dada a trilha sonora e algumas coisas que aconteceram no episódio.

Cedo demais para cravar algo, mas o elenco parece bem entrosado e a história, bastante complexa. Eu não sei até onde Zi-O pode ir, mas acredito que veio para corrigir os erros de Decade e fechar a Era Heisei com, pelo menos, um bom rider. Pelo primeiro episódio, Zi-O tem boas possibilidades. Esperar para ver o que será de nosso "Suserano", termo utilizado para definir quem Zi-O é.

Enfim, para um primeiro episódio, Zi-O me surpreendeu bastante, tanto que, sem trocadilhos, mal vi o tempo passar.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Kamen Rider Build - O maior Kamen Rider de Todos os tempos.


Quando Kamen Rider Build foi anunciado, pouco antes do final de Ex-Aid, que foi excelente, fiquei me perguntando como seria nosso novo herói mascarado. De tudo o que eu poderia ter imaginado de bom e de ruim sobre Build, a cada novo episódio, foi caindo por terra o que eu tão insolentemente achava.

Build é, para este que vos escreve, o maior Kamen Rider da história. A história de Build é fascinante do começo ao fim. Para não entrar muito em detalhes, Build precisa arrumar uma forma de destruir a Muralha Celestial, que separou o japão em 3 países distintos: Seito, Hokuto e Touto. Só que, apesar desta premissa parecer simples, foi uma verdadeira epopéia de coragem, dor, sofrimento, lágrimas e risos.

Build, assim como Kamen Rider Gaim, foi um divisor de águas na franquia Rider; ambos foram tão intensos que será difícil esquecê-los, especialmente Build. 


Kiryu Sento, o "Físico Brilhante", reuniu qualidades que eu jamais havia visto em um único personagem, ao menos dentro do gênero tokusatsu: genial, engraçado, um tanto arrogante, obstinado, valoriza a vida, tem uma liderança discreta, porém nata, grande amigo e sempre arriscando-se pelo bem maior, mesmo que isto custasse sua vida. Atsuhiro Inukai, o protagonista, deu um show em todos os quesitos, principalmente quando se trata de emoção: conforme a série caminhava e o drama/suspense vinham aumentando, ficavam cada vez mais claras as qualidades do ator. Era nítido o terror em sua face fronte ao perigo ou alguma grande perda, e vários diálogos sensacionais foram feitos nos momentos de maior tensão. Para mim, uma atuação de mestre, e o melhor Kamen Rider individual já criado.


Ryuga Banjo, interpretado por Eiji Akaso, não ficou atrás. A antítese de Sento, Banjo é o típico guerreiro simbolizado pelo dragão: furioso, explosivo, determinado e de extremos; de um jovem revoltado a um dos personagens mais engraçados da série. A combinação com Sento foi perfeita, pois um complementava o outro. Banjo, cujo passado era problemático, foi se mostrando um grande homem, alguém que, assim como Sento, estava disposto a dar a vida pelo próximo. Outra grande atuação.


Esta foi uma das maiores surpresas de Build: Misora Isurugi, interpretada de maneira magistral por Kaho Takada. De início, achei que Misora seria o alívio cômico da série, assim como Banjo o foi por diversas vezes, mas ledo engano: quanto mais Build avançava, mais ela demonstrava toda a sua importância para a trama e todos os personagens e, principalmente, um talento nato para o drama. Poucas vezes na vida eu pude ver um desespero real nos olhos de um ator, lágrimas de verdade. Kaho Takada deu um verdadeiro show do que é transformar uma personagem que poderia ser apenas um rostinho bonito numa mãe para os demais, especialmente Sento. Seus diálogos dramáticos eram dignos de todos os elogios e reverências, pois a garota mostrou uma expressividade incomum para sua pouca idade, e até para nomes já consagrados da atuação. Ela tem apenas 22 anos, mas atuou como uma veterana.


Blood Stalk/Evolt: eis aqui o maior vilão de todos os tempos dos tokusatsus. Arrisco, sem o menor me de ser criticado, que Blood superou a todos os seus antecessores, e por larga margem. Um personagem digno de figurar empresas como DC e Marvel, tamanhas as suas qualidades. Genial, engraçado, debochado, bom de briga, hábil mentiroso, trejeitos únicos, persuasivo, sempre com um plano para cada ocasião e, acima de tudo, dum carisma absurdo. Há vilões que você ou odeia ou é quase indiferente, mas não é este o caso. A cada novo episódio, Blood Stalk encantava com seu jeito de ser, e, em alguns momentos, era até difícil torcer pelos heróis. Em conversas com meu parceiro de blog, o Antonio, chegamos a compará-lo ao Coringa, um dos maiores vilões de todos os tempos.

A única ressalva que faço, e que considero o maior erro da Toei, foi dar um fim tão pífio para um personagem lendário como ele. Merecia mais. Fez por onde.

Night Rogue: um vilão pelas circunstâncias, deu bastante trabalho para nossos heróis. O mais interessante sobre ele foi sua grande virada na trama, e o quanto suas ações, embora movidas por boas ações, só culminavam em destruição e dor. No fundo, não era o que ele queria, mas seus métodos e sua visão centralizadora o fizeram cometer inúmeras atrocidades.


Sawa Takigawa, interpretada por Yukari Taki, inicialmente, foi introduzida na série como uma espiã, para desvendar os segredos por trás da tecnologia de Build e da genialidade de Sento, mas, assim como Night Rogue, ela passa por uma grande transformação, ao conviver com os demais personagens. Muitos dizem que as pessoas não mudam. Pois bem. Quando as pessoas descobrem o que é o verdadeiro amor e a verdadeira amizade, elas se transformam. Foi o caso de Sawa. Decisiva em muitos momentos da trama.

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Não avançarei mais na trama e nos personagens. Inclusive, omiti os nomes de alguns, para que não estrague as surpresas que envolvem este grande Kamen Rider. Sem trocadilhos, Build construiu a melhor trama entre todos os Kamen Riders que já vi, e já vi a Era Heisei toda. Inúmeras reviravoltas, muitos risos, muitas lágrimas, dor, redenção, morte e sobrevivência, a importância da vida e o quão caras suas escolhas podem ser, a força da amizade, a fraternidade, o valor da ciência e de usá-la para o bem do povo.

Kamen Rider Build conseguiu me surpreender em cada episódio: vários deles, eu assisti por 2 ou 3 vezes, para ter certeza de que não perdi nada, e, para meu espanto, sempre aparecia um novo detalhe, uma nova referência e etc. Tenho alguns senões com algumas coisas, mas mantê-los-ei para mim, pois é melhor que cada um de vocês decida por si só o que achar da série. Mas, dados os poucos erros e os inúmeros acertos, CRAVO com todas as letras: Kamen Rider Build é O MAIOR RIDER DE TODOS OS TEMPOS. 

Agora, nos resta aguardar por Zi-O, o último Heisei. Estamos para participar de um momento histórico na história do Japão e também dos tokusatsus, então, preparem-se, pois nossos heróis motoqueiros mascarados virão com tudo. Que Shotaro Ishinomori abençoe a franquia a qual criou e que sejamos deleitados com mais obras maravilhosas como Kamen Rider Build, Kamen Rider Gaim, entre outros.


O elenco de Build. Fonte: https://www.instagram.com/kouhei_takeda.official/

sábado, 17 de março de 2018

Go-Onger - A Corrida Maluca dos Super Sentai!


O Sentai em alta velocidade Go-Onger!
Olá Amigos! O que me motivou a escrever essa postagem foi a surpresa que tive com um sentai que assisti recentemente: Engine Sentai Go-Onger! Quem em breve receberá um especial em homenagem aos 10 anos de sua primeira exibição. Confesso que sempre vi essa série com maus olhos, preconceito adquirido graças a propaganda negativa dos amigos alegando que a série tem um tom meio "piadista demais." Claro, quando se fala de arte, o gosto das pessoas é puramente pessoal, e algo que pode ser sensacional pra você, pode não ser pra mim. Mas assisti a série sem expectativas, e confesso que me surpreendi positivamente! Por isso, decidi falar um pouco sobre esse sentai que me parece ser um pouco subestimado por alguns.

Na forma civil! Cenas sem capacete são comuns na série
Outras críticas que ouvi muito dessa série são suas comparações a sua contraparte americana, Power Rangers RPM, que é bem mais séria e explora um estilo de aventura bem americanizado. De fato, RPM é uma excelente série, mas a comparação é absurda, já que as séries destoam muito em proposta e em nada são parecidas, seguindo um caminho em suas narrativas totalmente diferente uma da outra.

Só mais um dia comum com os Go-Onger
Falemos do enredo. Go-Onger conta a história de um universo dividido em 11 mundos paralelos. Cada um desses mundos tem suas características próprias e seres que habitam neles. No mundo das máquinas, habitam os Engines: simpáticos seres cuja aparência é uma bizarra mistura de veículos e animais. Esse mundo porém é atacado pelos Gaiark, seres robóticos meio humanóides que sobrevivem apenas em ambientes terrivelmente poluídos, motivo que os faz tentar devastar e espalhar sujeira no mundo dos máquinas, para assim poderem tomar esse mundo e habitar nele.

Os corajosos heróis da série...quer dizer...
Porém, graças a brava resistência dos Engines, os Gaiark não conseguem cumprir seus objetivos, fugindo pro nosso mundo, a Terra. Aqui eles querem  tentar cumprir suas ambições, tentando transformar nosso planetinha azul no "paraíso perfeito" pros Gaiark, um "cesto de lixo" extremamente poluído. Para impedir que eles consigam realizar esse plano maligno, Os Engines se dirigem ao nosso mundo e se aliando a alguns humanos cuidadosamente escolhidos, passam a usar seus poderes pra lutar contra os Gaiark. Combinando as habilidades Engines e a força de vontade e nobreza dos humanos, nasce o esquadrão motorizado Go-Onger!

O fanfarrão Sousuke, O Go-On Red!
Bom, já deu pra notar que o pressuposto inicial da série é interessante não? A partir daí, os humanos aliados aos Engines se tornam os Go-Onger, heróis que tem por objetivo proteger nosso mundo das ameaças dos Gaiark. No Geral, Go-Onger é um sentai bastante cômico, com muito humor e um ritmo de aventura bacana, sem se levar muito a sério. Isso provavelmente desagrada muitos que gostam de séries tokusatsu mais sérias e dramáticas. Mas o fato da série ter esse timing de humor e paródia, não a impede de ter muitos bons momentos de drama.

A "mãezona" e cérebro da equipe, Renn o Go-On Blue!
A trama não é tão linear, e costuma oscilar bastante em determinado momento da série, com alguns episódios que não acrescentam muito a história, mas isso não estraga a série como um todo. O começo é empolgante, e mesmo que no meio haja alguns episódios que parecem um pouco arrastados, aos poucos a série retorna o gás apresentando episódios envolventes e um final de tirar o fôlego!
A meiga Saki, a Go-On Yellow!
Mas a grande atração de Go-Onger sem dúvida são seus personagens. Os heróis são bastante determinados, simpáticos e não é difícil sentir empatia por eles. Os episódios que destacam algum determinado personagem e seus dilemas são talvez os mais profundos. Nesses episódios especificamente, se você prestar atenção, vai perceber que a série procura "mascarar" historias bem sérias com sua aparência mais infantil e humorística, deixando que os telespectadores mais atentos observem melhor e entendam esse conteúdo que fica meio subentendido.

O atrapalhado Hanto, o Go-On Green!
Ainda sobre os personagens, eles costumam crescer bastante em alguns momentos, uns mais do que outros. Mas em geral, eles crescem muito como equipe, funcionando melhor como um todo do que  de maneira singular, coisa que acho crucial. Afinal, Super Sentai é sobre equipes não é mesmo? Os vilões também são uma atração a parte, já que começam bem cômicos e atrapalhados, mas posteriormente se mostram mais sérios e cruéis, com planos ardilosos  e que colocam os heróis em xeque, bem como a adição de novos inimigos, criando maiores desafios pros heróis. Aliás, pode-se observar que a capacidade dos Go-Onger de crescer em crises é o que os torna ainda mais simpáticos. Os Engine também tem algo de bem chamativo, funcionando como monstrinhos amigos dos Rangers, algo similar ao que acontece em animes como Pokémon e Digimon, tendo seu brilho próprio em alguns momentos.

O detetive mandão Gunpei, o Go-On Black!
No geral, as cenas de ação também são boas, e pra quem gosta de ver os mechas, Go-Onger é uma das series que mais tem robôs gigantes, com inúmeras formas, combinações e ataques bem dinâmicos e variados, além de ganharem importância na trama. Trama essa dinâmica e divertida, e apesar de alguns poucos errinhos no meio da série, vai melhorando perto dos ultimos episódios. Nessa guinada do meio pro fim a série fica quase que 100% melhor, fazendo valer essas "escorregadinhas" do enredo. Agora, falemos um pouco dos personagens principais.

Sousoke é um líder nada convencional
Os primeiros três Go-Onger a integrarem a equipe são Esumi Sousuke, o ranger vermelho, um piloto de carros canastrão e falador, com trejeitos bem esquisitos. Ele começa a história como um Red "barulhento" e bastante arrogante, mas vai se mostrando um personagem de bom coração, decidido, e que inspira coragem nos outros membros. Renn Kousaka, um dos rangers azuis que mais gostei, que age como uma "mãe" pra equipe, cuidando dos equipamentos, orientando e até cozinhando pros outros membros! Apesar disso, Renn tem uma história de fundo dramática, com um passado que explica sua devoção aos amigos e as pessoas, tratando eles como sua própria família. Além disso Renn é inteligente e decidido, com um senso de responsabilidade forte. Essa profundidade no personagem fez com que ele se tornasse um dos meus rangers favoritos da cor azul! A ultima do trio principal é a meiga Saki Rouyama, que apesar de ter ótimos episódios protagonizados por ela, é uma personagem que parece bem figurativa e bem apagada na história, funcionando melhor ao lado de outros personagens do que sozinha.

Hanto e Gunpei funcionam muito bem como dupla
Fora os três primeiros rangers, logo nos primeiros episódios temos a entrada de dois novos membros na equipe, das cores verde e preto respectivamente (é a primeira série a ter as duas cores  na mesma equipe desde Liveman de 1989). O Ranger verde, o atrapalhado e imaturo  Hanto Jyou, talvez seja o ranger mais cômico do grupo, sempre se envolvendo em alguma enrascada principalmente envolvendo garotas! Hanto apesar disso é bem intencionado e tem bom coração. Gunpei Ishihara, o herói da cor preta, que apesar de parecer chato e mandão, é bastante determinado e autocrítico, sempre querendo evoluir como herói, e nunca aceitando ser vencido. Os dois formam uma dupla interessante e bem desenvolvida, com suas personalidades se completando e aprendendo mutuamente. O que se percebe é que os personagens da equipe toda contrastam sempre entre qualidades honradas e defeitos bem visíveis, coisa que raramente vi num sentai. Isso me faz supor um cuidado maior do roteiro na hora de compor os personagens.

O "bad boy" Hiroto, O Go-On Gold!
Por fim, os membros extras que adentram a equipe: os Go-On Wings! das cores dourada e prata. O primeiro dos Wings é Hiroto Suto, o Go-On Gold, um herói bastante forte, que além de ser um exímio lutador, é um excelente estrategista. No inicio da série ele é muito fechado e frio, e também muito arrogante, o que o faz bater de frente com a personalidade forte de Sousuke e Gunpei. Despreza os Go-Onger por considerá-los fracos e despreparados, Mas aos poucos, ele vai aprendendo a ver as qualidades dos outros heróis. Com isso, ele gradativamente vai deixando de ser impassível e se tornando mais tolerante e amável. O personagem é interpretado por um veterano dos tokusatsu, o ator Hidenori Tokuyama que também interpretou o Kamen Rider Killer Bee/Kamen Rider Kick Hopper em Kamen Rider Kabuto de 2006.

O orgulhoso Hiroto é um dos melhores personagens da série!
Sua parceira e irmã é a Go-On Silver, Miu Suto, que assim como ele, começa desprezando os demais Go-Onger. Miu tem uma devoção e respeito enorme pelo irmão, e age muitas vezes como uma "princesinha" da equipe, um pouco mimada e com um ego enorme, mas também amadurece e passa a respeitar os outros Go-Onger, como seu irmão. Ela funciona muito bem com Saki, formando uma boa dupla de garotas bem como desenvolve um  interesse amoroso em Sousuke.

A "princesinha" Miu Suto, a Go-On Silver!
Os vilões são uma parte importante da história. Os Gaiark oscilam bastante entre bons e maus momentos, usando monstros cruéis e com poderes difíceis de enfrentar algumas vezes. Algumas vezes porém surgem monstros bem bobos e planos até meio sem sentido. No decorrer dos avanços da série, novos generais Gaiark vão aparecendo, e especialmente no final, dois vilões cruéis surgem e acontece uma reviravolta bem dramática com os Gaiark como um todo. Claro, não vou revelar spoilers! Assistam que vale a pena conferir.

As lindas guerreiras da equipe: Saki e Miu! 
Primeiro, vou destacar aqui os cinco primeiros generais o mal: Yogostein, o ministro da poluição da terra que as vezes parece bem cômico, mas é bem determinado em destruir os heróis, criando máquinas terrivelmente fortes pra atacar a terra. Kitaneidas, O ministro da poluição do ar, especializado em monstros que utilizam truques sujos como venenos pra derrotar os inimigos. E a bela Kegalesia, ministra da poluição da água, que forma bons momentos cômicos com Kitaneidas.

O trio de vilões principais! Da esquerda pra direita: Kitaneidas, Kegalesia e Yogostein! 
Destaco também Hiramekimedes, vilão estrategista e implacável que causa até medo nos Engines e o atirador implacável Kireizky, que leva os Go-onger ao desespero! Enfim, tem muitos vilões legais. Assim, como os Engines, os Gaiark costumam usar algum tipo de palavra estranha no final de toda frase. Enquanto os Engines usam onomatopeias (geralmente imitando o som de veículos, animais ou frases em língua estrangeira) Os Gaiark usam um tipo de sufixo, como por exemplo Kegaleisa que usa a frase "degojaru" no final de cada frase dita. Talvez não faça diferença pra nós que não somos falantes do japonês, mas pra  quem entende o idioma, isso parece ser algum tipo de trocadilho. Aliás, trocadilho é o que não falta na série, referência a cinema, humor bem pastelão e situações que de tão absurdas, se tornam cômicas.

Mais vilões vão surgindo e dando muito trabalho pros heróis!
Os Engines também são parte determinante da história, mas por serem muitos personagens, decidi falar pouco deles, pra tornar o texto o mais sucinto possível. Os Engines são simpáticos, fortes e heróicos, e formam boas duplas com seu ranger respectivo. Eles não podem permanecer por muito tempo em sua forma original na terra (Todos os Engines tem tamanho gigante). Porém, ao terem suas "Engines Souls", uma especie de chip com a alma dos bichinhos, conectadas a miniaturas dos seus corpos, eles voltam ao tamanho gigante e viram veículos de combate. Além disso, eles podem fazer os "Gattai" e formar os robôs gigantes da equipe. A diferença é que enquanto os Engines dos Go-Onger são predominantemente veículos terrestres (carros, motos caminhões, ônibus...) os veículos dos Go-On Wings são  aéreos (aviões e helicópteros). Também precisa se falar do simpático Bomper, um robozinho camarada que serve de "navegador" dos Go-Onger, teletransportando os engines, ajudando a consertar as máquinas e detectando a aparição de monstros enviados por Gaiark.

Os Engines que se unem e formam os Mechas da equipe
Por fim, Go-Onger é um sentai bem "maluco", cômico e como eu disse anteriormente, não se leva tão a sério. Mas pensando bem, talvez esse seja o grande trunfo da série: humor ingenuo e pastelão, trocadilhos, muitos momentos parodiando a si mesma e personagens bem construídos que cativam o telespectador. Existem sim episódios dramáticos e a ação tem aquela qualidade já esperada das séries da franquia. Também não posso deixar de puxar a orelha pra alguns errinhos, como alguns episódios bem bobos que nada acrescentam a série e alguns personagens deixados de lado (coisa que a gente espera, já que a série tem muitos personagem em tela e é difícil dar muito destaque a todos). Mas são erros perdoáveis, ante a toda a diversão que a série pode proporcionar. E vocês já assistiram a série? Curtiram? Deixem sua opinião nos comentários. Grande abraço e até mais!

O robô navegador da equipe! O Simpático Bomper


sexta-feira, 2 de março de 2018

Ultraman Geed - O Novo Acerto da Franquia Ultra!


Ultraman Geed e as Ultra capsules
Olá Amigos! Estava devendo a um bom tempo falar das impressões que tive de Ultraman Geed. A série Ultraman que terminou a poucos meses, mas ainda ganhará um filme agora em março deste ano. Geed mostrou a força que a franquia Ultra ainda tem, com aventuras emocionantes e personagens  cativantes, fazendo com que o espectador crie mais e mais encanto pela história a cada episódio. E o melhor de tudo: soube continuar mantendo o  ritmo frenético de aventura e qualidade, que é a marca registrada das séries anteriores. Geed assim dá continuidade ao sucesso que os gigantes de luz vem conquistando nessa nova safra de séries da franquia.

Riku usando uma das Ultra Capsules pra se transformar

Depois de terminar Ultraman Orb, série anterior a essa, eu já estava numa expectativa enorme do que viria a seguir. Afinal, a Tsuburaya teve dois grandes acertos seguidos, com o já citado Orb e também com o excelente X, anteriores a Geed. E não teve erro! Apesar daquele medinho básico de fã da próxima série ser ruim, ele já se dissipou logo nos primeiros capítulos do novo Ultra. Interessante notar, que as séries mais recentes de Ultraman tem um ritmo progressivo. Ou seja, as séries vão melhorando gradativamente, com uma série preenchendo os pontos fracos da outra, conseguindo assim estabelecer uma continuidade bacana e não apenas isso, replicando os pontos fortes usados anteriormente. Geed conseguiu cumprir seu objetivo, trazendo uma série se não melhor, tão boa quanto as duas anteriores. Enquanto X apostava num ritmo de aventura e comédia, e Orb já procura um enredo mais dramático e sério, Geed consegue trazer um pouco desses dois extremos, sem deixar claro, de ter sua identidade própria nem ficar preso a clichês. Uma das grandes vantagens dos Ultras como um todo, é sua habilidade ímpar de se renovar sem deixar de lado os conceitos tradicionais, que são queridos pelos fãs. Geed contou com a direção do veterano Koichi Sakamoto, famoso por saber como ninguém  conduzir sequências de ação em tokusatsu.

O amado (e odiado) Belial marca presença na saga
A série soube enriquecer ainda mais o vasto universo Ultra, e ser marcante em vários pontos, que comentarei brevemente agora. A trama dessa vez gira em torno de Asakura Riku, um adolescente desmemoriado, que pouco se lembra do seu passado, e que foi encontrado num observatório espacial ainda bebê momentos depois de um evento espacial chamado "Crisis Impact", evento esse que alterou toda a estrutura do universo. Riku e seu amigo alien  Pega, descobrem um dia uma nave espacial no subterrâneo desse mesmo observatório onde ele foi deixado na infância. Lá, através das informações dadas pelo  sistema operacional da nave chamado REM, ele descobre sua origem: ele na verdade tem o dna dos guerreiros da luz Ultraman, e pasme! é filho de nada mais nada menos que o cruel vilão Ultraman Belial, um ultra que se deixou seduzir pelas trevas e principal responsável pelo Crisis Impact!

As formas iniciais de Geed
Nesses termos, acompanhamos a luta de Riku pra salvar o Japão de diversos monstros, enquanto também luta contra o estigma de ser filho de um vilão, tentando provar seu valor e acima de tudo, ganhar a confiança das pessoas que quer proteger. Nessa aventura, Riku vai amadurecendo seu caráter e habilidades, ganhando também um time interessante de amigos enquanto enfrenta inimigos extremamente cruéis.

Parceria excepcional entre Geed e Zero
A série tem vários pontos positivos. Primeiramente, temos o retorno de personagens consagrados na franquia, como o vilão Belial, sempre arrogante, manipulador e cruel. Um ser capaz de tudo pra alcançar seus objetivos, até mesmo destruir seu próprio filho! Em contraparte a isso, o veterano Ultraman Zero também retorna a ação, usando o atrapalhado pai de família Igaguri Leito como hospedeiro e atuando como uma espécie de "irmão mais velho"de Geed. Zero usa sua experiência pra ajudar o Ultra novato, mas também não deixa de por a mão na massa, participando dos combates. Ou seja, quem é fã da franquia se sente em casa, e quem ainda não conhece muito desse universo, pode se inteirar e conhecer mais da mitologia Ultra, além de novos elementos que são acrescidos pouco a pouco, tornando a história bem dinâmica.

Zero está de volta e com novos poderes!
A simpatia dos personagens é outra coisa que faz a diferença. Mesmo que Riku escorregue como protagonista algumas vezes, os personagens secundários são tão ricos e bem construídos que suas relações com ele o ajudam a se enriquecer como personagem! Então, vou destacar alguns deles. No lugar das típicas patrulhas, clichês das outras séries da franquia, aqui temos um time aos moldes dos  "homens de preto" com a agência secreta AIB, do qual faz parte Moa Aizaki, amiga de infância de Riku e que tem uma leve quedinha por ele. Moa consegue ser divertida, simpática e determinada, conquistando rápido a graça do público. Além dela, temos também a forte e decidida Toba Laiha, que perdeu os pais num evento envolvendo monstros, e desde então, procura o responsável por essa tragédia pra se vingar. Séria e de poucas palavras, é também uma excelente espadachim, protagonizando algumas das melhores cenas de combate da série.

A agente da AIB Aizaki Moa


 Leito e sua família, trazem ao público momentos engraçados e emocionantes. A relação dele com sua esposa e filha da um toque bem "família" a história, fora a cômica parceria com o Ultraman Zero e os outros personagens, o que desenvolve muito todo o contexto ali apresentado. Por fim, o simpático Alien Pega, uma espécie de "mascote" da série sempre acompanhando Riku onde quer que ele vá. Existem outros personagens que vão adentrando a história, criando uma rede de conexões com o protagonista e acrescentando cada vez mais a trama, mas que não citarei aqui. Mas pra quem quer  personagens bem construídos, essa série é um prato cheio!

A espadachim Toba Laiha
Os vilões não ficam pra trás! Belial como sempre cumpre seu papel de vilão inteligente, despótico e manipulador, sem limites em seus métodos sujos pra saciar suas ambições. Ao seu lado, atuando como parceiro do mal, temos outro vilão também notável: Fukuide Kei, que alterna em momentos sendo um planejador frio e calculista, e outros como um desequilibrado assassino, insano e violento! Apesar disso, Kei também consegue ser profundo e em alguns momentos específicos, até fazer com que o espectador sinta pena dele. Eu diria que apesar de algumas diferenças consideráveis, Kei lembra bastante o sádico Jugglas Juggler de Orb.

O paizão Igaguri Leito
Como citei antes, a direção de Koichi Sakamoto fez toda a diferença, com um estilo versátil e criativo de conduzir as cenas de luta. O diretor é conhecido por exemplo, em seus trabalhos com os Power Rangers, onde consegue captar a emoção da melhor forma na hora da porradaria. Boas cenas de ação com os personagens em tamanho humano, ângulos de câmera que transmitem a sensação de urgência e adrenalina dos combates, e uma maneira muito unica de lidar com o gigantismo dos Ultras criando assim uma atmosfera épica e envolvente capaz de agradar até quem não é muito inteirado no universo dos tokusatsus. Outro detalhe importante de citar é o mecanismo de combate de Geed, que usa as Ultra capsulas, mesclando os poderes de Ultras antigos pra assim criar uma nova forma de combate, com características e ataques próprios. Isso garante um dinamismo maior na hora de usar poderes e ataques, além de apresentar lindas formas do personagem, que agradam bastante esteticamente. O enredo tem um tom novelístico, com boas reviravoltas, o que evita aquela sensação de repetição e permite assistir a série sem vontade de parar!

O Maligno Fukuide Kei
Quanto ao mais, eu só tenho a dizer que a nova geração da família Ultra tem trazido séries que estão sempre se superando, com tramas completas e sem furos, personagens envolventes, ação, aventura, drama e humor equilibrados, e que expandem ainda mais a mitologia do personagem.
O simpático alien Pega!
Já assistiu a série? Curtiu? deixe sua opinião nos comentários! Até mais!