segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Death Note da Netflix - Um Filme Horrorível!!!

Muitas pessoas entraram em frenesi quando a Netflix anunciou que faria um filme inspirado em Death Note, mangá e anime de sucesso mundial. Frenesi de pânico com medo que mais uma vez Hollywood estragasse uma produção oriental. Eu, que sou da filosofia que devemos assistir antes e falar depois, preferi esperar para ver o filme primeiro antes de tecer qualquer comentário. Eu adorei o anime e tentei me livrar de todo e qualquer tipo de preconceito antes de assistir a produção da Netflix, tendo na cabeça que veria algo totalmente diferente da produção original. Meus amigos, fiz tudo isso e nem assim consegui gostar do filme. Death Note da Netflix é uma senhora bomba!

Poster do filme
Claro que a versão deles seria completamente diferente das versões do mangá e do anime. Isso era algo que já estava bem nítido, pois na campanha de divulgação do filme, os atores e o diretor já diziam que veríamos algo bem diferente do material original. Mesmo sabendo disso tudo, não teve fã (ao menos em sua grande maioria) que gostasse da nova adaptação. E vocês me perguntam: "Mas, porque é tão ruim assim, Tuninho?". Eu lhes respondo: o erro do Death Note da Netflix é não respeitar a essência dos personagens. Apenas isso. Vou explicar para vocês o meu ponto de vista.

O primeiro encontro entre Light e Ryuk
A trama do filme segue a mesma do mangá e do anime: Light Turner (Nat Wolff) é um jovem estudante que encontra um caderno com o título de Death Note na sua escola e acaba descobrindo que os seres humanos que tiverem seu nome escrito no caderno irão morrer. Juntamente com o Death Note, o portador do caderno encontra um Shinigami, um Deus da Morte, que é o proprietário do caderno. No caso de Light, Ryuk (voz e captura de movimentos feita brilhantemente por Willem Dafoe) é o Shinigami proprietário do seu caderno. Até aqui, a trama segue igual. Mas, somente até aqui. Daí em diante, é uma bagunça só.

Ryuk, a melhor coisa do filme, mesmo estando completamente diferente do original
O grande erro de Death Note da Netflix pra mim é mudar a essência dos personagens, e isso, meus amigos, é a regra de ouro das adaptações que nunca pode mudar. Fizeram um salseiro só. Trocaram a personalidade de Light com a de Mia Sutton (Margaret Qualley), colocaram Ryuk influenciando e interferindo nas ações, coisa que no anime nunca aconteceu. Ryuk é completamente neutro em todas as ações e apenas observa o desenrolar das situações admirando a capacidade dos seres humanos. Em momento nenhum acreditamos que Light Turner é um gênio, o que é totalmente o oposto de Light Yagami. O mais irônico de tudo é que um dos personagens que os fãs mais torciam o nariz e reclamavam antes mesmo do término das gravações, devido a troca de etnia, acabou sendo o mais fiel ao original de todos. Me refiro a L, que foi muito bem interpretado por Keith Stanfield. 

L (Keith Stanfield) e Watari (Paul Nakauchi)
O diretor Adam Wingard tentou fazer um filme voltado para o lado do suspense meio de terror, utilizando mortes exageradas e bem gores, algo que na minha opinião foi bem desnecessário, visto que a maioria das mortes do anime são causadas por infartos. Enfim, isso é apenas um gosto meu, não achava necessário estes tipos de mortes, mas entendo que é uma forma de "chocar" e agradar uma nova geração. 

Elenco reunido, da direita para esquerda: Nat Wolff (Light), Margaret Qualley (Mia), Keith Stanfield (L) e o diretor Adam Wingard
A versão americana me lembrou por diversas vezes outra versão de um anime e mangá de sucesso mundial que sofreu nas mãos Hollywwoodianas, obviamente que me refiro a Dragon Ball Evolution (ainda não vi Ghost in the Shell para ver se foi essa bomba toda que dizem por aí). O erro aqui foi o mesmo de Death Note, não respeitarem a essência da história e, principalmente, a essência dos personagens. Death Note da Netflix foi totalmente renegado pela maioria dos fãs e teve apenas 38% de aprovação no Rotten Tomatoes (o que não quer dizer muita coisa). Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, criadores do mangá, elogiaram o filme e disseram que adoraram a versão. Segundo eles, este é o verdadeiro Death Note para Hollywood. Será que eles quiseram dizer que isso é bom?

Primeiro encontro entre L e Light
O filme teve um final aberto para cada um interpretar como bem quiser e deixou um possível gancho para uma sequência, sequência essa que o diretor já veio pedir publicamente para fazer e dirigir. Não se sabe ao certo se ele ainda mantém esta ideia, pois esta semana ele deletou seu Twitter após ser xingado por muitos fãs ao longo desses meses e até mesmo sofrer ameaças de morte. Um absurdo. Tem fã que não raciocina muito bem mesmo.

Minha cara quando lembro que assisti a esse filme
Enfim, eu detestei o filme. Realmente tentei gostar e assistir sem preconceitos, mas é completamente impossível não comparar a versão original e a nova adaptação feita por Hollywood. Não tenho dúvidas que deve ter tido pessoas que curtiram o filme, especialmente as que não viram o anime ou leram o mangá. O jeito é cada um assistir realmente o filme e tirar suas próprias conclusões. Eu, por mim, escreveria o nome do filme no caderno do Death Note para que ele nunca fosse feito.


Um grande abraço.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Kamen Rider Build - Primeiras Impressões


E não é que a Toei já nos surpreendeu, logo de cara? Após o espetacular Ex-Aid, do qual falarei apenas após assistir ao filme que conta o "verdadeiro final", já temos o nosso Build mostrando todo o seu potencial.

Não vou me ater aos nomes dos personagens, pois acabo de assistir ao primeiro episódio, mas já vi várias excelentes referências e oportunidades para um ótimo roteiro. Primeiro, a Caixa de Pandora, um artefato marciano trazido para a Terra, e que, como de costume com artefatos alienígenas, só causa problemas e não soluções. Quem assistiu Kuuga sabe o que artefatos antigos são capazes de fazer. Já temos aí nossa primeira referência. 

A Segunda: os experimentos com seres humanos. Tive, naquele ponto, um vislumbre do início de Blade. Aliás, as próprias cenas remeteram bem àquele Kamen Rider. Humanos sendo usados como cobaias para experimentos escusos, dando origem à monstros de todos os tipos.

Outra forte referência: Megaman. Interessante que tanto Ex-Aid como Build dispõem do mesmo artifício, mas de maneiras antagônicas; se Ex-Aid conseguia poderes através de novos Gashats baseados em jogos, Build altera suas formas com base em dados adquiridos dos Smashs, os monstros da temporada. Megaman sempre teve esta característica: retirar seus poderes dos inimigos derrotados e alterar sua coloração (em sua forma básica). Também poderia relacionar Build com Fourze, pois os Smashs são semelhantes aos Zodiarts, exceto pelo fato de suas transformações não serem conscientes, mas forçadas.

Eu achei o episódio de estreia sensacional. Teve de tudo: ação, comédia, intrigas, um vislumbre de dramas pessoais, e até mesmo um pouquinho de Ultraman, com suas tradicionais equipes de apoio. No caso de Build, equipes contra ele. Também poderia relacionar com Agito, já que o personagem principal não tem memórias.

Enfim, como assisti apenas o primeiro episódio, tudo o que digo pode não passar de primeira impressão, mas Build começou muito bem, com certeza. 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Game of Thrones - 7ª Temporada: Acelerando Tudo até o Final!

Os fãs de Game of Thrones (ou mais carinhosamente conhecido como GOT entre os fãs) ao redor do mundo entraram em êxtase quando descobriram que a série que eles tanto amam só teria apenas mais 2 temporadas para concluir toda sua trama épica contando com apenas 13 episódios totais para fechar tudo que estava aberto ao longo de seus 6 anos anteriores. Isso mesmo amiguinhos, GOT teve seus episódios reduzidos para 7 episódios nesta 7ª temporada e 6 episódios na sua 8ª e última temporada, diferentemente dos seus 10 episódios por temporada como foi feito até aqui. O sinal estava ligado para uma corrida sem fim nos seus acontecimentos para fechar toda a saga. Alguns críticos e fãs reclamaram antecipado (como sempre), alegando que a história ficaria confusa, rápida e muita coisa seria deixado de fora. Isso é ruim? Bom, para mim que estou fugindo de tramas muito longas foi perfeito! Esqueçam a enrolação! 

Poster que resume muito bem a temporada
E foi pensando nisso que os produtores David Benioff e D. B. Weiss pediram a bênção de titio George R. R. Martin e aceleraram tudo para a reta final de GOT. A enrolação foi deixa de lado e a trama ficou ainda mais objetiva. Teve muitos acontecimentos que correram muito rápido? Definitivamente, afinal de contas, temos apenas 13 episódios para amarrar todas as pontas soltas. Alguns fãs e críticos chatos reclamaram que a velocidade dos acontecimentos estava muito rápida. E daí? Qual o problema disso? Estava tudo sendo explicado e, sinceramente, se todos acreditamos em Caminhantes Brancos, Dragões, profecias, mortos que ressuscitam, pessoas que assumem as identidades alheias, porque é tão difícil se jogar na trama e aceitar que uma passagem de tempo pode ocorrer mais rápido? Ou que uma pessoa correu rápido demais para chegar de uma localização a outra? O inverno em Game of Thrones, tanto na série, quanto nos livros de As Crônicas do Gelo e do Fogo, duram décadas. Quem disse que uma noite ali dura realmente 24 horas e na verdade não dura dias? Semanas? Colocando na cabeça que devemos abraçara a história e seus acontecimentos, não acho que devemos nos prender a coisas tão insignificantes quanto passagem de tempo, velocidade das viagens ou o tempo que um corvo leva para cruzar distâncias. 

Encontro entre Jon Snow e Daenerys Targaryen
Enfim, vamos aos principais acontecimentos desta penúltima temporada de GOT. Obviamente que nem preciso dizer que teremos spoilers adiante, né?

Cuidado com os spoilers!!!!
-------------------------- ATENÇÃO, TURMINHA!!! SPOILERS ABAIXO!!!! -----------------------------

A  ameaça dos Caminhantes Brancos cresce a cada minuto e toda Westeros corre risco de ser dizimada pelo exército de mortos vivos que aumenta a cada nova morte causada pelo inverno rigoroso que apenas está no seu começo. Sentindo que terá que procurar reforço para a Patrulha da Noite na Grande Guerra, Jon Snow (Kit Harington) parte para Pedra do Dragão para encontrar-se com Daenerys (Emilia Clarke) e pedir sua ajuda. Enquanto isso, Arya (Maisie Williams) abre a temporada de forma épica, acabando com todos os Freys e partindo para Winterfell. Já em Porto Real, Cersei (Lena Headey) negocia a dívida do trono com o Banco de Ferro e manda seu irmão Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) para um confronto mortal em nome do reino.

Cersei e seus planos malignos ao lado do irmão Jaime
Como já escrevi diversas vezes no texto, sem enrolação, muitas batalhas emocionantes ocorrem nesta temporada e encontros totalmente esperados pelos fãs ao longo desses anos, tais como: Jon encontrando Daenerys, Tyrion (Peter Dinklage) encontrando seus irmãos, o encontro entre o Cão (Rory McCann) com Montanha zumbi (Hafþór Júlíus Björnsson), o encontro entre Arya e Sansa (Sophie Turner), o encontro entre Theon (Alfie Allen) com Jon Snow, o retorno de Jorah Mormont (Iain Glen), Sam (John Bradley) tomando altas doses de coragem, entre inúmeros outros. Ah! Impossível não citar também a tão esperada batalha entre os Caminhantes Brancos e os dragões de Daenerys. Tudo épico!

Daenerys e Drogo chegam para a batalha!
O desfecho desta temporada então foi para explodir a cabeça de qualquer fã! Muitas teorias formadas pelos fãs ao longo desses longos anos tendo como base os livros e a própria série acabaram tomando forma aqui. Finalmente o passado de Jon Snow foi esclarecido de uma vez por todas e o evento mais aguardado pelos fãs envolvendo a Muralha e o Dragão de Gelo ocorreu, deixando muito fã de boca aberta e totalmente em estado de choque. Restando apenas 6 episódios para a conclusão de uma das séries mais brilhantes de todos os tempos, os produtores ainda tem muita coisa para explicar e mostrar. É provável que o ritmo aumente ainda mais, o que eu não vejo problema algum. Titio George R. R. Martin com certeza já deixou a listinha dos pontos principais que tem que aparecer no final da trama. 

Arya na cena de abertura da temporada que levou ops fãs a loucura!
Qual será o fim de Cersei? O que Tyrion combinou com ela quando ambos estavam a sós? Jaime será exilado? Daenerys mudará com Jon quando souber seu passado? Como Westeros resistirá a invasão dos Caminhantes Brancos? Theon conseguirá salvar sua irmã? Como Arya e Sansa irão se portar na Grande Guerra? Quem é o Azor Ahai? Quem sentará no Trono de Ferro e comandará os 7 Reinos? Qual fã não irá infartar ao final de GOT? Para todas essas respostas e muito mais, basta ficarmos ligados em 2019! Sim, turminha! É bem provável que a última temporada só volte em 2019, pois eles começariam a gravar a oitava temporada em agosto de 2018, concluindo tudo quase em 2019! O lance é segurarmos a emoção e esperar! Vai que titio George R. R. Martin conclui seu último livro da saga antes disso tudo e não ficamos sabendo logo o desfecho de tudo? Basta ter fé nos 7!!!


Um grande abraço!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Os Defensores - 1ª Temporada: Os "Vingadores" da Netflix mandam Bem!

No final de 2013, quando começaram a sair as notícias que a Netflix produziria sua própria série no melhor estilo "Vingadores" de ser, ou seja, juntando todos seus heróis numa super equipe contra uma ameaça em comum, os fãs ao redor do mundo ficaram mais do que empolgados, e podem me incluir nesse meio, afinal de contas, teríamos Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro juntos! A espera foi longa, mas os personagens foram muito bem trabalhados e apresentados em suas séries solos ao longo destes 4 anos. Eis, que em 18 de agosto de 2017, finalmente a Netflix, juntamente com a Marvel Television, ABC Studios e a Goddard Textiles lançaram a primeira temporada de Marvel´s The Defenders, ou simplesmente, Os Defensores.

O Defensores reunidos: Luke Cage, Matthew Murdock, Jessica Jones e Danny Rand
O Tentáculo continua assolando Nova York e um novo plano para a destruição da cidade coloca Matthew Murdock/Demolidor (Charlie Cox), Jessica Jones (Krysten Ritter), Luke Cage (Mike Colter) e Danny Rand/Punho de Ferro (Finn Jones) cara a cara e eles são obrigados a unir forças parar tentar impedir os planos de misteriosa Alexandra (Sigourney Weaver), a líder do Tentáculo. Mesmo com jeitos e opiniões tão diferentes os quatro heróis se unem por um bem maior.

Sobe?
Os Defensores é uma série muito boa, com boa ação, ótimos efeitos especiais, boas coreografias de luta, doses de humor na medida certa, possui ótimos atores e uma carga moderada de suspense. Todos os atores estão muito bem em seus papéis, até mesmo os coadjuvantes, especialmente Trish Walker (Rachel Taylor), Colleen Wing (Jessica Henwick), Franklin "Foggy" Nelson (Elden Henson), Karen Pagen (Deborah Ann Woll) e Malcom Ducasse (Eka Darville) que fizeram praticamente papel de figurantes de luxo com pouco peso na trama. O destaque total desta primeira temporada fica a cargo de Charlie Cox, Krysten Ritter, Wai Ching Ho e Sigourney Weaver. Vamos analisá-los.

A já clássica pancadaria nos corredores da Netflix
A interação entre as duplas de heróis ficaram ótimas. Deu para ver uma boa química entre Finn Jones e Mike Colter, deixando claro que poderia rolar uma tão esperada série entre os heróis de aluguel, reprisando a parceria de sucesso entre Luke Cage e Punho de Ferro que fez muito sucesso nos quadrinhos na década de 70. Mas, é inegável que a dupla de heróis que roubou a cena foi Charlie Cox e Krysten Ritter. Foi muito interessante ver a interação de Matt, tão certinho e centrado, com Jessica, que é cabeça quente e sem paciência pra nada. Por falar nisso, os contrastes foram um ponto mais do que positivo aqui, rendendo momentos muito divertidos, até mesmo com o cético Luke Cage conversando com o "sonhador" Danny Rand.

A misteriosa Alexandra
Sigourney Weaver também esteve muito bem no seu papel da misteriosa Alexandra, a líder do Tentáculo. É difícil saber seus reais motivos, mas percebemos que ela é uma pessoa elegante, inteligente, poderosa e extremamente perigosa. Teve ótimos diálogos com Murakami (Yutaka Takeuchi) e com a excelente Wai Ching Ho, a nossa querida e amada Madame Gao. Por falar em Madame Gao, é em Os Defensores que ela mostra sua verdadeira força e revela que por trás de sua aparência frágil está uma guerreira extremamente mortal.

Alexandra e Madame Gao conversam num parque
Se Madame Gao mostrou seu verdadeiro poder, ainda não é em Os Defensores que vemos Danny Rand mostrar todo o potencial do seu Punho de Ferro. O personagem de Finn Jones ficou meio apagado no meio dos outros três heróis e ficou claro que ele ainda não é um herói totalmente formado. Seu Punho de Ferro é extremamente inocente e bastante cru ainda no combate. Ele toma uma bela coça de Demolidor em um dos episódios da série. Em Os Defensores, Luke Cage também está bem melhor, porque na minha opinião, Luke Cage foi a série mais fraquinha e chata dos heróis da Marvel na Netflix.

Elektra Natchios (Élodie Yung) está de volta, como mostrado nos trailers
O formato com 8 episódios com duração média de 54 minutos cada desceu redondinho para mim. Ultimamente, tenho desanimado muito com séries muito longas que contam com mais de 22 a 24 episódios por temporada. Procuro séries mais curtas e objetivas, sem tanta enrolação, e nisso, Os Defensores me caiu feito uma luva. Torço para que as demais séries venham a aderir a esse novo padrão que vem sendo formado e vem ganhando força com séries com no máximo 8 a 13 episódios por temporada. Fica muito menos cansativo e nos estimula a assistir a outras séries também. Ao menos, eu penso assim.

Todos reunidos para a ação, inclusive Stick (Scott Glenn)
Recomendo com toda a certeza do mundo que vocês assistam a Os Defensores! É uma ótima série e mostra que a Netflix está mandando muito bem com suas produções e seu universo de heróis na telinha está todo certinho. Só não esqueçam que antes de assistir a reunião dos 4 heróis, você precisa assistir as duas temporadas de Demolidor, e as séries solos de Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro, pois ficará muito mais fácil de entender alguns acontecimentos que são citados aqui. Ah! No melhor estilo Marvel de ser, quando acabar o último episódio de Os Defensores, não desligue a Netflix, pois temos direito a uma cena pós crédito para deixar qualquer fã da Marvel bem empolgado.

Um grande abraço.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Homenagem a Elvis Presley: 40 Anos sem o Rei

40 anos sem Elvis Presley

Elvis Aaron Presley nasceu no dia 8 de janeiro de 1935 em East Tupelo no estado do Mississipi, Estados Unidos. Teve um irmão gêmeo univitelino chamado Jessie Garon que nasceu morto. Filho de Gladys Love e Vernon Elvis Presley, o jovem Elvis mostrava aptidão para a música desde cedo e em 1945, ele participou de um concurso para novos talentos na Feira Mississipi-Alabama, onde conseguiu o segundo lugar cantando a música "Old Ship". Depois de um tempo, seu pai o presenteou com um violão que acabou virando seu companheiro fiel e inseparável. Em 12 de setembro de 1948, a família Presley mudou-se para Memphis. De 1948 a 1954, Elvis trabalhou em diversas profissões, tais como lanterninha de cinema e motorista de caminhão. Em 1953 concluiu seus estudos. Nas horas vagas tocava violão e cantava. Suas maiores influências eram Dean Martin (sou um grande fã dele também), música pop, country, música gospel ouvida na 1ª Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Memphis, música erudita, o tenor Mario Lanzar e o cantor gospel J. D. Sumner.

Gladys, Elvis e Vernon
Sua carreira profissional só começaria em 18 de julho de 1953, quando ele gravou algumas canções no Memphis Recording Service, uma filial da Sun Records, mas foi somente em 5 de julho de 1954 que as coisas começaram a realmente mudar. Durante um ensaio, Elvis cantava algumas músicas de forma descontraída acelerando e mudando o arranjo musical, o que agradou Sam Phillips, um produtor musical e compositor. Surgia aí o rockabilly, uma das primeiras formas do rock´n and roll. Não é a toa que Elvis é considerado não só o Rei do Rock, mas também o Pai do Rock. Elvis acabou gravando "That´s All Righ" e "Blue Moon of Kentucky", e no dia 7 de julho de 1954 ambas as canções foram tocadas na rádio de Memphis. O sucesso foi imediato. Devido a repercussão, Presley é convidado a dar sua primeira entrevista como cantor profissional. "Blue Moon of Kentucky" chegou ao primeiro lugar na parada country da Billboard na cidade de Memphis. No dia 17 de julho de 1954, Elvis faz seu primeiro show em Memphis e em 2 de outubro de 1954 ele faz seu primeiro show fora da cidade, em Nashville.
Elvis Presley em suas primeiras apresentações
Daí em diante a carreira de Elvis começou a decolar e alçou voos maiores quando Tom Parker, ou "Coronel" Tom Parker, tornou-se empresário do cantor. Em 1955 eles fecharam um contrato com a RCA Victor. Em 1956, Elvis já era um fenômeno mundial, vindo a ser considerado o primeiro grande "mega star" da música. Sua potência vocal e estilo acabaram influenciando o mundo inteiro. Suas apresentações na TV quebravam recordes de audiência, além de gerar muita polêmica devido ao modo como ele dançava, o que era totalmente inovador para a época. Por um tempo suas apresentações sofreram censuras e Elvis só era filmado da cintura para cima. Sua pélvis em movimento parecia incomodar muitas famílias conservadoras, pélvis essa que acabou lhe rendendo o apelido de Elvis-The-Pelvis.

Elvis-the-Pelvis
Em 1957 ele comprou a mansão Graceland. Em 1958, Elvis foi chamado para o Exército e acabou servindo por orientação de seu empresário, que queria aumentar o público do astro. Presley acabou servindo na Alemanha, de outubro de 1958 a março de 1960, onde chegou a se tornar sargento. Em 14 de agosto de 1958, sua mãe faleceu e Elvis ficou devastado. Ambos tinham uma ligação muito forte. Presley nunca mais foi o mesmo, mas em 1959 ele conheceu Priscilla Beaulieu, que tinha apenas 14 anos na época, e ficou totalmente encantado com ela. Eles começaram a namorar pouco tempo depois e acabaram se casando em 1 de maio de 1967 em Las Vegas. Em fevereiro de 1968 nasceu Lisa Marie Presley, filha única do casal.
Priscilla, Lisa Marie e Elvis
Em 1956, Elvis grava seu primeio filme: Love me Tender, um sucesso de bilheteria. O Rei acabaria fazendo mais 32 filmes até 1972, entre estes filmes estão sucessos como Prisioneiros do Rock (1957), Balada Sangrenta (1958), Kid Galahad (1962), Diversão em Acapulco (1963), Viva Las Vegas (1964), Carrossel de Emoções (1964), entre tantos outros. A partir de 1965, Elvis viveu uma fase entediante com seus filmes, apresentando músicas fracas e repetitivas. O astro não queria mais saber de gravar filmes, queria voltar a fazer shows, mas estava impedido através de contrato. Ele teria que cumprir sua obrigação cinematográfica. Elvis acabou ficando 8 anos sem fazer shows. Em 1963, Elvis teve um caso com a atriz sueca Ann-Margret durante as filmagens de Viva Las Vegas.

Elvis e Ann-Margret durante as filmagens de "Viva Las Vegas"
Elvis só viria a reencontrar sua paixão pela música e dar uma virada em sua carreira em 1967, quando lançou o disco How Great Thou Art, mudando radicalmente sua produção musical. O disco fez imenso sucesso e recebeu um Grammy em Honra após alguns anos. Depois disso, Elvis lançou alguns compactos muito elogiados, mas a virada mesmo veio em 28 de julho de 1968, quando ele gravou alguns quadros para um especial de fim de ano para a NBC chamado Elvis NBC TV Special, lançado em dezembro de 1968 ao vivo, onde Elvis cantou no considerado primeiro show acústico do mundo. O programa foi um sucesso de audiência e de crítica. Neste especial, Elvis canta "If I Can Dream", a minha preferida dele! Presley estava no seu auge musical e atingira sua maturidade artística.

O excelente especial NBC Special
Em 1969, Elvis retornou aos palcos em Las Vegas, passando a fazer vários espetáculos regulares na cidade. Seus shows eram sucesso absoluto, fazendo a alegria de uma enorme legião de fãs, e agradando também aos críticos. A partir deste ano que Elvis começa a usar roupas extravagantes em suas performances. A partir dos anos 70, Presley e seu empresário criam as "mega-tours". O lado cênico em suas apresentações foram ganhando mais e mais força. No final de 1970, ele encontrou-se com o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, na Casa Branca onde rendeu uma misteriosa conversa que até hoje mexe com a imaginação mundial. Este encontro virou até filme em 2016, chamado de Elvis & Nixon, com Michael Shannon no papel de Elvis Presley e Kevin Spacey no papel de Richard Nixon.

Poster do filme inspirado no misterioso encontro entre o cantor e o presidente

Em 1971, Presley recebeu um prêmio da Câmara Júnior de Comércio Estaduniense em relação as 10 pessoas mais importantes da América em 1970, além de ter recebido também o prêmio Grammy Lifetime Achievement Award pelo conjunto de sua obra. Devido a diversos casos de infidelidade por parte de Elvis, Priscilla sai de casa e o casal veio a se separar em janeiro de 1973. Presley ficou mal com a separação. Apesar de começar a apresentar problemas pessoais e de saúde, em 14 de janeiro de 1973, Elvis Presley realizou o primeiro show via satélite do mundo com o show Elvis Aloha from Hawaii, transmitido ao vivo para o diversos países. Mais de 1 bilhão de pessoas assistiram ao show ao vivo ao redor do planeta.

O ótimo show Aloha from Hawaii
A partir de 1974, os problemas pessoais e de saúde aumentam e Elvis passa a ganhar peso, mas seus shows ficam cada vez melhores. Nos primeiros meses do ano de 1977, Presley se apresentava com um estado de saúde deteriorado. Em 26 de junho de 1977, ele faria seu último show ao vivo na cidade de Indianápolis em Indiana. No dia 16 de agosto de 1977, Elvis é encontrado morto em seu banheiro na sua mansão em Graceland por sua namorada na época, Ginger Alden. Há um mistério em torno da morte do astro, apenas sabe-se que ele teve um infarto fulminante. Elvis Aaron Presley nos deixou aos 42 anos de idade. Dois meses após sua morte, o corpo de Elvis e de sua mãe são levados para serem enterrados dentro dos limites da mansão de Graceland.

Graceland, mansão onde Elvis e sua mãe estão enterrados

O legado de Elvis Presley é gigantesco, com seus 33 filmes, mais de 59 discos, inúmeros singles de sucesso, coletâneas, produtos com sua imagem e nome, o Rei do Rock está mais vivo do que nunca, tanto na mídia, quanto no coração de todos os seus fãs, e eu me incluo nisso. 40 anos se passaram, mas podemos afirmar com toda certeza que Elvis não morreu.



Um grande abraço.