sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Homenagem a Elvis Presley: 40 Anos sem o Rei

40 anos sem Elvis Presley

Elvis Aaron Presley nasceu no dia 8 de janeiro de 1935 em East Tupelo no estado do Mississipi, Estados Unidos. Teve um irmão gêmeo univitelino chamado Jessie Garon que nasceu morto. Filho de Gladys Love e Vernon Elvis Presley, o jovem Elvis mostrava aptidão para a música desde cedo e em 1945, ele participou de um concurso para novos talentos na Feira Mississipi-Alabama, onde conseguiu o segundo lugar cantando a música "Old Ship". Depois de um tempo, seu pai o presenteou com um violão que acabou virando seu companheiro fiel e inseparável. Em 12 de setembro de 1948, a família Presley mudou-se para Memphis. De 1948 a 1954, Elvis trabalhou em diversas profissões, tais como lanterninha de cinema e motorista de caminhão. Em 1953 concluiu seus estudos. Nas horas vagas tocava violão e cantava. Suas maiores influências eram Dean Martin (sou um grande fã dele também), música pop, country, música gospel ouvida na 1ª Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Memphis, música erudita, o tenor Mario Lanzar e o cantor gospel J. D. Sumner.

Gladys, Elvis e Vernon
Sua carreira profissional só começaria em 18 de julho de 1953, quando ele gravou algumas canções no Memphis Recording Service, uma filial da Sun Records, mas foi somente em 5 de julho de 1954 que as coisas começaram a realmente mudar. Durante um ensaio, Elvis cantava algumas músicas de forma descontraída acelerando e mudando o arranjo musical, o que agradou Sam Phillips, um produtor musical e compositor. Surgia aí o rockabilly, uma das primeiras formas do rock´n and roll. Não é a toa que Elvis é considerado não só o Rei do Rock, mas também o Pai do Rock. Elvis acabou gravando "That´s All Righ" e "Blue Moon of Kentucky", e no dia 7 de julho de 1954 ambas as canções foram tocadas na rádio de Memphis. O sucesso foi imediato. Devido a repercussão, Presley é convidado a dar sua primeira entrevista como cantor profissional. "Blue Moon of Kentucky" chegou ao primeiro lugar na parada country da Billboard na cidade de Memphis. No dia 17 de julho de 1954, Elvis faz seu primeiro show em Memphis e em 2 de outubro de 1954 ele faz seu primeiro show fora da cidade, em Nashville.
Elvis Presley em suas primeiras apresentações
Daí em diante a carreira de Elvis começou a decolar e alçou voos maiores quando Tom Parker, ou "Coronel" Tom Parker, tornou-se empresário do cantor. Em 1955 eles fecharam um contrato com a RCA Victor. Em 1956, Elvis já era um fenômeno mundial, vindo a ser considerado o primeiro grande "mega star" da música. Sua potência vocal e estilo acabaram influenciando o mundo inteiro. Suas apresentações na TV quebravam recordes de audiência, além de gerar muita polêmica devido ao modo como ele dançava, o que era totalmente inovador para a época. Por um tempo suas apresentações sofreram censuras e Elvis só era filmado da cintura para cima. Sua pélvis em movimento parecia incomodar muitas famílias conservadoras, pélvis essa que acabou lhe rendendo o apelido de Elvis-The-Pelvis.

Elvis-the-Pelvis
Em 1957 ele comprou a mansão Graceland. Em 1958, Elvis foi chamado para o Exército e acabou servindo por orientação de seu empresário, que queria aumentar o público do astro. Presley acabou servindo na Alemanha, de outubro de 1958 a março de 1960, onde chegou a se tornar sargento. Em 14 de agosto de 1958, sua mãe faleceu e Elvis ficou devastado. Ambos tinham uma ligação muito forte. Presley nunca mais foi o mesmo, mas em 1959 ele conheceu Priscilla Beaulieu, que tinha apenas 14 anos na época, e ficou totalmente encantado com ela. Eles começaram a namorar pouco tempo depois e acabaram se casando em 1 de maio de 1967 em Las Vegas. Em fevereiro de 1968 nasceu Lisa Marie Presley, filha única do casal.
Priscilla, Lisa Marie e Elvis
Em 1956, Elvis grava seu primeio filme: Love me Tender, um sucesso de bilheteria. O Rei acabaria fazendo mais 32 filmes até 1972, entre estes filmes estão sucessos como Prisioneiros do Rock (1957), Balada Sangrenta (1958), Kid Galahad (1962), Diversão em Acapulco (1963), Viva Las Vegas (1964), Carrossel de Emoções (1964), entre tantos outros. A partir de 1965, Elvis viveu uma fase entediante com seus filmes, apresentando músicas fracas e repetitivas. O astro não queria mais saber de gravar filmes, queria voltar a fazer shows, mas estava impedido através de contrato. Ele teria que cumprir sua obrigação cinematográfica. Elvis acabou ficando 8 anos sem fazer shows. Em 1963, Elvis teve um caso com a atriz sueca Ann-Margret durante as filmagens de Viva Las Vegas.

Elvis e Ann-Margret durante as filmagens de "Viva Las Vegas"
Elvis só viria a reencontrar sua paixão pela música e dar uma virada em sua carreira em 1967, quando lançou o disco How Great Thou Art, mudando radicalmente sua produção musical. O disco fez imenso sucesso e recebeu um Grammy em Honra após alguns anos. Depois disso, Elvis lançou alguns compactos muito elogiados, mas a virada mesmo veio em 28 de julho de 1968, quando ele gravou alguns quadros para um especial de fim de ano para a NBC chamado Elvis NBC TV Special, lançado em dezembro de 1968 ao vivo, onde Elvis cantou no considerado primeiro show acústico do mundo. O programa foi um sucesso de audiência e de crítica. Neste especial, Elvis canta "If I Can Dream", a minha preferida dele! Presley estava no seu auge musical e atingira sua maturidade artística.

O excelente especial NBC Special
Em 1969, Elvis retornou aos palcos em Las Vegas, passando a fazer vários espetáculos regulares na cidade. Seus shows eram sucesso absoluto, fazendo a alegria de uma enorme legião de fãs, e agradando também aos críticos. A partir deste ano que Elvis começa a usar roupas extravagantes em suas performances. A partir dos anos 70, Presley e seu empresário criam as "mega-tours". O lado cênico em suas apresentações foram ganhando mais e mais força. No final de 1970, ele encontrou-se com o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, na Casa Branca onde rendeu uma misteriosa conversa que até hoje mexe com a imaginação mundial. Este encontro virou até filme em 2016, chamado de Elvis & Nixon, com Michael Shannon no papel de Elvis Presley e Kevin Spacey no papel de Richard Nixon.

Poster do filme inspirado no misterioso encontro entre o cantor e o presidente

Em 1971, Presley recebeu um prêmio da Câmara Júnior de Comércio Estaduniense em relação as 10 pessoas mais importantes da América em 1970, além de ter recebido também o prêmio Grammy Lifetime Achievement Award pelo conjunto de sua obra. Devido a diversos casos de infidelidade por parte de Elvis, Priscilla sai de casa e o casal veio a se separar em janeiro de 1973. Presley ficou mal com a separação. Apesar de começar a apresentar problemas pessoais e de saúde, em 14 de janeiro de 1973, Elvis Presley realizou o primeiro show via satélite do mundo com o show Elvis Aloha from Hawaii, transmitido ao vivo para o diversos países. Mais de 1 bilhão de pessoas assistiram ao show ao vivo ao redor do planeta.

O ótimo show Aloha from Hawaii
A partir de 1974, os problemas pessoais e de saúde aumentam e Elvis passa a ganhar peso, mas seus shows ficam cada vez melhores. Nos primeiros meses do ano de 1977, Presley se apresentava com um estado de saúde deteriorado. Em 26 de junho de 1977, ele faria seu último show ao vivo na cidade de Indianápolis em Indiana. No dia 16 de agosto de 1977, Elvis é encontrado morto em seu banheiro na sua mansão em Graceland por sua namorada na época, Ginger Alden. Há um mistério em torno da morte do astro, apenas sabe-se que ele teve um infarto fulminante. Elvis Aaron Presley nos deixou aos 42 anos de idade. Dois meses após sua morte, o corpo de Elvis e de sua mãe são levados para serem enterrados dentro dos limites da mansão de Graceland.

Graceland, mansão onde Elvis e sua mãe estão enterrados

O legado de Elvis Presley é gigantesco, com seus 33 filmes, mais de 59 discos, inúmeros singles de sucesso, coletâneas, produtos com sua imagem e nome, o Rei do Rock está mais vivo do que nunca, tanto na mídia, quanto no coração de todos os seus fãs, e eu me incluo nisso. 40 anos se passaram, mas podemos afirmar com toda certeza que Elvis não morreu.



Um grande abraço.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Kamen Rider Ex-Aid: Sobre não julgar um livro pela capa!


O Elenco principal de Ex-Aid


Lembro como se fosse hoje do alvoroço que foi a divulgação das primeiras imagens do Kamen Rider Ex-Aid. Havia muita discussão, aversão e controvérsia em relação ao visual e sinopse da série. Os mais puristas, declamaram  jargões clássicos como "na minha época os Riders não eram assim" ou "os Riders de hoje em dia são muito infantilizados", e mesmo os fãs mais acostumados aos visuais das séries atuais da franquia, torceram o nariz para o visual e tiveram certo medo da série não fazer jus ao histórico da franquia e não corresponder as aspirações dos fãs. Mas novamente, os roteiristas da tia Toei nos surpreenderam. A série acertou na mosca e acabou sendo o inverso de todas as predições negativas, sendo uma aventura fantástica e cheia de reviravoltas, e óbvio, calando (pelo menos metaforicamente) muitos que odiaram por odiar, sem nunca dar uma chance ao seriado. O que eu observo no meio tokusatsu da internet brasileira, é que a galera muitas vezes se preocupa mais em odiar a série pelo visual ou mesmo pela época em que ela foi feita do que realmente assisti-la e então tirar conclusões. A clássica mania que nós seres humanos temos e que dá título a essa postagem: julgar um livro pela capa! Por causa disso, sinto que se fazem necessárias algumas breves ponderações sobre Ex-Aid e sobre esse tema, Ainda mais agora nas vésperas de nos despedirmos de Emu e a turma dos médicos do CR. Então, sem mais delongas, vamos lá. 

Essa turma vai deixar saudades...



O primeiro ponto a considerar, e que  permeia muito o meio tokusatsu brasileiro é o saudosismo. O publico das séries japonesas no Brasil parece muito preso ao saudosismo do passado. E eu particularmente não acho que seja tão ruim. Tivemos uma história linda com os tokusatsus aqui no país lá pelas idas dos anos 80 e 90, e os fãs tem todo direito de relembrar aquelas séries com carinho e o respeito que elas de fato merecem. Mas mesmo esse sentimento de nostalgia tem limites. O que se vê pela tokunet brasileira é muita gente colocando essas séries de 20, 30 anos atrás como padrão e se esquecendo que o tempo passa, e os padrões mudam. Esquecem que o público hoje não é o mesmo que assistia Kamen Rider Black em 1987, nem a sociedade é a mesma. Esquecem que as produtoras não tem os antigos telespectadores da rede Manchete de televisão do Brasil como público alvo, nem tem planos de continuar ou reviver muitas dessas séries clássicas. Resumindo: a manchete não é mais o padrão a ser seguido pra se produzir séries novas. Nada contra quem curte aquele modelo de tokusatsu, ou goste mais dele do que das séries atuais. Mas convenhamos: Os tempos mudaram, e os Riders também, e NADA do que dissermos vai alterar isso. Então, não é saudável ou inteligente julgar uma série nova porque não se encaixa nesse perfil. 

Ex-aid tem muito mais a mostrar que apenas visual!

"Mas naquela época os Riders eram mais machões, eram isso e aquilo e.." Típico de quem nunca deu uma chance de assistir as séries novas. Todas as séries da franquia tem como característica principal boas e intensas batalhas, e mesmo que os heróis tenham mudado de perfil, o heroísmo e a bravura que definia o herói do passado também esta presente aqui. Aliás, muito mais crível e bem desenvolvido que em várias séries do passado. Afinal, querendo ou não, as séries podem se aproveitar daquilo que deu certo no passado ou mesmo evitar os erros antigos, trazendo assim uma evolução/progressão em relação aos clássicos. Ou ainda apresentar elementos novos, mais elaborados, com a tecnologia mais avançada da nossa época ou novos elementos narrativos, ainda mais criativos e bem feitos das séries do passado. "Ah mas o visual.." séries antigas também tem visuais espalhafatosos e bem diferentes, vide Kamen Rider Amazon de 1974, por exemplo. 

Os bons atores da série deram ainda mais alma aos heróis! 


Mas agora focando especificamente em Ex-Aid, Aqui temos mais uma demonstração cabal de que nunca se deve julgar um livro pela capa! Logo que os visuais da série saíram, eu mesmo senti uma certa estranheza pela aparência dos personagens, mas ainda assim, o visual adotado pela série era bem justificável tendo em vista a temática principal da história: video-games. Também temos que entender que a empresa que produz a série tem objetivos mercadológicos, e portanto, o visual também vai fazer parte disso. Afinal, temos de ter a maturidade e entender que a venda de produtos licenciados é importante pra empresa arrecadar capital e continuar produzindo as séries que tanto amamos. Mas mesmo com o estranho visual a primeira vista, Ex-aid nos ofereceu tudo que os fãs autênticos de Kamen Rider esperavam. 

 Emu Hojo foi um dos que personagens que  mais evoluiu em Ex-Aid!

Em 3 episódios para seu término (na época que estou escrevendo essa postagem) concluo que a série nos brindou com mais, muitos mais do que visuais espalhafatosos e onomatopeias chamativas, que seus críticos costumam usar para acusar a série de baixa qualidade. Ex-Aid é muito mais que isso! tem combates ferozes, efeitos especiais razoáveis, um elenco simpático e personagens cheios de personalidade, que se desenvolvem com o passar do tempo, ganhando brilho próprio e maturidade. Boas e bem dosadas partes de humor, drama acentuado e adulto, e um enredo bem encaixado que flui sem perder o fio da meada em nenhum de seus episódios. Praticamente tudo que se espera de uma aventura de incontestável qualidade!  Ouso dizer que é a melhor série Kamen Rider desde o surpreendente Kamen Rider Gaim!

Ex-Aid: ação pra hater nenhum botar defeito!


Ex-Aid chuta pra longe os clichês de "monstro da semana" e apresenta uma trama novelística, que cresce aos poucos e desenvolve os personagens, que evoluem como pessoas e tem de lidar com situações complexas, fazendo escolhas difíceis e claro, lidando com as consequências delas. Temos o time de médicos do CR, cada um com uma personalidade diferente e diferentes visões de mundo, tendo que se unir e arriscar suas vidas por um objetivo em comum. Conforme se passam os episódios, mais e mais momentos intensos surgem, e a trama se torna um emaranhado de situações tão bem colocado que é difícil prever o que irá acontecer depois. Fora os vilões inteligentes, articulados e manipuladores, que dão ainda mais trabalho pro time de heróis! Ainda sobre o crescimento dos personagens, vemos o ingênuo protagonista Emu Hojo, que de um jovem idealista se torna um herói maduro e capaz dos mais duros sacrifícios pessoais em prol daquilo que considera certo, capaz de intimidar os seus adversários com sua força, mas sem abrir mão dos seus valores de integridade, justiça e dedicação aos seus pacientes. Muitos dilemas morais são colocados em confronto no decorrer dos episódios, e questões importantes sobre o valor da vida e até onde você iria pra alcançar seus objetivos são apresentadas de forma muito magistral, e que merece sim levar o crédito como uma das mais bem desenvolvidas e viciantes histórias da nossa querida empresa da pedreira Toei Company. 

Ex-Aid é a prova que nem só de visual se faz uma bom tokusatsu!


Nossa sociedade imediatista costuma sempre colocar as aparências na frente do todo, e por isso, nossa análise costuma ser viciada por aquilo que as coisas parecem que são, mas não pelo que elas realmente são. Antes de julgar toda a série de Ex-Aid unicamente pelo visual colorido e espalhafatoso, deve-se antes buscar analisar todos os outros elementos da série. Em especial, os fatos que se passam após o décimo primeiro episódio, que é quando a série realmente ultrapassa os episódios introdutórios e começa de fato a se desenvolver. Fora que, não é de hoje que séries com visual estranho tem dado um verdadeiro "tapa de luva" nos haters como por exemplo Fourze, W, Gaim, Etc. Claro, gosto é algo pessoal quando se trata de entretenimento, mas a atitude mais inteligente é sempre procurar conhecer algo antes de julgar aquilo meramente por um detalhe tão raso como visual. Afinal, Ex-Aid tem muito mais o que oferecer do que meramente uma aparência, e promete chocar e divertir qualquer um que tiver a mente aberta pra conhecer e não meramente xingar sem argumentos essa ótima série!

Vilões manipuladores e articulados também acrescentam valor a história!


Do tempo que estou escrevendo pra vocês esse post, ainda não tive acesso ao final da série, já que ainda faltam 2 capítulos pro fechamento dessa bela saga, mas por todos os episódios e momentos de alegria e emoção que Ex-Aid me rendeu, já recomendo e garanto que será uma jornada satisfatória. Independente do perfil de série que você goste, não irá se arrepender de assistir. Pros mais saudosistas, convido a assistir a série e muitas outras também produzidas na atualidade, tão boas quantos os tokusatsus do passado. Tenho certeza que aqueles que derem essa chance a série, irão se surpreender e se divertir com novas fórmulas, novos heróis, novos elementos. Pra aqueles que não se identificaram com o visual, saibam que como falei antes, a série vai muito além disso, mostrando outros elementos que podem fazer essa questão visual sequer importar no fim das contas.

Boas reviravoltas enriquecem a série!


Com o final evidente de Ex-Aid, outra série Rider já está prestes a fazer sua estreia, dessa vez com um visual mais limpo e menos extravagante, mas já com uma sinopse interessante, e que já carrega boas expectativas desse fã que vos fala. E claro, irei assistir a série primeiro e depois tirarei minhas conclusões finais. Resumindo, vamos dar uma chance a diversão e conhecer melhor as séries. Não julguemos nunca um livro pela capa! E vocês? já assistiram Ex-Aid? gostaram? Quais são suas expectativas pros dois últimos episódios da série? Comentem ai! Um Abraço! 

Ex-Aid já tem um espaço reservado no coração dos fãs!




segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Logan: Um Filmão da Porra!

Finalmente, após muito tempo de espera e alguns contra tempos, consegui assistir a Logan, filme que marca a despedida de Hugh Jackman no papel de Wolverine após 17 anos interpretando o personagem. E senhores, para aqueles que reclamavam que ainda não haviam assistido o verdadeiro Wolverine nos cinemas, eis que ele se apresenta em carne, adamantium e muito sangue! O filme foi lançado em 2 de março de 2017 pela 20th Century Fox com um orçamento de 97 milhões de dólares e arrecadou mais de 616 milhões de dólares! Um sucesso mundial!

Poster do Filme
Logan mostra um futuro pós apocalíptico de 2029, onde os mutantes estão praticamente em extinção. Wolverine (Hugh Jackman), está velho, cheio de cicatrizes, seu fator de cura está muito mais lento, ele sente dores e parece estar morrendo. Junto com ele está um idoso Professor Xavier (Patrick Stewart), que já não tem mais controle sobre seus poderes e parece estar com alguma doença degenerativa, além de não ter controle total sobre suas memórias. Ambos vivem isolados do mundo na fronteira do México junto com o mutante Caliban (Stephen Merchant), que tem os poderes de localizar mutantes próximos a eles, impedindo assim que haja qualquer aproximação ao trio.

Logan cuida do Professor Xavier
Logan agora trabalha como motorista particular (Uber??), e um dia acaba encontrando com Donald Pierce (Boyd Holbrook), que o avisa que está atrás de uma jovem de 11 anos chamada Laura Howlett (Dafne Keen). Sem saber o porque de ter sido procurado por Pierce e sem querer se envolver em confusões, Logan se afasta. Algum tempo depois, ele é encontrado por Gabriela López (Rita Lopes), uma enfermeira que trabalhou para a corporação biotecnológica Alkali-Transigen, e ela implora para que ele leve a jovem Laura para um lugar em Dakota do norte conhecido como Éden. A princípio Logan não quer saber dos problemas de ninguém, afinal de contas, ele já tem os seus próprios problemas, mas acaba cedendo em ajudar, mas ao voltar no dia seguinte no lugar marcado por Gabirela, ele encontra a jovem Laura sozinha e Gabriela estava morta. Agora, Logan terá que descobrir porque estão atrás da menina e se livrar de ser o novo alvo do grupo conhecido como os Carniceiros, um grupo com implantes cibernéticos, que são liderados por Donald Pierce.

Donald Pierce caça Logan e Laura
O filme é excelente, contendo muita ação, muito sangue, muita violência, além de um pouco de suspense e ótimas partes de drama, onde entendemos um pouco mais sobre o sofrimento que Logan passa. A interação entre Hugh Jackman e Dafne Keen é fenomenal! Ambos protagonizam cenas primorosas e emocionantes. A despedida de Hugh Jackman no papel de Wolverine, assim como a despedida de Patrick Stewart como Professor Xavier é de tirar o chapéu, de emocionar e de já sentir falta de ambos nos próximos filmes da franquia X-Men. Destaque total, obviamente, para Hugh Jackman, Patrick Stewart e Dafne Keen! Eles tiraram onda em seus papéis!

A dupla do momento: Laura e Logan
Por ser um filme que passa num futuro distante, caso o estúdio queira bancar, e sabemos que o dinheiro fala mais alto, podemos ter um retorno de Jackman como o carcaju que tanto amamos, mas seria bacana respeitar a opção do ator em não interpretar mais o herói devido a sua idade (ele está com 48 anos atualmente). As histórias que inspiraram Logan foram "Velho Logan" (2008) e "A Morte de Wolverine" (2014). 

Logan mais velho e com suas cicatrizes
Para aqueles que esperaram anos para ver o verdadeiro Wolverine na tela, aqui está ele! Brutal, animal, selvagem, matador! Este é o Wolverine de Logan, mas por mais irônico que pareça, também é o filme onde vemos o lado mais humano do personagem, com seus sofrimentos, questões e dramas pessoais, com cenas para fazer qualquer marmanjo por aí se emocionar e deixar o suor masculino rolando face abaixo. A estreia da X-23 também era bem aguardada e a jovem Dafne não perdeu a chance entregando uma ótima personagem, totalmente animal, brutal, violenta, uma digna clone do Wolverine.

Laura, a X-23, com suas garras
O filme foi um sucesso de público e crítica, elevando os filmes de super heróis para um outro patamar, assim como Christopher Nolan fez com seu Batman quando lançou Cavaleiro das Trevas em 2008. Logan tem tudo para ganhar ar de cult com o passar do tempo e arrisco a dizer que este é o melhor filme de super herói do ano de 2017. Ainda falta estrear Liga da Justiça em 16 de novembro e Thor: Ragnarok em 2 de novembro, mas acho que será meio difícil superar Logan. Recomendo com toda a certeza do mundo, pois vale a pena ver Hugh Jackman interpretando Wolverine uma última vez.

Primeiro cartaz promocional de Logan
Um grande abraço.


terça-feira, 6 de junho de 2017

Top 10: Os Melhores Clássicos Disney

Sempre adorei os desenhos da Disney. Sonho em conhecer a Disneyworld um dia, e tenho certeza que irei realizar este sonho ao lado da minha família. Pois bem, minha filha vai fazer 2 anos e está começando a se interessar mais por desenhos e estou começando a introduzi-la dentro do fantástico mundo de Disney, começando por algo simples como Os Três Porquinhos de 1933 (que ela adora!). 

Sabemos que a Disney está dominando com folga o circuito das animações com seus excelentes filmes feitos pela Pixar, mas confesso que sinto falta dos velhos desenhos animados 2D que a Disney fazia tão bem. Acho que não havia problema nenhum em alternarem as animações com os clássicos desenhos em 2D. São tão lindos, bem feitos, mágicos.... sempre bate um pouco de nostalgia toda vez que assisto um clássico Disney...
Grandes Clássicos Disney
Enfim, como estou introduzindo minha filha nos desenhos animados da Disney, me peguei logo pensando em quais seriam os melhores, porque, claro, sou um nerd, e nerds adoram fazer listas com seus tops. Sendo assim, vamos ao meu Top 10: Os Melhores Clássicos da Disney:

10- Branca de Neve (1937): esse não tem como ficar de fora, ainda mais por todo seu valor e seu peso histórico. Este foi o o primeiro longa-metragem de animação da Disney. O desenho é uma adaptação do conto de fadas dos irmãos Grimm. Branca de Neve vive num castelo com sua madrasta que deseja ser a mais bela mulher do reino, para isto, planeja matar Branca de Neve de qualquer maneira. A nossa bela heroína só acaba encontrando ajuda no bosque com os 7 anões. A lição de moral deste desenho é: não adianta ser bela por fora se por dentro você não passa de uma bruxa.

Branca de Neve e os 7 Anões

09- Alice no País das Maravilhas (1951): adaptação do romance de Lewis Carroll. O desenho conta a história de Alice, uma menina sonhadora que persegue um coelho branco e acaba indo parar num lugar mágico chamado País das Maravilhas. A lição de moral deste desenho é: aceitar e valorizarmos o que temos em nossa volta porque o dia que os perdemos é que nos damos conta do quanto são importantes para nós.

Alice no País das Maravilhas
08- A Pequena Sereia (1989): adaptação do conto de Hans Christian Andersen. Ariel é uma jovem sereia que sonha conhecer os humanos e a terra. Após fazer um pacto com Ursula, a bruxa do mar, ela terá três dias para  viver como uma humana normal e conseguir um beijo de quem a ama ou voltará a ser sereia e pertencer a Ursula para sempre. A lição de moral deste desenho é: ter coragem para descobrir novos mundos e confiar em seus sonhos.

A Pequena Sereia
07- A Bela e a Fera (1991): adaptação do conto de fadas de Jeanne-Marie Le Prince de Beaumont e ideias de um filme francês de Jean Cocteau de 1944. Um príncipe humilha e maltrata uma velha mendiga que lhe pediu abrigo e comida numa noite fria. Como maldição, ela o transforma numa fera horrenda e se ele não encontrar um amor verdadeiro até uma rosa especial acabar de cair sua última pétala, ele ficará como uma fera para sempre. Tudo promete mudar quando ele conhece Bela, uma jovem que sonha em viver uma grande aventura e conhecer novas culturas. A lição de moral deste desenho é: dar mais valor para a beleza interior da pessoa do que a sua beleza exterior.

A Bela e a Fera
06- O Rei Leão (1994): inspirado na peça Hamlet de Shakespeare. O filme mostra a traição do leão Scar, que mata o próprio irmão Mufasa e bane seu sobrinho Simba para tornar-se rei da selva. Anos depois, Simba deve voltar e tomar o que é seu por direito. A lição de moral deste desenho é: devemos encarar nossos problemas e nossas responsabilidades de frente sem fugir, pois no futuro seremos cobrados.

O Rei Leão
05- Aladdin (1992): inspirado no conto árabe Aladim e a Lâmpada Maravilhosa contido em As Mil e Uma Noites. Aladdin é um jovem humilde que encontra o Gênio da Lâmpada e é apaixonado pela Princesa Jasmine. Lutando contra as ambições de Jafar, conselheiro real e bruxo, Aladdin terá que conquistar Jasmine e salvar o reino. Lição de moral deste desenho é: somos mais do que aparentamos ser. Aladdin era um "diamante bruto".

Aladdin
04- Tarzan (1999): adaptação de Tarzan dos Macacos de Edgar Rice Burroughs. O filme mostra a história de Tarzan, único sobrevivente de um acidente de avião que é criado por macacos. Exploradores ingleses vão para África e encontram Tarzan. Agora Tarzan terá seu primeiro contato com os seres humanos, com seus sentimentos e com as mentiras de Clayton, o caçador e guia dos exploradores. A lição de moral deste desenho é: não nos limitarmos e ser quem realmente queremos ser, e não o que a sociedade quer que sejamos ou impor que sejamos.

Tarzan
03- Irmão Urso (2004): história original do estúdio. No final na Era Glacial, Kenai vê seu irmão ser morto por uma barreira que deslizou de uma geleira após perseguir um urso que roubara uma cesta dos irmãos. Por já odiar ursos, Kenai mata o urso que havia roubado sua cesta e, magicamente, acaba sendo transformado num urso também. Para voltar a ser humano, Kenai terá que encontrar uma montanha onde ocorre a aurora boreal. No caminho ele encontra um jovem urso órfão chamado Koda que acaba o acompanhando em sua busca. Confesso que chorei demais com este filme de chegar a entupir meu nariz! A virada do filme é linda e um coice no meio da cara! Lindo! A lição de moral deste desenho é: sempre devemos pensar nos outros antes de tomar qualquer atitude.

Irmão Urso
02- Hércules (1997): inspirado no mito grego sobre Hércules. Acompanhamos as aventuras do filho de Zeus para tornar-se um grande herói para assim poder virar um deus e viver no Olimpo ao lado de seu pai e outros deuses, mas para isso, ele terá que tomar cuidado com Hades, o deus do inferno, e, seu tio. Essa adaptação da Disney ficou muito maneira e Hades e Fil são os grandes destaques deste desenho. A lição de moral deste desenho é: devemos encontrar nosso lugar no mundo e ser herói é muito mais do que ser superforça ou supervelocidade.

Hércules
01- Pinóquio (1940): este é meu clássico Disney predileto! O segundo longa-metragem produzido pela Disney é baseado em As Aventuras de Pinóquio de Carlo Collodi. Gepeto é um senhor que constrói Pinóquio e faz um pedido para uma estrela cadente pedindo para que ele fosse de verdade. A  Fada Azul aparece e dá vida ao boneco de madeira. Agora Pinóquio irá aprender sobre coragem, lealdade, honestidade e fará de tudo para ser um menino de verdade. Possui a música mais linda da Disney e que virou o hino do estúdio, não só para abertura de qualquer produção do estúdio, como virou sinônimo ouvi-la e logo lembrar de todo esse mundo mágico e genial criado por Walt Disney. A lição de moral deste desenho é: não devemos mentir e para ser um "menino de verdade" devemos ser bondosos e amáveis.

O grande vencedor: Pinóquio
Bom, turma, este foi meu Top 10: Os Melhores Clássicos Disney. E para vocês? Quais seriam os melhores clássicos da Disney? Lembrando que só valem os desenhos animados de longa-metragem e não as animações produzidas pela Pixar. Em breve farei meu Top 10: Melhores Animações da Pixar!

Um grande abraço!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

O Professor Aloprado (1963): Um Grande Clássico do Humor

Um dos gêneros que mais gosto em filmes é o gênero da comédia. Já tivemos e temos inúmeros grandes astros que marcam gerações com a facilidade em fazer rir, e definitivamente, Jerry Lewis está entre eles. Há um bom tempo que tinha curiosidade em assistir um dos seus filmes mais famosos do mundo (se não for o mais famoso): Professor Aloprado. Pois bem, por esses dias finalmente consegui assistir esse grande clássico, e como eu ri e me diverti.
Poster do filme de 1963
Professor Aloprado foi escrito, protagonizado, dirigido, e co-produzido por Jerry Lewis em 1963 para a Paramount Pictures. O filme conta a história do ingênuo, tímido, calmo e meio abobalhado Professor Julius Kelp (Jerry Lewis). Ele dá aulas de química numa faculdade e após ser humilhado por um de seus alunos valentões, decide entrar numa academia para ganhar massa muscular e força para nunca mais ser humilhado novamente. Claro que as cenas do pobre Professor Kelp tentando realizar os exercícios já são uma comédia a parte.

Professor Kelp tenta fazer exercícios físicos numa academia
Após tentativas frustradas, Julius decide ir para a área que ele conhece e domina muito bem: a química. Professor Kelp desenvolve então uma fórmula que o deixaria forte da noite para o dia, mas acaba se tornando uma outra pessoa totalmente diferente! Ele passa ficar confiante, dá umas pancadas nuns alunos abusados, passa a beber e fumar, mexe com todas as mulheres e vira um homem irresistível. Nasce aí então uma outra personalidade no Professor chamada de Buddy Love (nome que ele bola na hora no improviso).

O galanteador Buddy Love
Assim começam as confusões na faculdade, pois a fórmula dura um curto período de tempo, fazendo com que Professor Kelp e Buddy Love entrem sempre em disputa para ver quem fica mais tempo no corpo e quem domina mais o outro. Nesse meio tempo ambos despertam interesse pela bela Stella Purdy, uma das alunas do Professor Kelp.

Professor Kelp e a bela Senhorita Purdy
O filme é claramente inspirado no clássico literário O Médico e o Monstro de Robert Louis Stevenson. O filme foi um sucesso de crítica e audiência na sua época e acabou gerando uma refilmagem em 1996 estrelada por Eddie Murphy e produzida por Jerry Lewis. Em 2008 O Professor Aloprado teve uma sequência direta do filme de 1963 chamado de O Professor Aloprado também, mas num filme animado produzido por Jerry Lewis e dublado também por ele reprisando seu papel como Professor Julius Kelp.

Refilmagem de 1996 com Eddie Murphy
A refilmagem de Eddie Murphy de 1996 é ótima e Murphy é muito engraçado e carismático, mas ainda prefiro o filme original de 1963. Jerry Lewis é engraçado demais e é impossível não rir das situações do atrapalhado Professor Kelp ou até mesmo do excesso de confiança de Buddy Love. As cenas onde Kelp interage com o Dr. Mortimer S. Warfield (Del Moore) são impagáveis.

Kelp leva mais uma bronca do Dr. Mortimer
Algumas pessoas acham que Buddy Love foi inspirado no ex-parceiro de Jerry Lewis, o cantor e ator Dean Martin. Lewis negou diversas vezes este fato e para mim, que sou fã de Dean Martin e que já vi vários filmes da dupla Jerry Lewis e Dean Martin juntos, posso afirmar que Buddy Love não tem absolutamente nada de Dean, apenas o charme.

A sequência animada de 2008
O Professor Aloprado ainda foi adaptado para uma peça musical em 2012, sendo dirigida por Jerry Lewis. O Professor Johnathan I. Q. Frink, Jr. de Os Simpsons é uma homenagem ao personagem criado por Lewis, que teve até mesmo um episódio onde seu pai apareceu e ele foi dublado por Jerry.

O Professor Johnathan I. Q. Frink, Jr.
Jerry Lewis nos ensina que devemos nos aceitar do jeito que nós somos e que não devemos tentar criar um falso personagem de nós mesmos, afinal de contas como o próprio Lewis diz no filme, "nós devemos aprender a gosta de nós mesmos porque iremos passar o resto da vida com nós mesmos". A cena final do discurso do Professor Kelp é bem tocante. 

Discurso final do filme
Então se vocês querem rir bastante, recomendo demais O Professor Aloprado, tanto o clássico de 1963 quanto a refilmagem de 1996. Assistam e vejam qual vocês gostam mais e qual faz vocês rirem mais. Se gostar de ambos igualmente melhor ainda, mas tenham cuidado para não caírem na lábia de um tal de Buddy Love....


Um grande abraço!