segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Big Mouth - 1ª Temporada: Hormônios em Fúria num Desenho Hilário!

Todos sabemos que a fase da adolescência é um período de muitas mudanças para todas as pessoas, mas alguém já parou para pensar como é a fase pré-adolescência? Pois, Nick Kroll, Andrew Goldberg, Mark Levin e Jennifer Flackett pensaram nisso e desenvolveram Big Mouth, novo desenho exclusivo da Netflix, que conta com 10 episódios com média de 25 minutos cada em sua primeira temporada. O desenho é inspirado na vida de Kroll e Goldberg na fase da pré adolescência e estreou na Netflix em 29 de setembro de 2017.

Poster da primeira temporada exclusiva para a CCXP 2017
O desenho mostra os dilemas que os adolescentes passam, como mudanças no corpo, dúvidas sobre sexo, sentido da vida, entre muitas outras coisas, tudo misturado com muito humor. Nick Birch (dublado por Nick Kroll) e Andrew Glouberman (dublado por John Mulaney) são dois melhores amigos da 7ª série, que passam pelas dúvidas da adolescência e abordam temas como masturbação, homossexualidade, sexo, diferenças, amadurecimento, entre outras coisas ao lado dos amigos Jessi Glaser (dublada por Jessi Klein), Jay Bilzerian (dublado por Jason Mantzoukas) e o Monstro dos Hormônios (também dublado por Nick Kroll). 

Da esquerda para a direita: Missy, Andrew, Nick, Jessi e Jay
O desenho é impagável e acerta em cheio ao mostrar temas tão comuns à adolescência, tratando tudo com muito humor e leveza. Temos situações comuns e cotidianas desta fase, tais como surgimento de pelos ou espinhas, até mesmo aos pais super tranquilos e que encaram qualquer questão sexual dos seus filhos com a maior naturalidade do universo. Quase todos os episódios possuem ótimos quadros musicais. Por falar em música, o tema de abertura, "Changes", interpretada por Charles Bradley é excelente e é um dos melhores temas de abertura desta última safra de novos desenhos da Netflix, além da letra de tudo haver com o desenho.

Nick, Andrew e o Monstro dos Hormônios
Dos personagens principais temos Nick Birch, um garoto alegre, de bem com a vida e que é mais novo do que seu melhor amigo, Andrew. Nick ainda não entrou tanto na puberdade quanto Andrew. Já Andrew Glouberman é inseguro, tímido e é viciado em masturbação. Jessi Glaser é uma menina esperta, sarcástica e que também está começando a entrar na puberdade. Jay Bilzerian é um garoto que ama mágica e é tarado, ele mantém relações sexuais com seu próprio travesseiro. Outros bons personagens são Missy (dublada por Jenny Slate), o fantasma de Duke Ellington (dublado por Jordan Peele), entre outros.

Nick e Andrew tentam entender porquê Jessi muda seu humor repentinamente
O grande destaque de Big Mouth fica com dois personagens que fazem a barriga da gente doer de tanto rir: o Monstro dos Hormônios e o Treinador Steve, ambos dublados por Nick Kroll. O Monstro dos Hormônios é sarcástico, engraçado e totalmente tarado. Ele só pensa e fala sobre sexo 24 horas por dia. O Treinador Steve é um cara gente boa, mas extremamente burro e sem noção. Ele é carente ao extremo e nunca percebe quando estão debochando dele ou o evitando. São os melhores personagens do desenho com folga.

Treinador Steve, o rei do "semancol"
O desenho agradou aos críticos e ao público e a Netflix já o renovou para uma segunda temporada que estreará agora em 2018, ainda sem uma data de estreia. 

O Monstro dos Hormônios dando várias dicas para Andrew
Para aqueles que querem rir muito e relembrar os desastres da adolescência, com certeza precisa assistir a Big Mouth. Venham relembrar como pelos, masturbação, menstruação e outros temas causavam tanto pavor e rendam-se aos encantos irresistíveis do Monstro dos Hormônios. Com certeza absoluta vocês não irão se arrepender.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

The Ranch - Parte 1 (1ª Temporada): Uma Ótima Série de Comédia sobre Relações entre Pai e Filhos

Eu já estava há algum tempo flertando com The Ranch na minha lista de filmes e séries da Netflix, e após algum tempo procurando uma nova série de comédia para assistir, decidi dar uma chance à série. Não poderia ter tomado uma decisão melhor. The Ranch é hilária e tocante ao mesmo tempo. Criado por Don Reo e Jim Patterson para a Netflix, a série é dividida em 4 partes até o momento: parte 1 com 10 episódios, parte 2 com mais 10 episódios (totalizando 20 episódios da sua primeira temporada), parte 3 com 10 episódios e parte 4 com mais 10 episódios também (totalizando mais 20 episódios na sua segunda temporada). A duração média de cada episódio é de 31 minutos.

Poster da série
A história da série acompanha Colt Bennett (Ashton Kutcher), uma promessa de jogador semi-profissional, que teve que encerrar a carreira esportiva e decide voltar a morar no rancho com seu pai linha dura e mau humorado, Beau Bennett (Sam Elliott), e seu irmão mais velho e sarcástico, Jameson "Galo" Bennett (Danny Masterson). Agora, Colt terá que ajudar o pai e o irmão a administrar o rancho, além de encarar as consequências causadas pelos 15 anos de ausência da família após ter abandonado a todos para tentar uma carreira esportiva. 

Os irmãos, Colt e Galo, e o pai, Beau
The Ranch é uma excelente comédia, que por diversas vezes nos faz rir alto mesmo. Com tudo isso ainda há espaço para momentos emocionantes e tocantes envolvendo a relação entre os irmãos, com a mãe Margaret "Maggie" Bennett (Debra Winger), e especialmente, com o pai. Os quatro integrantes da família são totalmente diferentes uns dos outros e isso gera situações hilárias.

Colt e Galo discutindo como sempre
Colt é egoísta, infantil, meio tapado e extremamente vaidoso. Galo é sarcástico, tarado e vive relembrando o passado para o pai poder brigar com Colt. Beau é mau humorado, curto e grosso. Maggie é a mãezona da família, sempre tentando fazer com que os homens não briguem, aconselha a todos, mas quando se estressa também, pega o pé de geral. Devido a diversas brigas com Beau, ela não mora mais no rancho, e sim num trailer atrás de um bar em que ela é proprietária. Maggie e Beau continuam casados, mas ele vive pedindo para ela voltar para casa. A família Bennett é boa de bebida e todo episódio os vemos tomando cerveja ou whisky. 

Os Bennetts se reúnem no bar de Maggie
The Ranch ainda conta com Abby Phillips (Eisha Cuthbert), ex namorada e eterna paixão de Colt; Kenneth "Kenny" Ballard (Bret Harrison), atual namorado de Abby; Heather (Keli Gross), atual namorada de Colt; Dale (Barry Corbin), veterinário e melhor amigo de Beau; e Hank (Grady Lee Richmond), um cliente do bar de Maggie que sempre tem um comentário apropriado para fazer nos momentos mais peculiares e sempre está tentando ganhar bebidas grátis no bar.

Abby e Colt bebem no bar, enquanto são observados por Hank e uma amiga
Os grandes destaques aqui vão para Danny Masterson com seu Galo e Sam Elliott com Beau. Ambos fazem valer a série. Seus personagens são hilários e é uma pena saber que Danny não estará mais na nova temporada de 2018, a terceira, já que o ator está envolvido com acusações de estupro e a Netflix decidiu demití-lo da série, mesmo ele sendo um dos produtores executivos ao lado de Ashton Kutcher. Por falar em Kutcher, mais uma vez ele interpreta o mesmo tipo de personagem que já havia lhe dado fama em That´s 70 Show e em Two and a Half Men: o cara bonitão, meio tapado, egoísta, mas de coração bom. Colt acabou ficando totalmente na sombra de Galo e Beau.

Colt, Galo e Kenny
Uma bela curiosidade é que todos os títulos dos episódios são nomes de músicas countrys. 

A lindíssima Heather, atual namorada de Colt
Com boas interações familiares, conflitos amorosos, amizade e muita bebedeira, The Ranch tem tudo para agradar aos fãs da boa comédia e conquistar novos fãs para a família Bennett. Então, galerinha, sentem-se em seus sofás e assistam esta ótima série, mas muito cuidado para Beau não perceber que vocês estão à toa. O cara é brabo demais!


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Neighbors from Hell - Quem disse que demônios não podem ser Engraçados?

Na minha busca por desenhos de comédia no mesmo estilo de Family Guy para substituí-la na minha  grade de programação da Netflix, eis que descobri Neighbors from Hell, traduzindo literalmente seria "Vizinhos do Inferno". O desenho foi criado por Pam Brady em 2010 e foi produzido pela Bardel Entertainment, Fox Television Animation, BentoBox Entertainment e Moonboy Animation, contendo apenas 10 episódios com duração média de 22 minutos cada.

A Família Hellman. Da esquerda para direita: Balthazor, Tina, Mandy, Josh, Pazuzu e Vlaartark 
Bathazor Hellman (dublado por Will Sasso) é um demônio que tem como função torturar pessoas no inferno, mas quando ninguém está vendo, ele assiste à televisão ilegal no inferno, que nada mais é do que a nossa programação normal. Balthazor é viciado em séries de TV. Ele é descoberto pelo Diabo e como punição por seus atos é enviado para Terra com toda sua família com a missão de destruir uma broca gigante da mega empresa Petromundo, que pode escavar até o núcleo da Terra e desta maneira, pode acabar com o inferno.

Reunião amistosa dos Hellmans com Satã e Necromuncula
A família Hellman é formada pelo chefe da turma, Bathazor Hellman, que é um demônio gente boa, meio inocente e tapado, possui bom coração, ama TV, sua família e fará de tudo para levar todos de volta ao inferno o mais rápido possível. Tina Hellman (dublada por Molly Shannon), é apaixonada por Balthazor, é alcoólatra, pavio curto e está sempre tentando matar algum ser humano inconveniente. Mandy Hellman (dublada por Tracey Fairaway) é a típica filha adolescente e Josh Hellman (dublado por David Soren) é o filho caçula e meio bobo. Vlaartark Mimlark (dublado por Kyle McCulloch) é tarado, metido, meio louco e tio das crianças. Para completar a família, ainda temos Pazuzu (dublado por Patton Oswalt), que é um goblin, uma espécie de cãozinho lá do inferno. Pazuzu é inteligente, ama sua família, ama a cultura pop e está sempre aprontando todas com Vlaartak.

Bathazor e Chevdet juntamente da broca
Do lado dos humanos temos Marjoe Saint Sparks (dublada por Dina Waters), vizinha dos Hellmans. Ela é sem noção nenhuma, extremamente irritante e que mantém uma relação (literalmente) nada saudável com seu cãozinho chamado Champers. Ao longo do desenho o pobre Champers tenta se suicidar de diversas formas diferentes, mas sem nunca conseguir êxito. Chevdet Tevetoglu (dublado também por Kyle McCulloch) é um imigrante humilhado por todos na Petromundo, engenheiro chefe da perfuração da empresa e melhor amigo de Balthazor. Para fechar com chave de ouro, temos Don Killbride (dublado por Kurtwood Smith). Ele é o chefe da Petromundo e chefe de Balthazor, que acaba entrando na empresa para destruir a broca. Killbride é egoísta, tarado, megalomaníaco, racista, preconceituoso, corrupto, cínico e doido por dinheiro. Seu esporte favorito é jogar golfe com cachorros no lugar das bolas de golfe! Ah! Para completar o time todo, ainda temos Satã (dublado por Steve Coogan), que é meio atrapalhado, utiliza muito de sarcasmo, possui uma espécie de macaco-demônio chamado Necromuncula, que está sempre no seu ombro e sempre aparece no fim do episódio para aprender "a lição do dia". Ele sempre termina dizendo: "Satanás está saindo!" e some.

A sem noção Marjoe e o pobre Champers
Piadas de humor negro, forte crítica ao comportamento humano, piadas de cunho sexual, escatologia e humor ácido estão presentes neste desenho que é extremamente hilário. A grande ironia aqui fica por conta dos humanos, que por muitas vezes surpreendem aos próprios demônios com seu jeito mesquinho, egoísta e destrutivo de ser. O desenho começa meio devagar, mas melhora muito após o seu segundo ou terceiro episódio.

O Senhor Killbride, o cara mete medo até mesmo em Satã!
Os grandes destaques aqui ficam por conta de Killbride, Champers e sua dona, e a dupla Pazuzu e Vlaartark. Eles são todos impagáveis e não há como não se escangalhar de rir todas as vezes em que eles aparecem na trama. Só essa turminha aí já vale a conferida neste excelente desenho. As tentativas de Balthazor para acabar com a broca a cada episódio também são hilárias, pois a cada vez que ele não consegue êxito, ele acaba de alguma maneira fazendo algo que o promove de cargo dentro da empresa e o afasta cada vez mais de ficar perto da perigosa broca que pode acabar com o inferno.

A Família Hellman reunida com Pazuzu a frente
Claramente o desenho termina deixando um gancho para um segunda temporada, mas infelizmente nunca foi produzida. É uma pena. os Hellmans tinham mais histórias hilárias para contar. Os 10 episódios passam num piscar de olhos e deixam um gostinho de quero mais. Ah! A música de abertura do desenho é muito maneira!

Balthazor e Pazuzu jogam golfe com o Senhor Killbride
Se vocês querem se divertir e rir pra valer com um desenho com poucos episódios, recomendo com toda certeza que vocês assistam a Neighbors from Hell. Juntem-se aos Hellmans e venham descobrir como os seres humanos são piores do que pobres demônios que só querem salvar seu querido inferno. Fiquem com a abertura do desenho aí embaixo! Como diria Satã aqui neste desenho: "Tuninho está saindo"!


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

F is for Family - 1ª Temporada: Uma Família Típica dos Anos 70

Há um tempo atrás estava fuçando alguns desenhos para assistir na Netflix e estava atrás de alguma coisa nova. Como estava assistindo muito a Family Guy nessa época, e como o desenho estava para sair da grade da Netflix, busquei por títulos semelhantes. Foi desta forma que conheci F is for Family, desenho criado pelo comediante Bill Burr e pelo produtor de Os Simpsons, Michael Price. O desenho original da Netflix conta com 6 episódios na sua primeira temporada com duração média de 26 minutos cada e foi lançada em 18 de dezembro de 2015 na íntegra pelo serviço de streaming.

Poster da Primeira Temporada
A história do desenho acompanha a família Murphy nos anos 70 lidando com situações comuns da vida familiar, do trabalho, da escola e das relações humanas. Frank Murphy (dublado pelo próprio Bill Burr), é o típico chefe de família machista, sem paciência com os filhos, que leva uma vida mediana, adora ver TV, beber sua cerveja, mas ama sua família acima de tudo. Juntamente com ele temos sua dedicada esposa e âncora da família, Sue Murphy (dublado Laura Dern) e seus três filhos: o adolescente rebelde, Kevin Murphy (dublado por Justin Long); a menina que apronta todas, Maureen Murphy (dublada por Debi Derryberry); e o caçula incompreendido, Bill Murphy (dublado por Haley Reinhart). Junte a tudo isso, ainda temos o vizinho que mata Frank de inveja, o bem sucedido e bonitão, Vic (dublado por Sam Rockwell).

A Família Murphy. Da esquerda pra direita: Maureen, Bill, Kevin, Sue e Frank
O desenho demora um pouco a engrenar, mas lá pro seu terceiro episódio já começa a mostrar a que veio. Com bastante humor e algumas piadas bem ácidas, F is for Family nos mostra que apesar de tudo, o que temos de mais importante é a nossa família, a nossa base. Destaco aqui todas as cenas e diálogos que existem entre Frank e Vic. São hilários e é impossível não achar graça na diferença de vida entre os dois vizinhos. Enquanto Frank trabalha no aeroporto em algo monótono e possui uma família cheia de problemas, Vic é rico, bonitão, está sempre cercado de belas modelos, possui carrão da época e casa luxuosa. Não é à toa que Frank o odeia.

Vic, o vizinho que quase mata Frank de inveja
F is for Family é baseada num no stand-up comedy de Bill Burr e foca no politicamente incorreto. O visual de um dos posteres de divulgação do desenho lembra muito a franquia clássica de comédia dos anos 80, Férias Frustradas estreladas por Chevy Chase. Inclusive o visual de alguns personagens e do próprio desenho lembra muito a família Griswold. O desenho é bem avaliado pela crítica e pelo público. A segunda temporada já foi lançada em 2017 com mais 10 episódios, e uma terceira temporada foi confirmada pelo próprio Bill Burr em seu Twitter esses dias, mas ainda não há uma data para seu lançamento. 

Imagens para comparação da divulgação do desenho e de um dos posteres de Férias Frustradas
Então, meus amiguinhos, se vocês querem ver um desenho divertido, cheio de piadas ácidas, politicamente incorreta e que seja curto, deem uma chance a F is for Family com seus 6 episódios e se curtirem (assim como eu curti), embarquem logo na segunda temporada, isso se Frank Murphy conseguir acabar com a greve dos aeroportos. Voltem para os anos 70 e aprendam muito com a família Murphy. Ou não.


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

The End of the F***ing World - 1ª Temporada: Os "Bonnie e Clyde" da Nova Geração

Quem entra na Netflix recebe diversas sugestões de novos programas para assistir. Essa semana, por diversas vezes, aparecia o trailer de uma nova série: The End of the F***ing Wolrd. No começo eu pulava o trailer a todo o momento, mas depois acabei me rendendo a curiosidade e o assisti. A trama me agradou e resolvi assistir ao primeiro episódio para dar uma chance. Acabei assistindo a toda temporada em apenas dois dias.
 
Poster da Primeira Temporada
A série britânica produzida pelo Channel 4 e exibida mundialmente pela Netflix é inspirada na série de quadrinhos The End of the Fucking World, criada por Charles S. Forsman, com roteiro de Charlie Covell e contendo 8 episódios com média de 22 minutos cada. Ela é tão curtinha e rápida, que acaba prendendo nossa atenção e matamos a série rapidamente. 

A série em quadrinhos The End of the Fucking World
A trama gira em torno do adolescente de 17 anos chamado James (interpretado por Alex Lawther), que pensa ser um psicopata. A vida inteira ele alega que nunca sentiu nada (até mesmo enfiou uma mão numa fritadeira para ver se sentia algo) e ele vem matando diversos animais há um bom tempo. Agora, James decide que quer partir para algo maior: ele quer matar uma pessoa. Para isso, ele busca em seu colégio alguém que não iria atrair muita atenção e acaba encontrando Alyssa (Jessica Barden), uma jovem recém chegada no colégio. Alyssa é uma jovem rebelde que quer fugir do marasmo e da rotina e encontra em James a sua fuga, assim como James vê nela sua potencial primeira vítima. 

Os protagonistas: Alyssa e James
Juntos, eles se metem em diversas confusões, tais como: assassinato, invasão a propriedade, assaltos, bebidas, drogas, entre outras coisinhas mais que fazem deles, praticamente os "Bonnie e Clyde" da nova geração, guardada as devidas proporções. 

James e Alyssa disfarçados após cometerem algumas merdinhas
A série é boa e o elenco é muito bom. A trama com humor negro e doses de drama nos prende, abordando sexo, violência e sentimentos que ocultamos muitas vezes até mesmo sem entender porquê. Aos poucos vamos entendendo porque James se acha um psicopata sem sentimentos e entendemos porque Alyssa quer tanto fugir de sua realidade e do seu dia a dia. O elenco ainda conta com a participação mais do que especial de Gemma Whelan (a eterna Yara Greyjoy de Game of the Thrones) como a detetive gente boa Eunice Noon. Um bom destaque nesta temporada é Barry Ward como Leslie, o pai de Alyssa. O cara é loucão e acaba influenciando a filha ao longo de toda sua vida, mesmo não sendo um pai presente. Ainda há espaço para explorar a relação entre as detetives Eunice Noon e Teri Donoghue (Wunmi Mosaku). Eunice é gente boa e se compadece com os outros, enquanto Teri é durona e não se importa com nada que não seja levar o bandido para a cadeia. As duas parece que já tiveram algo no passado. 

As detetives Eunice Noon (Gemma Whelan) e Teri Donoghue (Wunmi Mosaku)
Gostei muito da solução que arranjaram de mostrar o que os protagonistas pensam a todo momento, muitas vezes contradizendo o que eles falam. Por exemplo, Alyssa quer se mostrar uma rocha, mas seus pensamentos são sempre inseguros, assim como James que quer mostrar estar sempre tranquilo, mas seus pensamentos mostram que ele não sabe o que fazer. Aliás, James sempre arrancava risadas minhas com os seus milhares de "tudo bem" para tudo e qualquer situação e Alyssa com suas caras sempre de saco cheio de tudo ou sempre extremamente irritada com qualquer coisa. 

Alyssa, sempre de saco cheio de tudo e de todos
A primeira temporada acaba de uma forma que deixa um gancho para a uma possível segunda temporada, mas se não tiver, tem como cada um imaginar um final com o que foi apresentado. A crítica vem elogiando muito a série e o público parece estar curtindo também. Os dois protagonistas, Alex Lawther e Jessica Barden estão arrancando elogios dos críticos. A trilha sonora também é outro destaque da série. É ótima. 

James, um psicopata de verdade?
Se você quer embarcar numa história para descobrir se um jovem adolescente é realmente um psicopata, que descobrir por que uma menina quer tanto fugir do tédio e quer mergulhar numa descoberta de sentimentos, confira esta boa nova série da Netflix. Ela é curtinha e passa rápido. Garanto que irão gostar dessa dupla. Ou não. Tanto faz. Tudo bem.