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sábado, 9 de julho de 2022

The Boys - Terceira Temporada: Um final Aquém para uma série muito Além.

 


O título pode soar estranho, mas vou tentar, ao máximo, fazer sentido. Para quem acompanhou a terceira temporada de The Boys, que teve seu encerramento nesta quinta-feira (07), sabe muito bem que foi uma temporada bastante intensa; mais do que ambas as duas anteriores juntas.

Contudo, houve erros que precisam ser comentados, mas vamos por partes. A inserção do tão falado Soldier Boy (Jensen Ackles) abalou as estruturas de ambos os lados da moeda: os Boys, capitaneados por William Butcher (Karl Urban), e Os 7, comandados por Homelander (Antony Starr), se viram numa encruzilhada; como enfrentar a possível maior ameaça já existente, e ainda sair vivo? Este pensamento permeou todas as mentes, das mais variadas formas. Alguns hesitaram em combater o novo inimigo, outros, o quiseram como aliado, ao menos de forma temporária, e em termos bastantes maleáveis.

Afirmo, sem medo de errar, que esta foi a melhor temporada de todas: violenta, tensa, dramática, ácida, sarcástica como nunca se viu. De fato, o roteiro veio bastante afiado; o suficiente para poder nos cortar na pele, a cada cena, inclusive do famigerado "Herogasm". O capricho em cada fala, cada personagem, cada acontecimento, elevou The Boys a um patamar que será difícil por outra série de ficção científica (ao menos envolvida com heróis) alcançar. Cenas antológicas de ação, drama, comédia, tudo muito bem amarrado por um roteiro coeso, conciso e por atuações brilhantes, especialmente as de Antony, Karl e Erin Moriarty, a Starlight. 

Sem desmerecer os demais, estes três dividiram os holofotes, especialmente Starr. Nosso querido Homelander (não consigo me acostumar com "Capitão Pátria") teve, sob minha ótica, a melhor atuação de sua carreira, flutuando da maldade, passando por humor, sofrimento, angústia, ódio, megalomania, com total naturalidade. Finalmente conseguimos ver que Homelander tem diversas camadas psicológicas a ser exploradas, e que, como todo ser, tem momentos de fraqueza. A palavra que melhor define a atuação de Antony Starr é brilhante, e, se na temporada anterior, ele e Aya Cash (Stormfront) foram premiados por suas atuações, acredito que a estante de Antony vá ficar um pouco mais cheia.

Mas, como nem tudo são flores, vou explicar o motivo de achar que o final foi aquém. The Boys teve apenas 8 episódios, e os 7 primeiros (como o número 7 diz, o número da perfeição) foram impecáveis. Mesmo Herogasm, que era uma grande preocupação minha, já que não queria que uma série com uma narrativa tão interessante caísse na banalização sexual que muitas outras recorrem, superou minhas expectativas, pois a produção tomou o cuidado de mostrar que houve uma orgia, com direito à cenas mais picantes, mas manteve o roteiro afiado, a narrativa dramática consistente e conflituosa entre as equipes e o que seria do futuro.

Quando saiu o episódio final, parece que os roteiristas quiseram agradar Gregos e Troianos, e conseguiram, mas fazendo escolhas muito questionáveis. Construíram uma narrativa tensa e poderosa, para, no momento derradeiro, fazerem escolhas simples e óbvias, buscando atalhos para resolver todo o atrito criado. Simplicidade costuma ser uma coisa boa, mas quando se constrói uma atmosfera tensa e densa, ir por escolhas óbvias para simplesmente agradar, não é uma boa ideia.

Colocando de maneira simples, praticamente fizeram um "reset" em tudo o que foi abordado, e, de maneira tosca e incoerente, modificaram determinados personagens sem uma razão específica, um real motivo. A terceira temporada despontava para um final épico, mas nos foi dado um "final arroz com feijão", sem grandes surpresas e com pontos decepcionantemente desenvolvidos. Não foi um final de todo ruim, mas mediano. Muito do que foi construído durante os 7 episódios iniciais culminou em nada, como se sequer tivesse acontecido. Como eu disse, no início do parágrafo, um perfeito reset. Muitos podem gostar da ideia de tudo voltar ao seu início, mas, para mim, e boa parte dos que assistiram, ficou o gosto amargo de "andamos tanto para chegarmos ao mesmo lugar". 

Foi um final aquém do que poderia, para uma série que está bastante além do simples e óbvio. Agora, resta aguardar a quarta temporada, já que, mesmo com os erros cometidos no episódio final, ficou cheia de ganchos interessantes para pegar.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

[Crítica] O Esquadrão Suicida - 2021

 


Bem, quando soube que haveria uma continuação para O Esquadrão Suicida, fiquei empolgado e apreensivo ao mesmo tempo. Embora tenha gostado muito do filme original, exceto pela personagem interpretada (pessimamente) por Cara Delevingne e por vários pontos fracos no roteiro, ainda assim, foi um filme muito divertido de se assistir. 

Margot Robbie, que roubou a cena, como Harley Quinn, foi o ponto alto daquele filme, sem dúvidas. Contudo, a continuação se difere bastante do filme original, e não exatamente por bons motivos, a começar por seu diretor: James Gunn, o mesmo de Guardiães da Galáxia, filme bastante questionável em termos de roteiro e atuação.

Não me parece ter sido uma escolha acertada. Explicarei em detalhes, no decorrer do texto.

O Esquadrão Suicida parte da mesma premissa do filme anterior: supervilões são "convocados" para salvar o mundo, sob as ordens de Amanda Waller, e, como antes, eles não têm a opção de dizer "não". É o tradicional "sair da frigideira para cair no fogo". Desta vez, liderados por Bloodsport, Harley Quinn, Ratcatcher 2, Polka Dot Man, The Shark King e Colonel Rick Flag, são despachados para uma ilha chamada Corto Maltese, onde terão de encarar a milícia local e, com um pouco de sorte, salvar o mundo.



O problema começa aí: a primeira hora de filme é bastante focada na comédia (ao pior estilo), com piadas bobas e muito sangue jorrando na tela. Dá para dizer que não acrescenta quase nada ao filme. Porém, tendo em mente que falamos de O Esquadrão Suicida, é difícil dizer se é um filme para ser levado à sério ou se é um "filme pipoca". Fico no meio do caminho, nesta situação. James Gunn parece gostar muito de fazer hora; enrola, faz piadas toscas, demora a desenvolver o enredo. Fiquei me perguntando se o filme melhoraria, mesmo com a presença de Harley Quinn, um pouco minimizada nesta primeira parte.

Já a segunda hora do filme melhora bastante. A boa e velha formula de traição entre membros de uma mesma equipe nunca desaponta, e é aí que o filme desponta. Há ótimas cenas de ação, as piadas melhoram de nível, a história (embora bem louca) começa a ter mais profundidade, e as atuações começam a ser mais interessantes. Bloodsport, Ratcatcher 2 e Harley Quinn comandam o show, enquanto os outros personagens também possuem bons momentos de brilho. Gunn parece saber fazer melhor seu trabalho quando seus filmes passam da primeira hora. 

Várias surpresas acontecem. Algumas bizarras, mas interessantes. Não parece o mesmo filme. Consegui ver referências à várias outras produções, mas, como minha memória não é a mais confiável, assim como Amanda Waller, não vou conseguir elencar tudo, mas muita coisa foi reaproveitada pelo filme, e com bastante eficácia. Acredito que os próprios atores se sentiram mais confiantes em desempenhar seus papeis, pois o roteiro melhora bastante, prende a atenção até o final. 

Acredito que a DC descobriu uma mina de ouro ao escalar Margot Robbie para ser Harley Quinn, e podendo estar enganado, já que estou longe de ser um cinéfilo e acompanhar o cenário, Harley está levando os filmes da DC para um novo patamar, algo que se poderia esperar (com mais facilidade) de Superman e Batman, mas o carisma de Margot e insana doçura de Harley Quinn (quase uma heroína), me levam a pensar que ela seja o melhor caminho, exceto pelo filme solo do Coringa.

Como de costume, não adentro muito a trama, para que cada pessoa tire sua própria conclusão, mas, dando meu pitaco final, digo: é um filme superior ao antecessor, mas por menos do que eu esperava.

sábado, 31 de julho de 2021

Opinião: A nostalgia como forma de produto


Quem não gosta de lembrar de games, séries, filmes, desenhos e músicas que marcaram sua infância e adolescência? Tenho certeza que você já lembrou disso tudo aí, não é mesmo? Seja da geração z, Millenium ou cringe, tenho observado como o fator nostalgia aquece e se transforma em produto. Desde o ano passado, pude notar como o famoso comeback tem apostado forte na nostalgia em várias mídias. Conversando com os membros do Confr4ria, vi que isso se faz cada vez mais presente: desde a roupa de um herói a uma regravação de um single, tudo isso faz com que o fã pire nessa vibe retrô que o leva  a seus momentos áureos do famoso "Era feliz e não sabia".

É o RBD que faz uma live especial, Sandy e Júnior, que fazem uma turnê história, do nada, em 2019, Digimon ganhando uma releitura, filmes Disney ganhando personagens de carne e osso e uma nova forma de ser contada e até vilãs que assumem o posto de protagonista de sua própria história. He-Man sendo repaginado para a Netflix, personagens lendários fazendo participação em novas franquias de Power Rangers, Friends fazendo reunião após 17 anos, Gossip Girl ganhando um reboot; os famosos Looney Tunes jogando basquete, agora em 3D, em Space Jam: Um Novo legado, Stranger Things abusando de referências dos anos 80, à á Spibelrg e teorias da conspiração; Mortal Kombat voltando em 2021, Matrix preparando para ganhar um 4º filme, Karatê Kid ganhando uma nova continuação e uma nova história em "Cobra Kai", Big Brother Brasil 21 que apostou em provas e referências com base em edições icônicas; Duna sendo aguardado para estrear em Outubro, Evanescence lançando um cd inédito após anos; Juliana Silveira regravando as músicas icônicas de Floribella, Taylor Swift regravando  TODAS as suas músicas (tudo bem que a maioria das músicas tinha problemas entre a cantora e a gravadora), Avril Lavigne preparando o seu mais novo cd, querendo voltar às origens, como foi em "Let it Go" e tantos outros.










Todos esses exemplos aí em cima provam que a nostalgia está mais viva do que nunca. Talvez nos anos de 2020 e no ano em que estamos, ela se fortaleceu ainda mais. Aí vem o questionamento: será que essa nostalgia é para buscar um novo público ou pescar a "velharia"? O fato é que as duas hipóteses estão corretas. Dissertarei mais sobre elas.

Convenhamos que o mundo precisa de dinheiro e a indústria do entretenimento também não seria diferente. Apostar na nostalgia para atrair um novo público é, sim, uma decisão estratégica, bastante coerente para o mundo dos negócios. Quem não viu os desenhos da Disney clássicos, agora tem a chance de ver em formato live-action. Não pense que a Disney faz isso porque ela é "boazinha", mas, sim, porque é muito mais negócio atrair a galerinha nova de agora e, de bônus, ainda alcançar os pais que cresceram assistindo, o famoso "Matar dois coelhos com uma cajadada só".


Agora falar sobre a famosa "velharia", os fãs de tudo isso que citei em alguns parágrafos acima, de fato gostam quando algo tão marcante para você, ganha uma nova cara. Prova disto é He-Man: Salvando Eternia, Friends: A Reunião e até Sandy e Júnior: Nossa História. Digo isst porque fã gosta de ser mimado e isso aí soa como um frescor para essa velha-guarda. Quem cresceu assistindo e ouvindo isso tudo, sempre desejou um encontro ou uma continuação. Vamos combinar que, algumas vezes, temos direções duvidosas que podem, sem dúvida, estragar o legado de séries conceituadas, mas nada que não possa ser sanado com os bons e velhos "clássicos".





Para isto, é interessante pensar em como a indústria quer te vender aquilo. Eu, como bom fã de Sandy e Júnior, ao ver o seu retorno, fiquei empolgado, e não deu muito tempo e já foi anunciado um box de colecionador com todos os cds, novas camisas e, claro, um cd e um dvd do show. Vou até entrar nos preços em si, para que você veja que não é brincadeira.

 O valor do box "Nossa História: Deluxe", que contempla o cd e o dvd do show, a paleta do Júnior, fotos icônicas da turnê, box em formato triângulo, entradas vips que levavam à passagem de som, cópia do ingresso, tudo isso em um preço nada mais, nada menos que R$ 350 e, detalhe, só compra cd e dvd do último show quem comprar o box; não há opção de comprar separado. Isso tudo contemplado em uma caixa, sem dúvida é uma imersão de nostalgia ao fã, porém, me questiono: precisava ser um valor tão alto? 

O país em uma pandemia e cobrando quase R$ 450 para cd, dvd e papeis impressos de uma gráfica? Será que isso é justo? Sandy e Júnior não ficariam menos ricos, cobrando um valor mais acessível e dando a possibilidade de comprar os produtos separados a quem não tem condição de pagar esse valor. Percebe-se, aqui, como tudo faz com que a nostalgia muitas vezes te deixa refém? Claro que comprar ou não é uma opção de cada um, mas se oferecem esse valor e somente esse valor, é porque existem pessoas que adquirem.

Box Nossa História Deluxe

A nostalgia é um fator que vende e vende muito. Por mais que não aceitamos, ela está aí. No fim das contas, aquilo de alguma forma vai virar negócios; desde a entrada do cinema, camisas, bonecos, um cd, um dvd da série e fora muitas maneiras que o próprio fã decide usar a sua criatividade para transformar seu objeto de estimação em produto. Não é só a indústria que cria algo novo; o fã mais nostálgico também pode criar produtos para saciar seu desejo quase parasítico de relembrar coisas de seu passado, distante ou não. Aquilo de: "se você quer reviver seu passado, terá de pagar o preço por isto". E, convenhamos, isto funciona muito bem, quase como vender um copo d'água para alguém sedento.





A nostalgia, como produto, é um movimento que vem crescendo cada vez mais. Será que precisamos  ter tudo aquilo que somos oferecidos? Será que vamos "morrer" se ficarmos sem determinada coisa? Isso tudo, de alguma forma, é para nos fazer gastar; por isso, você, leitor, use o bom senso: ao invés de querer logo os mimos da nostalgia, que são enormes chamarizes, pense no quanto eles realmente valem para você, e não se deixe levar pelo consumismo, já que este o levará, quase que certamente, a um endividamento.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

As Viúvas da Manchete

 


Para muitos, um assunto já batido, obsoleto; para outros, um assunto desconhecido. Tendo estes dois extremos em mente, achei interessante dar o nosso estilo a este assunto tão polêmico: As Viúvas da Manchete.

"Viúvas da Manchete" foi um termo que surgiu para designar um determinado grupo que, dentro da Tokunet, só assistia ao que foi passado durante a existência do canal, e sempre se recusou a assistir quaisquer materiais anteriores ou posteriores àquele período. O maior problema nisto está no fato de que este grupo deixa de aproveitar para alicerçar melhor seu gosto por tokusatsus ou animes, já que ambos existem desde os anos 60 ou coisa disto. E, posteriormente, existem produções aos montes, nos dias atuais.

O que faz as pessoas se prenderem a um período relativamente curto, se comparado com tudo o que já foi produzido e, graças à internet, está disponível para assistir? Bem, posso elencar vários fatores: o saudosismo, falta de interesse em novidades, perda de interesse no conteúdo (exceto o que evoca memórias da infância), preconceito e, em muitos casos, pura e simples birra.

Não há problema em preferir ficar com um certo período, já que muitos de nós sentem saudades da época. O problema reside quando as pessoas se recusam a crer que o mundo não parou ali; novas e precursoras atrações existem, e com tanta ou maior qualidade do que aquilo que a Manchete transmitiu. O fato de admitir que existe vida fora dos anos 80/90 não desabona em nada tudo o que cada um viveu. Muito pelo contrário: é um sinal de maturidade. 

Como tudo na vida, é preciso evoluir. Claro, é direito de cada um fazer ou não o que seu livre arbítrio lhe disser, mas por que não dar o benefício da dúvida e tentar expandir seus horizontes? Isto daria uma opinião muito mais profunda e embasada sobre o universo tão rico e peculiar que é o do tokusatsu (isto sem citar os animes, entre outras coisas). Não vou sair atacando ninguém, pois não é do meu feitio, mas deixarei a sugestão: deem uma oportunidade ao que é antigo e ao que é novo. Se não gostarem, ao menos terão visto com os próprios olhos.

Isto poderia evitar muitas brigas desnecessárias, conflitos em grupos, e, em alguns casos, perdas de amizades. Abrir os olhos para o mundo nao significa abandonar aquilo que você ama, mas abrir espaço para poder (ou não) amar muito mais coisas.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Opinião: Uma "Netflix BR" para quem é Fã de Terror!

Símbolo da Darkflix

Você é um fã e apaixonado por filmes de terror? Então, você precisa conhecer a Darkflix, um serviço de streaming brasileiro (sim, é isso mesmo que você leu) no mesmo formato da Netflix, mas somente com filmes e séries de terror. Sabe aquele filme raro de terror que você não encontra em DVD, na internet ou nem mesmo em torrent? Pois, tem lá na Darkflix.

Página principal do streaming

A Darkflix nasceu em 2019 como um canal de TV e aplicativo, e contava com 666 títulos (sacaram, né?) em seu catálogo, e hoje ela expandiu seu conteúdo, se tornando a primeira plataforma de streaming brasileira totalmente dedicada ao gênero terror, e além do terror, a plataforma também abriga produções de ficção científica e fantasia, como filmes de monstros, suspenses e terror psicológico, além da plataforma também investir em produções próprias, tal como faz a Netflix e a Amazon Prime.

Alguns dos títulos disponíveis

O serviço custa R$ 9,90 por mês e é oferecido 7 dias grátis para o assinante conhecer o catálogo que sempre tem novidades. Para os amantes do terror e de toda a variação do gênero, esse serviço é indispensável, então se ajeite no sofá ou na cama, pegue sua pipoca, apague a luzes e bom divertimento, claro...isso se você tiver coragem!!💀

domingo, 20 de junho de 2021

Filmes: Homem-Aranha (Trilogia do Sam Raimi)

                           

Fala, galera!!! Marquinhos Parker aqui na área! Decidi trazer uma análise especial da Trilogia do Homem-Aranha de Sam Raimi. Eu gosto bastante dessa trilogia, inclusive após o filme de 2002, passei a gostar mais do Aranha. É bom ressaltar também que o Peter Parker/Homem-Aranha aqui estava no início, então nem Marvel ou Sony sabiam do que iria se tornar. Então, confere aí uma análise detalhada de todos os filmes da trilogia e deixe a sua opinião sobre essas obras polêmicas.

- HOMEM-ARANHA (2002)


Pôster do primeiro filme

A direção de Sam Raimi, é muito assertiva em trazer o herói para o cinema, além de trazer novidades. O elenco de peso contava com nomes como de Tobey Maguire, James Franco, Kristen Dust, Willian Dafoe, Elizabeth Banks, J.K Simons, Rosemary Harris, Cliff Robertson e tantos outros.
Tobey Maguire como Peter Parker/Homem-Aranha

O enredo trata de Peter Parker (Tobey Maguire), um jovem órfão que mora  com seus tios Ben e May Parker, que um dia no laboratório de análise de aranhas genéticamente modificadas, uma das aranhas pica Peter,  dando ao protagonista poderes de aranha. Do outro lado temos Norman Osborn (Willian Dafoe), que ao testar os ampliadores de desempenho para conseguir prestígio na Oscorp, por um acidente, acaba desenvolvendo um dupla personalidade maligna: o Duende Verde!

James Franco como Harry Osborn

Raimi trouxe a história de origem do herói em um tom  muito convidativo, que já fisga desde a abertura encantadora, até nos primeiros minutos de filme. Conhecemos então Peter, um cara que sempre sonhou em namorar sua vizinha, Mary Jane Watson (Kristen Dust), a  garota mais popular e bonita da escola. Também somos apresentados à Harry Osborn (James Franco), seu melhor amigo.

Willian Dafoe como Norman Osobrn/ Duende Verde

Outro ponto que vale ser destacado e analisado é que muitas pessoas falaram que esse Homem-Aranha de Raimi, não foi fiel aos quadrinhos. Discordo. Sam Raimi trouxe muitas homenagens de cenas clássicas nesse primeiro filme, fazendo boas referências a momentos importantes da trama.

Quadrinhos e filme

O uniforme e o visual do Homem-Aranha, foi mantido com base nos quadrinhos. Aqui nesse filme, o uniforme lembra aquele do desenho do Cabeça-de-Teia, de 1994. Tanto o herói, como o próprio Peter, lembram a fase inicial dos quadrinhos, mostrando um cara mais maduro, mas que ainda tem motivações de uma vida comum, um amor, ou trabalhar por conta própria e pagar sua faculdade.

Homem-Aranha da série animada de 1994
                                                       
As cenas de ação também foram muito bem trabalhadas e dirigidas. Sabemos que o Duende Verde é um grande inimigo do Aranha e foi a escolha certa para estar nas telonas. Os efeitos especiais fizeram o filme se tornar grandioso e instigante de assistir, mesmo que ainda estivéssemos no início da Era dos Heróis nos Cinemas, os efeitos especiais desse filme foram um divisor de águas, assim como ocorreu tamém no filme X-Men - O Filme de 2000. Quando eu era criança, de tão empolgado que fiquei com o filme, saí do cinema achando que era o Homem-Aranha! Principalmente na parte de lançar teias! Minha amada mãe teve que sair correndo atrás de minha pessoa para eu não me perder no shopping!

Cena mais do que épica do primeiro filme

Para as mulheres que acham que esse filme é só para os meninos... ENGANAÇÃO!!! O romance e as relações amorosas apresentadas estão presentes na película, além dos conflitos de Peter e o romance com Mary Jane. A história de amor de Peter e Mary Jane também é um ponto legal a ser observado não só nesse filme, mas também em outros filmes da sequência. 

Cena mais do que clássica do beijo de Mary Jane e o Cabeça de Teia

Outro ponto legal é a trilha sonora, tanto o instrumental, quanto as bandas. São musicas que conversam muito com o filme. Aquela abertura com a música tema do filme retrata em todas as formas o que é o Homem-Aranha em sua essência. Além dela, outros instrumentais deram o tom certo de tamanha grandeza  para Peter, Harry, Norman e tantos os outros personagens.

                Uma das músicas do filme                     
                             
Nesse primeiro filme, destaco a atuação de Tobey Maguire, como um excelente Peter Parker. Ele trouxe leveza e determinação, além de todas as motivações do herói e do nerd do Queens, apaixonado desde sempre pela sua vizinha Mary Jane. Um ponto interessante que foi desenvolvido ao longo do filme foi a relação entre Peter e MJ. Um outro ator importante foi Wllian Dafoe, que foi espetacular como vilão de Duende Verde. Sua atuação chegava até a assombrar. Sua dupla personalidade, uma como pai do Harry, e a outra louca e psíquica como o Duende Verde, eram bem diferentes uma da outra. Seu intuito era se vingar das pessoas, que de alguma forma, lhe prejudicaram em sua vida profissional. Até mesmo contra o próprio Peter e Mary Jane ele quis vingança por problemas pessoais. Por último, mas não menos importante, destaco Kirsten Dust, que trouxe todo temperamento da Mary Jane, desde a popular aluna do colégio, ao seus conflitos com seu pai, até sua vida amorosa com os garotos do colégio.

O trio principal: Dafoe, Maguire e Dunst

- HOMEM-ARANHA 2 (2004)

Pôster do segundo filme

E chegamos ao Homem-Aranha 2 (2004),  dois anos após o original! Aqui o diretor continua a trazer pontos novos, pontos a serem  desenvolvidos. Raimi mostra novos conflitos de Peter/Homem-Aranha em relação a sua identidade e a responsabilidade de seguir como o Aranha, além de pagar seu aluguel, morando em um apartamento com seu melhor amigo, HarryPor falar em Harry, ele nesse filme fica obcecado em saber qual é a identidade do Homem-Aranha, para poder se vingar da morte de seu pai, e por fazer a Oscorp se tornar ainda maior, além dos sonhos de seu pai. Mary Jane se tornou uma atriz de teatro e está noiva de John Jameson, filho de J.J. Jamenson.

Outro pôster do filme

Nessa continuação somos apresentados ao Dr. Otto Octavius (Alfred Molina), um cientista bancado pela Oscorp, que sua principal motivação é construir uma fusão nuclear, gerando energia barata para toda cidade Nova Iorque. Para auxiliar em sua invenção, o inventor  criou uns braços mecânicos para  ajudar a estabilizar a energia. Durante uma apresentação, acontece uma sobrecarga de energia e o chip inibidor que possui a função de controlar o que a mente diz para os braços, sofre um curto, então os braços passam a controlar o que Otto deve ou não fazer, criando assim o Dr. Octopus e sua maior motivação é de novo criar uma nova fusão ainda maior que a primeira e destruir toda cidade.

O Dr. Octopus (Alfred Molina)

Nesse filme, vemos Peter cada vez mais confrontado em ser ou não o Homem-Aranha. Ao saber que May Jane vai se casar, ele fica extremamente mexido e seus poderes de Aranha começam a ficar desestabilizados, então Peter começa a se questionar se de fato, ele deve deixar os poderes de Aranha para trás e voltar ser apenas um civilUm grande conflito de identidade acontece e isso é tratado como muita sensibilidade. Raimi traz uma importante referência às Hq´s nessa parte, em que Peter toma a decisão de deixar o herói de lado e seguir apenas como o nerd que sempre foi

Referência linda, referência bem feita, referência fantástica!!!

Nesse continuação também vemos Mary Jane chegando mais próximo de seu sonho. Aqui ela já se torna atriz de teatro e fica noiva de Jonh Jameson, como já escrito mais acima. John é um importante astronauta em Nova Iorque, filho de J.J. Jameson. Enquanto isso, sua relação com Peter fica confusa, após a decepção de seu melhor amigo faltar em sua estreia numa peça de teatro, Mary Jane decide se afastar de Peter. Quando ele quer recomeçar sua relação de onde parou com ela, MJ já está seguindo sua vida, agora como noiva. Depois de descobrir que Peter é o Homem-Aranha, sua cabeça fica confusa em relação aos seus sentimentos. Ela não sabe se deve continuar sendo noiva de alguém que conheceu há pouco tempo e nem ama de verdade, ou recomeçar com seu melhor amigo e verdadeiro amor.

Peter e Mary Jane

Neste segundo filme, Harry fica cada vez mais obcecado pelo Homem-Aranha e quer questionar e confrontá-lo sobre a morte de seu pai. Ele então descobre que o Homem-Aranha é seu melhor amigo Peter Parker, e com isso, descobre as motivações de seu pai, Norman. Então o próprio Norman (meio que além túmulo) o instiga a vingar sua morte e se tornar o Duende Jr..

Harry a ponto de se vingar do Aranha

O uniforme recebeu algumas atualizações, e agora está mais estilizado, como por exemplo, as teias que circulam tanto na máscara, como no resto da roupa, foram reforçadas de um tom mais prata, destacando mais a cor e os "olhos" do Aranha ficaram mais claros, além de aumentar a saturação do tom vermelho da roupa.
                                             
O uniforme do Aranha no segundo filme

Homem Aranha 2 termina com perfeição em seu auge. Tudo o que podíamos esperar para o próximo filme era Harry se tornando vilão, Mary Jane e Peter se acertando, entre outras coisinhas mais. A receita para o novo filme já estava pronta e as expectativas também, por isso vamos falar de Homem-Aranha 3 agora na sequência!

- HOMEM-ARANHA 3(2007)

Pôster do terceiro filme

Nesse continuação e fechamento da trilogia, 3 anos após Homem-Aranha 2. A vida não poderia estar melhor para Peter e MJ. Peter avançou em seu namoro com Mary Jane, preparando se para se tornar noivo de Mary Jane e finalmente se casarem. Além disso, na faculdade ele é um dos alunos mais inteligentes, chegando próximo de Gwen Stacy (Bryce Dallas Howard), aluna mais brilhante da faculdade. Mary Jane chega aos grandes musicais como na Broadway, e sua vida profissional está chegando próximo do seu sonho realizado. Harry está focado em se tornar o Duende Jr., com  a ajuda de seu pai que o incentiva à vingança contra Peter Parker.

Peter e MJ vivem os melhores momentos de suas vidas

Existe aqui a chegada de novos personagens, como Flint Marko (Thomas Haden Church), um ladrão foragido que roubou e matou tio Ben para conseguir o dinheiro do tratamento de sua filha, e por último, mas não menos importante, temos Eddie Brock (Topher Grace), um fotógrafo arroganteegoísta que chega para disputar uma vaga com Peter e tirar fotos do Aranha para o Clarim Diário. Após todas essas informações, temos a premissa de Homem Aranha 3. Agora vamos à análise desse filme!

O Aranha vai atrás de Flint Marko

Homem Aranha 3 foi considerado um dos piores filmes da franquia, principalmente pela crítica especializada. O maior erro, sem dúvida, foi o excesso de vilões. Poderiam ter focado somente em Harry se tornando o Duende Macabro. Flint Marco, o Homem-Areia, foi totalmente desnecessário. Além de destruir a história de origem do Homem-Aranha, colocando-o como o verdadeiro culpado pela morte de Tio Ben. Sua motivação como vilão, de fazer o que estava fazendo para ter dinheiro para curar a sua filha Penne, foi rasa. 

Marko já como o Homem-Areia

Eddie  Brock se tornou Venom apenas nos minutos finais. Era um personagem que poderia ter sido melhor desenvolvido, tanto no ódio que ele sentia pelo Peter, quanto pelo Homem-Aranha. Além do que o simbionte no filme, foi muito mal trabalhado, colocado de forma aleatória, sem uma explicação convincente. Apenas caiu do espaço e foi parar na moto de Peter, sem motivo algum. Em momento nenhum do filme isso foi desenvolvido ou explicado, como ocorreu no desenho de 1994, em que ele chegou do espaço através de Jonh Jameson, o astronauta, pela sua nave, em uma missão, algo muito mais coerente dentro do universo.

Isso daí é o Venom!!!

Nesse filme, Peter talvez seja um personagem mais incoerente do que foi em toda a trilogia, ficando cada vez mais cheio de si, por ser o Homem-Aranha, e em momento nenhum vemos a humildade e simplicidade nele como nos filmes anteriores. Ao contrário, ele ficou completamente destoante, ficou totalmente agressivo, mas ele já estava dessa forma, muito antes de receber o simbionte.

O famoso e esquecível Peter Emo

Harry tinha tudo para ser um vilão incrível, com o  encerramento do segundo filme. Quando chegamos no porão da casa de Harry, vemos máscaras incríveis e assustadoras que dariam o tom certo para o Duende Jr. se desenvolver e, para nossa decepção, a máscara escolhida é a pior de todas! Uma máscara infantil, quase uma máscara de um snowboard. O mesmo digo dos planadores. Com várias opções, até a mesmo a utilizada pelo Duende Verde, só que mais estilizado e prateado, o planador é apenas uma prancha sem graça, bem ao estilo snowboard.

Harry como o vilão, Duende Jr.

Nessa obra, Mary Jane é a personagem mais coerente de todas. Aqui, depois de ser retirada do musical da Broadway, ela tenta desabafar com Peter, porém ele não a entende e nem a escuta por quase todo o filme. Em um dia de comemoração, em que o Homem-Aranha ganharia a chave da cidade por salvar a filha do prefeito, Peter/Homem-Aranha beija Gwen Stacy da mesma forma como beijou Mary Jane pela primeira vez no primeiro filme. Após essas decepções com Peter, por não ser ouvida e nem entendida, ela chama Harry para ser seu ombro amigo e acaba se envolvendo com ele romanticamente. Aqui vemos uma Mary Jane completamente sozinha e em uma relação desgastada com Peter.

A belíssima Dunst em Homem-Aranha 3

Talvez o que salve nesse filme sejam apenas as cenas de ação. Momentos como o Homem-Aranha salvando Gwen do guindaste no prédio ou o Homem-Aranha com uniforme negro, são cenas grandiosas e muito bem estruturadas e  dirigidas.

A cena do resgate

Homem-Aranha 3 possui mais pontos negativos, do que positivos. Um Homem-Aranha que tinha tudo para ser grandioso, ficou um filme fraco e sem conteúdo, com diálogos fracos e pouco desenvolvidos. Personagens importantes ficaram apagados e com pouco desenvolvimento. Tanto a critica, como o público, estranharam esse longa, pois parecia uma outra direçãodiferente das feitas por Sam Raimi. Depois, outros filmes do Homem-Aranha vieram, mas sinto que nesses outros, o Homem-Aranha se perdeu. Virou indústria. Agora só se faz novos filmes para vender bonecos e fazer dinheiro.

Tchau, tchau, amiguinhos!

domingo, 13 de junho de 2021

Opinião: A Nova He-Man Mania?

He-Man e alguns dos personagens do desenho
 
Quem foi criança nos inigualáveis anos 80, sabe muito bem que, nessa época, desenhos animados no horário da manhã eram algo tradicional e, nas manhãs da Rede Globo, não era diferente, já que He-Man e os Defensores do Universo fizeram um enorme sucesso desde sua estreia no Brasil, em 1984, no programa A Turma do Balão Mágico. O desenho do "loirão defensor de Eternia" foi produzido em 1983, pelos estúdios da Filmation, a pedido da empresa de brinquedos Mattelafim de alavancar as vendas da linha de brinquedos dos Masters of the Universe

Sim, He-Man nasceu como brinquedo para depois virar a icônica série animada que conhecemos. He-Man se transformou em uma verdadeira febre nos anos 80 em todo o mundo, o que acabou sendo conhecida como a "He-Man Mania". A linha de brinquedos durou de 1982 a 1987, e, no Brasil, também não foi diferente: a linha de brinquedos chegou aqui em 1986 e foi lançada pela Estrela. Os principais personagens foram lançados aqui, incluindo o icônico Castelo de Grayskull, que foi um privilégio de poucas crianças na época, já que o preço dele dava pra comprar uns dois videogames Ataris

O desenho do He-Man teve 2 temporadas, contando com 130 episódios, e mesmo após seu cancelamento inicial, o personagem continuou sobrevivendo com novas séries animadas (uma em 1990 e outra em 2002). Novas linhas de brinquedos saíram, voltadas para colecionadores, até a Mattel, em 2006, repassar os direitos do He-Man para a empresa Super7que, basicamente, lançou as mesmas figuras que a Mattel já havia feito. Em 2020, a Mattel enfim retoma os direitos do He-Man e assim resolve lançar sua nova linha, chamada Masters of the Universe Origins, que é totalmente baseada na linha original de 1982, porém com melhor acabamento e novas articulações. Ao mesmo tempo que é um brinquedo, são também peças voltadas para o colecionador que foi criança nos anos 80 e não pôde ter os originais, com direito ao relançamento do Castelo de Grayskull que, agora, está num preço bastante acessível.


        Masters of the Universe Origins Mattel 2021

A nova linha Origins tem feito um enorme sucesso entre os colecionadores do mundo todo, inclusive no Brasil, onde a Mattel lançou oficialmente, em lojas físicas como a RiHappy. Com a nova coleção de brinquedos bombando, e com duas novas animações do He-Man chegando na área, inclusive, uma delas está prestes a estrear, que é He-Man Masters of the Universe: Revelation, da Netflix, que inclusive também já teve sua linha de brinquedos anunciada. Podemos dizer que 2021 está sendo o ano do He-Man. Será que, de fato, teremos uma nova HE-MAN MANIA ou ela já é uma realidade entre nós?