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sábado, 9 de julho de 2022

The Boys - Terceira Temporada: Um final Aquém para uma série muito Além.

 


O título pode soar estranho, mas vou tentar, ao máximo, fazer sentido. Para quem acompanhou a terceira temporada de The Boys, que teve seu encerramento nesta quinta-feira (07), sabe muito bem que foi uma temporada bastante intensa; mais do que ambas as duas anteriores juntas.

Contudo, houve erros que precisam ser comentados, mas vamos por partes. A inserção do tão falado Soldier Boy (Jensen Ackles) abalou as estruturas de ambos os lados da moeda: os Boys, capitaneados por William Butcher (Karl Urban), e Os 7, comandados por Homelander (Antony Starr), se viram numa encruzilhada; como enfrentar a possível maior ameaça já existente, e ainda sair vivo? Este pensamento permeou todas as mentes, das mais variadas formas. Alguns hesitaram em combater o novo inimigo, outros, o quiseram como aliado, ao menos de forma temporária, e em termos bastantes maleáveis.

Afirmo, sem medo de errar, que esta foi a melhor temporada de todas: violenta, tensa, dramática, ácida, sarcástica como nunca se viu. De fato, o roteiro veio bastante afiado; o suficiente para poder nos cortar na pele, a cada cena, inclusive do famigerado "Herogasm". O capricho em cada fala, cada personagem, cada acontecimento, elevou The Boys a um patamar que será difícil por outra série de ficção científica (ao menos envolvida com heróis) alcançar. Cenas antológicas de ação, drama, comédia, tudo muito bem amarrado por um roteiro coeso, conciso e por atuações brilhantes, especialmente as de Antony, Karl e Erin Moriarty, a Starlight. 

Sem desmerecer os demais, estes três dividiram os holofotes, especialmente Starr. Nosso querido Homelander (não consigo me acostumar com "Capitão Pátria") teve, sob minha ótica, a melhor atuação de sua carreira, flutuando da maldade, passando por humor, sofrimento, angústia, ódio, megalomania, com total naturalidade. Finalmente conseguimos ver que Homelander tem diversas camadas psicológicas a ser exploradas, e que, como todo ser, tem momentos de fraqueza. A palavra que melhor define a atuação de Antony Starr é brilhante, e, se na temporada anterior, ele e Aya Cash (Stormfront) foram premiados por suas atuações, acredito que a estante de Antony vá ficar um pouco mais cheia.

Mas, como nem tudo são flores, vou explicar o motivo de achar que o final foi aquém. The Boys teve apenas 8 episódios, e os 7 primeiros (como o número 7 diz, o número da perfeição) foram impecáveis. Mesmo Herogasm, que era uma grande preocupação minha, já que não queria que uma série com uma narrativa tão interessante caísse na banalização sexual que muitas outras recorrem, superou minhas expectativas, pois a produção tomou o cuidado de mostrar que houve uma orgia, com direito à cenas mais picantes, mas manteve o roteiro afiado, a narrativa dramática consistente e conflituosa entre as equipes e o que seria do futuro.

Quando saiu o episódio final, parece que os roteiristas quiseram agradar Gregos e Troianos, e conseguiram, mas fazendo escolhas muito questionáveis. Construíram uma narrativa tensa e poderosa, para, no momento derradeiro, fazerem escolhas simples e óbvias, buscando atalhos para resolver todo o atrito criado. Simplicidade costuma ser uma coisa boa, mas quando se constrói uma atmosfera tensa e densa, ir por escolhas óbvias para simplesmente agradar, não é uma boa ideia.

Colocando de maneira simples, praticamente fizeram um "reset" em tudo o que foi abordado, e, de maneira tosca e incoerente, modificaram determinados personagens sem uma razão específica, um real motivo. A terceira temporada despontava para um final épico, mas nos foi dado um "final arroz com feijão", sem grandes surpresas e com pontos decepcionantemente desenvolvidos. Não foi um final de todo ruim, mas mediano. Muito do que foi construído durante os 7 episódios iniciais culminou em nada, como se sequer tivesse acontecido. Como eu disse, no início do parágrafo, um perfeito reset. Muitos podem gostar da ideia de tudo voltar ao seu início, mas, para mim, e boa parte dos que assistiram, ficou o gosto amargo de "andamos tanto para chegarmos ao mesmo lugar". 

Foi um final aquém do que poderia, para uma série que está bastante além do simples e óbvio. Agora, resta aguardar a quarta temporada, já que, mesmo com os erros cometidos no episódio final, ficou cheia de ganchos interessantes para pegar.

sábado, 31 de julho de 2021

Opinião: A nostalgia como forma de produto


Quem não gosta de lembrar de games, séries, filmes, desenhos e músicas que marcaram sua infância e adolescência? Tenho certeza que você já lembrou disso tudo aí, não é mesmo? Seja da geração z, Millenium ou cringe, tenho observado como o fator nostalgia aquece e se transforma em produto. Desde o ano passado, pude notar como o famoso comeback tem apostado forte na nostalgia em várias mídias. Conversando com os membros do Confr4ria, vi que isso se faz cada vez mais presente: desde a roupa de um herói a uma regravação de um single, tudo isso faz com que o fã pire nessa vibe retrô que o leva  a seus momentos áureos do famoso "Era feliz e não sabia".

É o RBD que faz uma live especial, Sandy e Júnior, que fazem uma turnê história, do nada, em 2019, Digimon ganhando uma releitura, filmes Disney ganhando personagens de carne e osso e uma nova forma de ser contada e até vilãs que assumem o posto de protagonista de sua própria história. He-Man sendo repaginado para a Netflix, personagens lendários fazendo participação em novas franquias de Power Rangers, Friends fazendo reunião após 17 anos, Gossip Girl ganhando um reboot; os famosos Looney Tunes jogando basquete, agora em 3D, em Space Jam: Um Novo legado, Stranger Things abusando de referências dos anos 80, à á Spibelrg e teorias da conspiração; Mortal Kombat voltando em 2021, Matrix preparando para ganhar um 4º filme, Karatê Kid ganhando uma nova continuação e uma nova história em "Cobra Kai", Big Brother Brasil 21 que apostou em provas e referências com base em edições icônicas; Duna sendo aguardado para estrear em Outubro, Evanescence lançando um cd inédito após anos; Juliana Silveira regravando as músicas icônicas de Floribella, Taylor Swift regravando  TODAS as suas músicas (tudo bem que a maioria das músicas tinha problemas entre a cantora e a gravadora), Avril Lavigne preparando o seu mais novo cd, querendo voltar às origens, como foi em "Let it Go" e tantos outros.










Todos esses exemplos aí em cima provam que a nostalgia está mais viva do que nunca. Talvez nos anos de 2020 e no ano em que estamos, ela se fortaleceu ainda mais. Aí vem o questionamento: será que essa nostalgia é para buscar um novo público ou pescar a "velharia"? O fato é que as duas hipóteses estão corretas. Dissertarei mais sobre elas.

Convenhamos que o mundo precisa de dinheiro e a indústria do entretenimento também não seria diferente. Apostar na nostalgia para atrair um novo público é, sim, uma decisão estratégica, bastante coerente para o mundo dos negócios. Quem não viu os desenhos da Disney clássicos, agora tem a chance de ver em formato live-action. Não pense que a Disney faz isso porque ela é "boazinha", mas, sim, porque é muito mais negócio atrair a galerinha nova de agora e, de bônus, ainda alcançar os pais que cresceram assistindo, o famoso "Matar dois coelhos com uma cajadada só".


Agora falar sobre a famosa "velharia", os fãs de tudo isso que citei em alguns parágrafos acima, de fato gostam quando algo tão marcante para você, ganha uma nova cara. Prova disto é He-Man: Salvando Eternia, Friends: A Reunião e até Sandy e Júnior: Nossa História. Digo isst porque fã gosta de ser mimado e isso aí soa como um frescor para essa velha-guarda. Quem cresceu assistindo e ouvindo isso tudo, sempre desejou um encontro ou uma continuação. Vamos combinar que, algumas vezes, temos direções duvidosas que podem, sem dúvida, estragar o legado de séries conceituadas, mas nada que não possa ser sanado com os bons e velhos "clássicos".





Para isto, é interessante pensar em como a indústria quer te vender aquilo. Eu, como bom fã de Sandy e Júnior, ao ver o seu retorno, fiquei empolgado, e não deu muito tempo e já foi anunciado um box de colecionador com todos os cds, novas camisas e, claro, um cd e um dvd do show. Vou até entrar nos preços em si, para que você veja que não é brincadeira.

 O valor do box "Nossa História: Deluxe", que contempla o cd e o dvd do show, a paleta do Júnior, fotos icônicas da turnê, box em formato triângulo, entradas vips que levavam à passagem de som, cópia do ingresso, tudo isso em um preço nada mais, nada menos que R$ 350 e, detalhe, só compra cd e dvd do último show quem comprar o box; não há opção de comprar separado. Isso tudo contemplado em uma caixa, sem dúvida é uma imersão de nostalgia ao fã, porém, me questiono: precisava ser um valor tão alto? 

O país em uma pandemia e cobrando quase R$ 450 para cd, dvd e papeis impressos de uma gráfica? Será que isso é justo? Sandy e Júnior não ficariam menos ricos, cobrando um valor mais acessível e dando a possibilidade de comprar os produtos separados a quem não tem condição de pagar esse valor. Percebe-se, aqui, como tudo faz com que a nostalgia muitas vezes te deixa refém? Claro que comprar ou não é uma opção de cada um, mas se oferecem esse valor e somente esse valor, é porque existem pessoas que adquirem.

Box Nossa História Deluxe

A nostalgia é um fator que vende e vende muito. Por mais que não aceitamos, ela está aí. No fim das contas, aquilo de alguma forma vai virar negócios; desde a entrada do cinema, camisas, bonecos, um cd, um dvd da série e fora muitas maneiras que o próprio fã decide usar a sua criatividade para transformar seu objeto de estimação em produto. Não é só a indústria que cria algo novo; o fã mais nostálgico também pode criar produtos para saciar seu desejo quase parasítico de relembrar coisas de seu passado, distante ou não. Aquilo de: "se você quer reviver seu passado, terá de pagar o preço por isto". E, convenhamos, isto funciona muito bem, quase como vender um copo d'água para alguém sedento.





A nostalgia, como produto, é um movimento que vem crescendo cada vez mais. Será que precisamos  ter tudo aquilo que somos oferecidos? Será que vamos "morrer" se ficarmos sem determinada coisa? Isso tudo, de alguma forma, é para nos fazer gastar; por isso, você, leitor, use o bom senso: ao invés de querer logo os mimos da nostalgia, que são enormes chamarizes, pense no quanto eles realmente valem para você, e não se deixe levar pelo consumismo, já que este o levará, quase que certamente, a um endividamento.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Séries: Por Trás de Seus Olhos (2021)

Pôster da mini série

Há algumas semanas atrás, eu estava vendo as novidades do catálogo da Netflix no sofá da minha casa, quando uma mini série me chamou atenção pelo seu resumo. Esta nova mini série acompanhava um triângulo amoroso cheio de mistérios. Como sempre faço com as novas produções da casa, assisti ao trailer para ver se iria me atrair, e Por Trás de Seus Olhos aguçou minha curiosidade. Inspirada no romance de 2017 de mesmo nome escrito por Sarah Pinborough, o livro foi adaptado por Steve Lightfoot e dirigida por Erik Richter Strand. A mini série estreou em 17 de fevereiro de 2021 no streaming, contem 6 episódios e possui uma duração média de uns 50 minutos cada episódio.

O trio protagonista da mini série: da esquerda para direita, Adele, David e Louise

Louise Barnsley (Simona Brown) é uma mãe solteira, que possui um filho pequeno chamado Adam (Tyler Howitt). Tentando fugir da rotina, depois de muita insistência de sua amiga, ela aceita encontrá-la num bar à noite para beberem algo e colocarem o papo em dia, mas a amiga tem um imprevisto e acaba a deixando na mão. Decidida a ir embora, Lousie acaba esbarrando em David Ferguson (Tom Bateman) e eles acabam passando horas conversando e se divertindo. Na hora de ir embora, pinta um clima e eles se beijam, mas logo David se afasta transtornado e pedindo mil desculpas. Louise fica sem entender nada, mas vai embora. No dia seguinte, Louise está preparada para conhecer seu novo chefe, e era ninguém menos do que David, o novo psiquiatra da clínica em que ela trabalhava. Para piorar, Louise descobre que ele é casado, mas não consegue ver sua esposa, pois ela estava de costas o tempo todo.

David e Louise

Dali em diante, ambos tentam ser amigos e apagar a noite anterior, mas a paixão e o desejo se tornam cada vez mais fortes. Após poucos dias, Louise acaba esbarrando (literalmente) com Adele Ferguson (a belíssima Eve Hewson), esposa de David. Adele a chama para tomarem um café juntas, pois ela e o marido são novos na cidade e ela não possui nenhuma amiga. Ambas conversam e trocam telefones. A trama então acompanha o triângulo amoroso que envolve Louise, David e Adele. 

Capa do livro original

Seria mais um drama comum, se não envolvesse um grande segredo por trás do passado de David e Adele. É nítido a todo momento que David não suporta estar perto de sua esposa, mas ela o ama e o venera ardentemente, beirando uma obsessão... então o que mantém esse casamento ainda? Louise se mete no meio desse relacionamento, e quanto mais ela se envolve, mais intrigada ela fica com os mistérios do casal. Seria Adele uma mulher louca? Seria David um mentiroso que só quer arrumar uma desculpa qualquer para ter um caso? Seria David um psicopata? Por tudo isso, Por Trás de seus Olhos cativa e prende logo no primeiro episódio.

Louise e Adele

O destaque total vai para a dupla femina: Simona Brown e Eve Hewson. Simona entrega uma Louise que só quer ser um pouco feliz, curtir a vida e experimentar a felicidade, já que ela veio de um casamento fracassado. Sempre vivendo para o filho e para a rotina, ela vê em David uma forma de se rebelar, de ir contra o que é certo ou errado imposto pela sociedade. Tem horas que sentimos raiva de Louise, outras horas nos compadecemos dela. Já Eve, entrega uma Adele frágil, que tenta de todas as formas e maneiras agradar ao seu marido, seu objeto de admiração suprema. Ela diz "eu te amo" a todo momento para ele e sempre recebe um olhar de constrangimento dele, sem uma resposta. Por muitas vezes, Adele parece apenas querer encontrar alguém que a ouça e lhe entenda. Outro grande destaque aqui fica para Robert Aramayo como Rob Hoyle, um viciado em drogas que estava internado há muitos anos atrás numa clinica psicológica junto com Adele. Rob era apaixonado por Adele, mesmo ele dizendo ser gay. Ele possuía muitos problemas em casa e preferia ficar internado na clínica do que voltar para sua família. Mesmo aparecendo pouco, Rob possui extrema importância na trama.

Rob, um dos destaques da trama

O suspense e mistério da série prendem nossa atenção mesmo e a cada novo capítulo vamos ficando cada vez mais e mais intrigados com as situações que aparecem. Uma coisa eu posso apostar com qualquer um, caros leitores: é IMPOSSÍVEL adivinhar o final da mini série! Ela é daqueles finais de explodir a cabeça! E é a típica produção de suspense que eu adoro: uma história de suspense que faz você pensar que o final será de um jeito, depois você imagina que vai ser de outra forma, na reta final vocês já imagina um outro final e quando termina mesmo, o final não tinha nada haver com o que você havia imaginado antes! Produções inteligentes assim são ótimas e eu as adoro!

Louise e seu filho, Adam

Alguns críticos não gostaram da mini série e reclamaram muito dela, mas eu acho melhor cada um assistir por si e tirar suas próprias conclusões. Eu achei espetacular! Se vocês procuram por uma história rápida, inteligente, com ótimas atuações e um final de pirar a cabeça, vocês não podem deixar de assistir Por Trás de seus Olhos. Garanto que vocês não irão se arrepender. É mais uma excelente produção com o selo Netflix de qualidade que tanto conhecemos e amamos!

Um grande abraço.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Séries: O Falcão e o Soldado Invernal (2021)

Pôster da mini série (ou série)

Todos que me conhecem bem sabem que sou um grande nerd assumido que ama quadrinhos de todas as editoras, porém, também sabem que tenho uma predileção especial pela Marvel. Essa paixão começou há muitos anos atrás quando li as primeiras revistas da editora, e o que me atraía mais para ela eram seus personagens com problemas humanos comuns. A Marvel sempre foi revolucionária em suas histórias e sempre esteve alinhada com os acontecimentos mundiais de sua época. A editora foi a primeira a abordar o problema das drogas em seus quadrinhos, falar sobre a discriminação entre as minorias, entre muitos outros fatos. No ramo dos filmes e séries da Casa das Ideias, também não é diferente. Muitas questões atuais já foram abordadas nesses segmentos, e dessa vez, em O Falcão e o Soldado Invernal, segunda mini série (ou série, ainda não sabemos) da Marvel a estrear no Disney+, não foi diferente. A temática aqui envolve a questão racial e a população menos favorecida que é esquecida pelos seus governantes. Criada por Malcolm Spellman e dirigida por Kari Skogland, a produção estreou mundialmente em 19 de março de 2021 e conteve 6 episódios com duração média de 45 minutos cada.

Sam e Bucky sempre discutindo e se ajudando

Na trama, Sam Wilson (Anthony Mackie) segue os rastros de um grupo anarquista, conhecidos como Apátridas, envolvido com ataques terroristas pelo mundo, enquanto Bucky Barnes (Sebastian Stan) tenta se reconciliar com seu passado como Soldado Invernal, e o caminho dos dois acaba se cruzando. Para acrescentar mais um elemento nesta trama, Sam passa o escudo do Capitão América para o governo, achando que este símbolo seria eternizado em um museu, mas o mesmo é passado para um novo Capitão América, que é John Walker (Wyatt Russell), o que não agrada nem um pouco a Bucky. E para piorar toda a situação, ainda tem os efeitos ocorridos com o mundo após o estalo de Thanos (me recuso a me referir a isso como "blip", como a Marvel denominou o estalo agora).

Os Apátridas

Anthony Mackie está muito bem novamente no papel de Falcão, e o peso que ele teve nessa série foi muito grande. Sebastian Stan também está bem novamente no Papel de Bucky. A dinâmica entre Sam e Bucky é muito boa e arranca boas risadas, no velho estilo de duplas de policiais que não se aturam, mas precisam trabalhar juntas. Os grandes destaques aqui para mim, além de Mackie e Stan, ficam com Wyatt Russel como John Walker, um militar que se torna o Capitão América, mas seus ideais são completamente diferentes dos de Steve Rogers; Daniel Brül voltando como Barão Zemo, e finalmente mostrando o vilão (ou quase) que todos nós queríamos ver desde Capitão América: Guerra Civil (2016); e Carl Lumby como Isaiah Bradley, o primeiro negro a se tornar um super soldado, tal qual o Capitão América. Sua história de sofrimento e discriminação são tocantes e revoltantes ao mesmo tempo. No elenco, ainda temos o bom retorno de Emily VanCamp como Sharon Carter, amargurada com o governo e os Vingadores depois de se tornar uma procurada devido aos eventos ocorridos em Capitão América: Guerra Civil; e temos a entrada especial de Julia Louis-Dreyfus com a Condessa Valentina Allegra de Fontaine. Ela teve participação em poucos episódios, mas seu futuro está garantido no filme solo da Viúva Negra, que estreará em 8 de julho de 2021 aqui no Brasil.

Val interage com Walker

A série não tem a menor conexão com WandaVision, porém se conecta diretamente aos eventos ocorridos em Vingadores: Ultimato (2019), assim como foi com WandaVision também. A temática de O Falcão e o Soldado Invernal é bem diferente da sua antecessora. Enquanto a primeira série da Disney+ abordava magias, o luto e como lidar com a dor; a segunda série da Disney+ já aborda a questão do racismo, das pessoas menos favorecidas que são esquecidas pelos seus governos, a burocracia que emperra tantos países, a questão do legado e de um símbolo que representa valores de alta moral para todo o mundo. A ação e os efeitos especiais estão fenomenais também e merecem destaque.

Cena impactante: o símbolo de moral e justiça manchado de sangue

Gostaria de destacar aqui também como existem fãs tóxicos e fora da realidade. O ator Wyatt Russel teve que desativar suas redes sociais por estar recebendo tantos xingamentos e ameaças por não o considerarem o verdadeiro Capitão América. Pra quê arrumar problema com o ator por algo tão insignificante assim? Wyatt Russel interpreta John Walker, que nos quadrinhos se torna o Agente Americano, e não o Capitão América. Era só esperarem um pouco que veriam que ele realmente não era o Capitão América. Um caso semelhante ocorreu com a atriz Anna Diop, que teve que se afastar das redes sociais também devido aos fãs tóxicos, que não aceitavam uma atriz negra interpretando Estelar na série dos Titãs da DC. O desrespeito do ser humano não tem limites. Precisamos colocar mais a mão na consciência e deixar de sermos tão ignorantes e respeitar mais os atores.

Barão Zemo e o soro do super soldado

O Falcão e o Soldado Invernal é uma série espetacular e leva o selo Marvel de qualidade, como sempre. Recomendo para todos que assistam esta série ótima e corajosa, pois toca em questões que incomodam muitas pessoas. Aposto que muitos irão reclamar e dizer que é a pior série já feita pela Marvel, pois ela é voltada para militância ou lacração, mas não se enganem meus amigos. A série aborda assuntos importantes e verdadeiros, e traz para o telespectador a discussão sobre o racismo e sobre as prioridades dos governos. Os diálogos mostrados entre Sam e Isaiah são um soco no estômago. Assim que o último episódio da série foi ao ar, a Marvel já oficializou o filme do Capitão América 4. Com o que vimos em O Falcão e o Soldado Invernal, o futuro do Capitão América está aberto para alçar novos voos. A próxima série da Marvel a estrear na Disney+ será Loki, em 11 de junho de 2021. Que venha logo então o Deus da Trapaça!

Um grande abraço.

P.S.: Pra mim, Tuninho Chan, sou mais o Sam Wilson como Capitão América, do que o Steve Rogers.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Séries de Super-Heróis: já saturaram ou o mercado ainda é grande?

 


Eis uma pergunta que acaba de me ocorrer. Bom, eu não sou um consumidor ávido de séries, de maneira geral, mas vejo que o mercado vem apresentando mais e mais títulos relacionado ao tema heróis. Mesmo parecendo que o título desta matéria é contraditório, ainda assim, ouso perguntar: séries de super-heróis já saturaram ou estamos apenas no início de uma dinastia?

Bem, embora seja inquestionável o sucesso deste nicho, algumas outras séries acabam por naufragar ainda em seus primeiros passos, como foi o caso de Constantine. Outras, como The Boys, prosperam ao ponto de ganharem derivados, o que pode ser bom (ou não). No meu caso, fico dividido: se por um lado, estou ansioso pela terceira temporada de "Os Moleques-Piranhas", apelido carinhoso dado à The Boys pelo nosso #AntoniodeMaricá, também sinto que é um nicho que tende a ter um desgaste muito rápido, já que não é tão simples trazer para o plano real o que existia apenas no papel.

A fanbase cresce continuamente, algo que sequer ousaria negar, mas será suficiente para manter o nicho dos heróis no alto? Se sim, por quanto tempo? Por fim, fica o questionamento do título da matéria: os heróis vieram para ficar ou estão apenas de passagem, mesmo que seja uma passagem relativamente longa?

sábado, 6 de março de 2021

Séries: WandaVision (2021)

Poster da minissérie

Quando a Disney anunciou sua invasão ao mundo das telinhas através da Marvel, uma de suas séries me despertou uma curiosidade extrema. Dentre as séries anunciadas naquela época, WandaVision foi uma grande surpresa, afinal a série abordaria a vida de Wanda e de Visão após os eventos ocorridos em Vingadores: Ultimato (2019), especialmente para quem viu ao filme. Pois bem, todos sabíamos que a série seria uma grande homenagem as sitcons americanas de comédia dos anos 50 e 60. Minha expectativa era zero para a série. E isso foi ótimo, pois WandaVision foi uma agradabilíssima surpresa! Desenvolvida por Jac Schaeffer, a série (ou minissérie) foi a primeira produção da Marvel na Disney+ e estreou mundialmente no dia 15 de janeiro de 2021. A minissérie conteve 9 episódios com duração média de 22 minutos cada um.

A foto mais famosa da minissérie

Bom, como já escrito no parágrafo inicial desta matéria, a minissérie acompanha Wanda (novamente vivida por Elisabeth Olsen)  e Visão (também vivido novamente por Paul Bettany) tentando levar uma vida normal num subúrbio comum de uma cidade qualquer, chamada Westville, após os eventos ocorridos em Vingadores: Ultimato (2019). Todos na pacata cidade levam uma vida tranquila e feliz. Feliz até demais para ser verdade. A cada novo episódio o suspense aumenta em torno da realidade, de quem é a ameaça por trás da "felicidade" do povo e os mistérios que são apresentados a todo momento. Começando, pelo próprio Visão. Como ele pode estar nessa realidade? Algumas perguntas ficaram sem respostas, mas não tenho dúvidas que a Marvel as responderá no momento correto, como sempre o faz.

Wanda e Visão com visual dos anos 70

No começo, mais precisamente, nos dois primeiros episódios, há referências e homenagens a sitcons americanas de comédia dos anos 50 e 60, tais como I Love Lucy, A Feiticeira, The Dick Van Dyke Show, entre outros. Mas, a partir do terceiro episódio, a trama de comédia dá lugar a um intrigante mistério que só vai aumentando a cada segundo que passa. Muitas perguntas são apresentadas e poucas são respondidas nos primeiros episódios, o que nos deixa mais grudados na trama. A ideia de lançar um episódio por semana, apresentando de cara os 2 primeiros episódios apenas, fez a ansiedade crescer entre os fãs e milhares de teorias pipocarem internet afora, mantendo o interesse e a curiosidade pela série na estratosfera!

Dra. Darcy, Monica no meio e Jimmy Woo na ponta

Elisabeth Olsen e Paul Bettany estão maravilhosos em seus papéis. Wanda tentando manter a lucidez e as coisas em ordem, mas vendo tudo em sua volta desmoronar. Visão tentando entender tudo que lhe cerca e quem ele realmente é também. Temos aqui o retorno de dois personagens coadjuvantes do universo Marvel dos cinemas: Dra. Darcy Lewis (Kat Dennings) da franquia Thor, que volta para fazer a parte da equipe científica de investigação da S.W.O.R.D., um braço da S.H.I.E.L.D., e Jimmy Woo (Randall Park), o agente da FBI que estava atrás de Scott Lang (Paul Rudd) em Homem-Formiga e a Vespa (2019). Tivemos belíssimas adições a esse time com a entrada de Teyonah Parris como Monica Rambeau, uma agente da S.W.OR.D., que possui um passado com a Capitã Marvel (Brie Larson), Jett Klyne como Tommy MaximoffJulian Hilliard como Billy Maximoff, os filhos gêmeos de Wanda e Visão, Evan Peters aparecendo como um personagem um tanto quanto curioso para a trama, e finalmente, mas não menos importante, Kathryn Hahn como Agatha Harkness, vizinha intrometida da vizinhança. Hahn então foi a maior e mais grata surpresa desse elenco! A personagem já cativou o coração dos fãs e sua música na reta final entranhou em nossos cérebros para sempre!

A excelente e figuraça, Agatha

Como escrevi anteriormente, WandaVision foi uma grata surpresa que parece ter agradado a todos os fãs e críticos da Marvel. Pegando carona em sagas famosas dos quadrinhos, que envolviam a Feiticeira Escarlate e o Visão, vimos referências à Disnatia M, Feiticeira Escarlate: Dia das Bruxas, A Busca pelo Visão!,  A Cruzada das Crianças, Visão, entre outras! Tinha horas que a série parecia passar para a tela todas as ideias de John Byrne! Obvio, que nem tudo são flores. Mais uma vez a Marvel faz uma pegadinha no melhor estilo Homem de Ferro 3 (2013), coisa que eu jurava que A Casa das Ideias não teria coragem em repetir. Parece que um raio pode sim cair duas vezes no mesmo lugar... A promessa de uma aparição de um ator renomado do universo Marvel no último episódio também ficou na promessa. Mas, apesar de ter tido um final mais ou menos pra mim, no todo, a série foi excelente!

Família que enfrenta ameaça unida, permanece unida!

A pouca ação ficou toda para o último capítulo. Os efeitos especiais foram impecáveis em cada episódio (e não foram poucos), o suspense e mistério de altíssimo nível. As atuações do elenco foram ótimas e como não poderia deixar de ter na Marvel, o humor está lá presente, mais nos primeiros episódios, do que nos demais. WandaVision se resume a lidar com o luto, aprender a lidar com a dor e com as perdas. O herói também sente dor e chora, e a série é perfeita para mostrar essa parte humana e frágil de um super herói. Aparentemente a Marvel e a Disney usarão suas minisséries como pontes para ligarem seus filmes e explorarem melhor determinados personagens que talvez não pudessem ter sido tão bem explorados nos cinemas. O próximo da lista é Falcão e o Soldado Invernal, que estreará na Disney+ em 19 de março de 2021. Já estou mais do que ansioso e se mantiver o mesmo nível que WandaVision, o universo Marvel só tem a ganhar e a crescer mais e mais! Que venham os heróis!


Um grande abraço!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Séries: Cidade Invisível (2021) - 1ª Temporada

Pôster da primeira temporada

tempos que eu desejava ver algo rico em nossa cultura estampada em uma produção de grande alcance. Pois é, demorou um pouco, mas finalmente meu desejo foi atendido, e tinha que ser por ela: Netflix! No dia 5 de fevereiro de 2021 estreou Cidade Invisível, série criada por Carlos Saldanha, diretor brasileiro de renome internacional, responsável por filmes como A Era do Gelo 2 (2006), Rio (2011), O Touro Ferdinando (2017) e muitos outros filmes de sucesso. Ou seja, a fantasia é algo que Saldanha conhece e domina muito bem. Com roteiro baseado na história dos roteiristas e autores Raphael Draccon e Carolina Munhóz, que também são consultores da série, sua primeira temporada consiste em 7 episódios com duração média de 35 minutos cada.

Eric e o misterioso Boto Cor de Rosa

O detetive Eric (Marco Pigossi) da Delegacia Ambiental, perde sua esposa Gabriela (Julia Konrad) num incêndio na floresta da Vila Toré. Sua filha, Luna (Manu Dieguez), passa a agir estranhamente após a morte da mãe. Além disso tudo, um boto cor de rosa é encontrado no litoral do Rio de Janeiro, e Eric precisa investigar a morte de sua esposa, a aparição de um animal de água doce numa área litorânea e acaba se metendo no meio de entidades místicas do nosso folclore nacional.

Tutu, Camila e Inês

Os destaques da série vão para Marco Pigossi, a jovem Manu Dieguez, Julia Konrad (mesmo nas poucas cenas em que aparece), José Dumont como Ciço, Fábio Lago como Iberê e obviamente, a maravilhosa e deslumbrante Alessandra Negrini como Inês. Minha intenção sempre é comentar sobre o universo pop/nerd sem dar nenhum spoiler, que é para não estragar a surpresa e a experiência de ninguém, portanto, não irei falar quem é quem nessa grande festa do folclore brasileiro.

Eric e sua filha Luna

O que eu posso dizer, é que ao menos nessa primeira temporada, temos a presença do Saci, Curupira, Cuca, Iara, entre muitos outros, inclusive, alguns que eu nunca tinha ouvido falar anteriormente, como Corpo-Seco e Tutu Murambá. Os efeitos especiais estão excelentes e não devem em nada para as produções lá de fora. O brasileiro está aprendendo a sair da sua zona de conforto, que são os dramalhões ou comédias com estereótipos que já conhecemos tão bem.

Eric e Ciço na Vila Toré

Além da atuação do elenco, que é muito boa, e dos efeitos especiais excepcionais da série, a trama de suspense funciona muito bem. Além da curiosidade em identificar as criaturas do nosso folclore, os mistérios envolvendo a trama e a Vila Toré prendem e nos instigam do começo ao fim. A série foi gravada em Ubatuba, São Paulo e Rio de Janeiro. Cidade Invisível vem agradando ao público e a crítica, tanto aqui no Brasil, quanto lá fora no exterior

Camila, Iberê e Isac

Sinto um orgulho imensurável em ver algo como Cidade Invisível passando em outros países, levando um pouco do nosso folclore e da nossa cultura mundo afora, com tanta qualidade e dedicação. Só podia ser mesmo algo feito pela Netflix. Se você também ficou curioso com os seres mitológicos brasileiros, com a série e com a trama, vá agora mesmo no streaming e maratone a primeira temporada toda! Passa tão rápido e é tão boa, que vocês nem irão sentir. Garanto que não irão se arrepender. E se não gostarem, cuidado para a Cuca não pegar vocês!

Um grande abraço!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Séries: The Mandalorian - 1ª Temporada (2019)

Poster da primeira temporada

Quando a Disney+ foi lançada, lá em 12 de novembro de 2019, ela já veio com um catálogo recheado de filmes, séries e produções de peso da empresa, envolvendo conteúdo da própria Disney, da FOX, Marvel, Star Wars, e muito mais. No meio de todo esse catálogo, uma série nova chamou a atenção para os fãs da franquia Star Wars, e essa série era The Mandalorian, ou simplesmente, O Mandaloriano. A série começou a ser desenvolvida por George Lucas em 2018, mas foi Jon Favreau quem escreveu, foi showrunner e produtor executivo, juntamente com Dave Filoni, Kathleen Kennedy e Colin Wilson, desta maneira, expandindo mais o universo de Star Wars. A trama ocorre após os eventos de Star Wars - O Retorno de Jedi de 1983 e é uma espécie de faroeste espacial. A primeira temporada contém 8 episódios com duração média de 32 minutos cada.

O momento em que Mando e A Criança se conhecem

A história da série é até bem simples: um caçador de recompensas gira a galáxia atrás de serviços que lhe passam para serem executados. A premissa básica fica por aqui, mas a trama vai bem além disso. Temos aqui a clássica interação "criança sozinha com um lobo solitário". O Mandaloriano, ou apenas Mando (interpretado por Pedro Pascal o tempo todo de capacete), é um dos melhores caçadores de recompensa do seu clã e em uma de suas missões ele acaba tendo que resgatar uma criatura, um bebê, de uma fortaleza fortemente vigiada e levá-la para uma pessoa ligada ao Império e que possui enorme interesse na Criança (como ela é conhecida). Mando acaba se afeiçoando à Criança e decide ficar com ela e cuidar dela até que encontre alguém que possa protegê-la e que possa educá-la.

Mando protegendo A Criança

Os destaques totais para a série são o Mandaloriano e a Criança, batizada mundialmente de Baby Yoda, porém eles não são o mesmo personagem. A Criança é da mesma raça que Yoda, mas temos que lembrar que a série ocorre após o final de Star Wars - O Retorno de Jedi e após a queda do Império, portanto, Yoda já não estava mais entre nós. A criançada é louca e apaixonada pela Criança, e convenhamos, ele é muito fofo mesmo! A dinâmica entre o sério e caladão Mando com a inocente Criança é muito interessante, gera momentos hilários e momentos de extrema emoção, capaz de derreter qualquer coração.

A Criança observa Mando em ação

A Criança é um boneco mecatrônico que cativou aos fãs do mundo todo e o jeitão fodão do Mando também. Pedro Pascal já havia mostrado do que era capaz quando interpretou Oberyn em Game of Thrones (2011-2019), mas o papel de sua vida, definitivamente é O Mandaloriano, mesmo que ele não mostre seu rosto na série (95% do tempo ele está de capacete), mas seu personagem conquistou todos aos fãs da franquia de Guerra nas Estrelas. Mando possui dois lemas que leva ao pé da letra: um é que um Mandaloriano nunca deve mostrar seu rosto e retirar seu capacete na frente dos outros, e a segunda é sempre dizer "esse é o caminho" ou algo como "assim deve ser", mas é muito mais maneiro quando ele diz no original "this is the way". O fato de Mando ser um órfão faz com que ele tenha uma afinidade quase que instantânea com a Criança, mas também pudera, né? Fora tudo isso, a Criança é fofinha demais!

Olha isso! Como resistir a tanta fofura???

A série ainda conta com nomes de peso, como Carl Weathers interpretando Greef Karga, um líder de uma associação de caçadores de recompensa; Gina Carano como Carasynthia "Cara" Dune, uma ex-soldada do Império que se tornou uma mercenária; e Giancarlo Esposito como Moff Gideon, um ex-governador do Império. Ainda temos na trama participações especiais de Taika Waititi, Nick Nolte, Werner Herzog, Ming-Na Wen, entre outros.

Mando e seus aliados: Cara e Greef

O Mandaloriano é um sucesso de público e crítica e foi indicada e venceu diversos prêmios no Emmy, Globo de Ouro, Satellite Awards, entre outros e concorre em diversas categorias em todos eles. A segunda temporada foi lançada em 30 de outubro de 2020 e uma terceira temporada já foi confirmada, mas ainda sem data definida, além de uma série derivada, um spin-off chamado The Book of Boba Fett e que estreará em 21 de dezembro de 2021.

Razor Crest, a nave do Mandaloriano

Para aqueles que gostam de uma boa história, bastante ação, bons momentos de humor, momentos fofos, é fã de ficção científica e ama Star Wars, então você não pode deixar de assistir O Mandaloriano de jeito nenhum! A série já era sucesso aqui no Brasil antes mesmo da própria Disney+ chegar oficialmente por aqui (😏), mas eu só fui assisti-la quando assinei o streaming no dia da sua estreia por aqui, em 17 de novembro de 2020 e digo com toda a certeza do mundo que valeu muito a pena! A série é espetacular e amplia muito o universo de Star Wars, e o melhor de tudo na minha opinião, deixa um pouco a família Skywalker de lado e se concentra em novos personagens (e antigos também). Por tudo isso, deem uma chance ao Mando, garanto que não irão se arrepender, afinal de contas, esse é o caminho.

Um grande abraço.