Quem não gosta de lembrar de games, séries, filmes, desenhos e músicas que marcaram sua infância e adolescência? Tenho certeza que você já lembrou disso tudo aí, não é mesmo? Seja da geração z, Millenium ou cringe, tenho observado como o fator nostalgia aquece e se transforma em produto. Desde o ano passado, pude notar como o famoso comeback tem apostado forte na nostalgia em várias mídias. Conversando com os membros do Confr4ria, vi que isso se faz cada vez mais presente: desde a roupa de um herói a uma regravação de um single, tudo isso faz com que o fã pire nessa vibe retrô que o leva a seus momentos áureos do famoso "Era feliz e não sabia".
É o RBD que faz uma live especial, Sandy e Júnior, que fazem uma turnê história, do nada, em 2019, Digimon ganhando uma releitura, filmes Disney ganhando personagens de carne e osso e uma nova forma de ser contada e até vilãs que assumem o posto de protagonista de sua própria história. He-Man sendo repaginado para a Netflix, personagens lendários fazendo participação em novas franquias de Power Rangers, Friends fazendo reunião após 17 anos, Gossip Girl ganhando um reboot; os famosos Looney Tunes jogando basquete, agora em 3D, em Space Jam: Um Novo legado, Stranger Things abusando de referências dos anos 80, à á Spibelrg e teorias da conspiração; Mortal Kombat voltando em 2021, Matrix preparando para ganhar um 4º filme, Karatê Kid ganhando uma nova continuação e uma nova história em "Cobra Kai", Big Brother Brasil 21 que apostou em provas e referências com base em edições icônicas; Duna sendo aguardado para estrear em Outubro, Evanescence lançando um cd inédito após anos; Juliana Silveira regravando as músicas icônicas de Floribella, Taylor Swift regravando TODAS as suas músicas (tudo bem que a maioria das músicas tinha problemas entre a cantora e a gravadora), Avril Lavigne preparando o seu mais novo cd, querendo voltar às origens, como foi em "Let it Go" e tantos outros.
Todos esses exemplos aí em cima provam que a nostalgia está mais viva do que nunca. Talvez nos anos de 2020 e no ano em que estamos, ela se fortaleceu ainda mais. Aí vem o questionamento: será que essa nostalgia é para buscar um novo público ou pescar a "velharia"? O fato é que as duas hipóteses estão corretas. Dissertarei mais sobre elas.
Convenhamos que o mundo precisa de dinheiro e a indústria do entretenimento também não seria diferente. Apostar na nostalgia para atrair um novo público é, sim, uma decisão estratégica, bastante coerente para o mundo dos negócios. Quem não viu os desenhos da Disney clássicos, agora tem a chance de ver em formato live-action. Não pense que a Disney faz isso porque ela é "boazinha", mas, sim, porque é muito mais negócio atrair a galerinha nova de agora e, de bônus, ainda alcançar os pais que cresceram assistindo, o famoso "Matar dois coelhos com uma cajadada só".
Agora falar sobre a famosa "velharia", os fãs de tudo isso que citei em alguns parágrafos acima, de fato gostam quando algo tão marcante para você, ganha uma nova cara. Prova disto é He-Man: Salvando Eternia, Friends: A Reunião e até Sandy e Júnior: Nossa História. Digo isst porque fã gosta de ser mimado e isso aí soa como um frescor para essa velha-guarda. Quem cresceu assistindo e ouvindo isso tudo, sempre desejou um encontro ou uma continuação. Vamos combinar que, algumas vezes, temos direções duvidosas que podem, sem dúvida, estragar o legado de séries conceituadas, mas nada que não possa ser sanado com os bons e velhos "clássicos".
Para isto, é interessante pensar em como a indústria quer te vender aquilo. Eu, como bom fã de Sandy e Júnior, ao ver o seu retorno, fiquei empolgado, e não deu muito tempo e já foi anunciado um box de colecionador com todos os cds, novas camisas e, claro, um cd e um dvd do show. Vou até entrar nos preços em si, para que você veja que não é brincadeira.
O valor do box "Nossa História: Deluxe", que contempla o cd e o dvd do show, a paleta do Júnior, fotos icônicas da turnê, box em formato triângulo, entradas vips que levavam à passagem de som, cópia do ingresso, tudo isso em um preço nada mais, nada menos que R$ 350 e,detalhe, só compra cd e dvd do último show quem comprar o box; não há opção de comprar separado. Isso tudo contemplado em uma caixa, sem dúvida é uma imersão de nostalgia ao fã, porém, me questiono: precisava ser um valor tão alto?
O país em uma pandemia e cobrando quase R$ 450 para cd, dvd e papeis impressos de uma gráfica? Será que isso é justo? Sandy e Júnior não ficariam menos ricos, cobrando um valor mais acessível e dando a possibilidade de comprar os produtos separados a quem não tem condição de pagar esse valor. Percebe-se, aqui, como tudo faz com que a nostalgia muitas vezes te deixa refém? Claro que comprar ou não é uma opção de cada um, mas se oferecem esse valor e somente esse valor, é porque existem pessoas que adquirem.
Box Nossa História Deluxe
A nostalgia é um fator que vende e vende muito. Por mais que não aceitamos, ela está aí. No fim das contas, aquilo de alguma forma vai virar negócios; desde a entrada do cinema, camisas, bonecos, um cd, um dvd da série e fora muitas maneiras que o próprio fã decide usar a sua criatividade para transformar seu objeto de estimação em produto. Não é só a indústria que cria algo novo; o fã mais nostálgico também pode criar produtos para saciar seu desejo quase parasítico de relembrar coisas de seu passado, distante ou não. Aquilo de: "se você quer reviver seu passado, terá de pagar o preço por isto". E, convenhamos, isto funciona muito bem, quase como vender um copo d'água para alguém sedento.
A nostalgia, como produto, é um movimento que vem crescendo cada vez mais. Será que precisamos ter tudo aquilo que somos oferecidos? Será que vamos "morrer" se ficarmos sem determinada coisa? Isso tudo, de alguma forma, é para nos fazer gastar; por isso, você, leitor, use o bom senso: ao invés de querer logo os mimos da nostalgia, que são enormes chamarizes, pense no quanto eles realmente valem para você, e não se deixe levar pelo consumismo, já que este o levará, quase que certamente, a um endividamento.
Eis que no dia 25 de Junho de 2021 (Sexta-feira), completamos 12 anos sem o Rei do Pop,Michael Jackson. Ele não é somente o "Rei do Pop", ele ainda é um dos maiores ícones culturais de todos os tempos e o maior artista da indústria musical até os dias de hoje, pois se hoje existem videoclipes foi graças à Michael. Há quem diga que ele não morreu de verdade; que teria forjado a própria morte e continua vivendo por aí "no anonimato". Porém, não será esse o assunto abordado aqui, mas farei uma homenagem a esse ícone que sou fã desde criança.
Não farei aqui uma biografia de Michael Jackson, contando sua história de vida, família, início de carreira ou algo do gênero, até porque na internet existem centenas de canais, sites e blogs que já fizeram isso. Vou contar aqui um breve resumo da minha história pessoal e como fui me tornando fã do Rei do Pop.
Durante minha infância, até os 6 anos de idade, todos os dias o meu vizinho, que já era adolescente, na época, colocava o vinil Thriller (1982) na casa dele. Eu sabia as músicas do disco de cor. Foi "amor a primeira ouvida". Desde então, passei a acompanhar Michael Jackson em qualquer canal de TV que ele aparecesse com algum novo clip; passei à ouvir rádio esperando tocar alguma música; naquela época, eu já pedia para os meus pais comprarem algum disco do Michael, porém as coisas eram bem difíceis na década de 80.
MJ no Grammy de 1984, arrebatando 8 troféus no mesmo ano
Os anos se passaram, até que, finalmente, no Natal de 1991, ganhei de presente da minha madrinha um walkman, que na época estava na moda, e uma Fita K-7 do novo lançamento de Michael, o álbum Dangerous (1991),que trazia a música Black or White, talvez a mais marcante pra mim, por eu ter assistido o lançamento do clip no Brasil, dentro do programa do Fantásticoda Rede Globo. Nunca fui de ter veneração por determinado cantor ou cantora, mas com Michael Jackson sempre foi diferente: me tornei fã incondicional do Rei do Pop, onde passei a comprar revistas, papéis de cartas, pôsteres e até recortes de jornais na época.
Pra mim, Michael Jackson nunca morreu, pois quase todos os dias (até os dias de hoje) ouço suas músicas e, se pudesse ter a chance de agradecer, eu diria a ele "Obrigado, Michael, por ter existido e por ter feito não só minha a minha infância feliz, mas por até hoje fazer parte da minha vida, seja indo pro trabalho, dentro de um ônibus, ou simplesmente em casa ou ainda jogando uma partida do game Moonwalker da Sega". Inclusive, ao escrever essa homenagem, estou ouvindo de novo o álbum Dangerous.
capa do álbum Dangerous de 1991 o mais marcante pra mim.
Valeu, Michael! Você será sempre eterno! This is It!!
No dia 8 de Março é comemorado o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, uma data importante que reconhece seus direitos nas conquistas sociais, políticas e econômicas da classe feminina ao longo dos anos. Pensando nisso, decidi listar 5 mulheres que foram importantes na Cultura Pop/Nerd. Vamos relembrar como essas mulheres fizeram grandes feitos no meio audiovisual. Sem mais delongas, bora lá!
5º Lugar - Rey - Star Wars
A jovem protagonista na nova era de Guerra nas Estrelas trouxe um fôlego novo para a franquia. Sua trajetória começa quando era apenas uma catadora, no planeta Jakku, para conseguir alimentos e tem sua vida sofrendo uma reviravolta com a chegada Flinn, e se tornou símbolo da Resistência e da Primeira Ordem, além de ter se destacado por ter grande afinidade com a Força. Sua trajetória se destacou ainda mais quando teve grandes ensinamentos de Leia e ainda teve um encontro com o lendário Luke Skywalker, que treinou Rey para que ela se tornasse uma importante Jedi. Ainda foi responsável por lutar contra o Imperador Palpatine e ajudar a trazer equilíbrio em toda a galáxia; uma mulher que, sem dúvida, se destacou na Cultura Pop/Nerd.
Rey abrindo os trabalhos!
4º Lugar - Mulan
Tanto na animação, quanto no live-action, Mulan sempre foi obrigada a se tornar a melhor; tinha que ainda ser forçada a se casar e enfrentar toda regra para se tornar noiva. Após o exército de Shan Yu invadir a China e sair confrontando todo o país, o Imperador teve de convocar um exército para combater o mal: todo homem deveria sair de casa e servir à China. Ser mulher em um país oriental é muito mais difícil, pois as mulheres, naquela época, eram dadas como inválidas, não tinham voz e nada adiantava para ser reconhecida. Mulan, então, presencia seu pai doente e, mesmo assim, faz toda uma preparação: ela rouba a espada e o escudo de seu patriarca e assume o papel de Ping. Mulan é responsável por grandes mudanças na guerra contra o vilão, mesmo após ser descoberta. Mulan ainda transforma seus amigos do exército em mulheres para distrair os hunos e ainda tem um embate épico com o líder. Na cultura chinesa, tudo é relacionado a honra e Mulan conseguiu honrar não só o país, como ainda cuidar da vida de seu pai e família e ainda, de quebra, poder começar algo com Li Shang.
Mulan na área!
3º Lugar - Rebecca- (This Is Us)
Ela não é heroína, mas justamente por ser humana é o que mais destaca Rebecca Pearson. Ela se tornou uma das personagens mais queridas na série da FOX. Rebeca se destacou desde o primeiro episódio, em que perde um de seus trigêmeos. Jack, seu marido, tem a brilhante ideia de levar uma criança que acabou de chegar do corpo de bombeiros para o seu lar. A mãe dos Pearson se destacou desde quando estava solteira, antes, durante e depois de seus filhos adultos. Confrontou muitas vezes por ele se tornar um pai alcoólatra e que isso refletia e muito nas escolhas que ele faz para os seus filhos e que ele poderia ser melhor se quisesse. Após esse confronto, o Pearson pai mudou radicalmente de atitude e realmente se destacou em ser o melhor para o "Grande Trio". Rebecca ensinou Randall, que mesmo sendo adotado, aprendeu com suas diferenças; errou muitas vezes quando subestimou Kate por achar que ela deveria ser sua cópia mas deu colo e incentivou a filha a entender o seu processo durante uma gravidez e entender o que sua mãe passou; agora uma entende o lado da outra. Ajudou Kevin a enfrentar os seus maiores desafios, a tomar decisões importantes na sua vida, como o lado de fazer filmes mais inteligentes e largar as séries sitcons. Uma mãe e esposa exemplar que arrancou muitos choros de muita gente.
Rebecca de "This is Us"
2º Lugar - Nina - Avenida Brasil
Foi uma daquelas mocinhas de novela das Globo que deu trabalho a vilã icônica,Carminha. Rita, seu nome original, sofreu nas mãos de sua madrasta: perdeu o pai Genésio ainda quando era uma criança e foi jogada no lixão por Carminha e Max. No lixão, encontrou o amor de Mãe Lucinda e ainda começou a desenvolver uma paixão épica por Batata, filho de Carminha que também estava no lixão. Foi adotada por uma família argentina e morou lá durante alguns anos. Quando voltou ao Brasil, nunca deixou seu desejo de fazer Carminha pagar por seus crimes, que nada mais era do que um desejo de vingar a morte de seu pai, ao retornar para as terras brasileiras, agora como uma importante chef na cozinha. Decide se tornar uma doméstica na casa de Tufão e Carminha como plano de desmascarar a megera para o filho do ex-craque rubro-negro e acabar com a farsa de seu casamento. Muitos foram os seus planos: roubar a grana do falso sequestro de Carminha, fazer sua amiga Betânia se passar por Rita, e ,sem dúvida, o plano que mais marca é Nina tirando fotos de momentos quentes entre Carminha e Max e fazendo um arquivo intimidador para sua ex-madrasta e humilhar Carmem Lúcia com o famoso bordão "Me serve, vadia! Me serve". Impossível não lembrar desse bordão que pegou geral!!
Nina de "Avenida Brasil"
1º Lugar - Mulher Maravilha
Essa nem tem muito o que falar, pois o próprio nome já fala por si. Não é mesmo? Vamos falar de alguns momentos marcantes que ela conquistou sozinha. Várias são as suas origens; uma das prováveis é que Hipólita, Deusa da Sabedoria, criou uma estátua de barro, Afrodite então resolveu presentear a rainha e deu um sopro, dando vida e ,assim, a amazona ganhou nome, passando a se chamar Diana. Sua mãe cuidou de Diana e ensinou tudo sobre ser uma guerreira até chegar no plano de ir para a Terra e conhecer Steve Trevor em plena 2º Guerra Mundial, com aquela cena emblemática nas trincheiras. Também foi responsável por embates épicos como o de Hades. A princesa de Themyscira ja realizou outros grandes feitos como: cegar o Darkseid, considerado como um dos maiores vilões da DC, além de cortar a cabeça de Medusa em um dos arcos mais elogiados pelas HQs.
Mulher-Maravilha em primeiro!
E aí? Gostou do nosso TOP 5? Deixe nos comentários qual é o seu!
Essa é uma daquelas matérias que eu estava mais do que ansioso para escrever. E é uma senhora responsabilidade, afinal de contas, vou prestar homenagem a um ícone do cinema, da TV americana e da música mundial, e que infelizmente, aqui no Brasil é muito pouco conhecido. Sou muito fã dele, e tudo começou por acaso, assistindo a um filme em um especial do Telecine há muitos anos atrás e acabou virando paixão à primeira ouvida. Sim, meus amigos. Quando ouvi esse cara cantando, fiquei encantado, maravilhado. A coluna de Homenagem de hoje vai para Dean Martin, que em 2020 completou 25 anos que nos deixou. Vou tentar escrever o máximo que eu puder sobre esse grande cara para que vocês possam saber o maior número de informações sobre ele. Ah! Aproveito para lhes informar que estou escrevendo esta matéria ouvindo ao Dean para me dar ainda mais inspiração! :D
Dean e seu irmão mais velho William (Bill)
Dino Paul Crocetti nasceu em 7 de junho de 1917 numa cidade chamada Steubenville em Ohio. Filho de Gaetano Alfonso Crocetti, um italiano, e Angela Crocetti, ítalo-americana, teve um irmão chamado William Alfonso Crocetti (apelidado de Bill). Seu pai era barbeiro. Até os 5 anos de idade, Dean falava apenas italiano, e somente aprendeu a falar inglês quando entrou para escola na Grant Elementary School, em Steubenville. Quando era adolescente, Dean começou a tocar bateria como hobby e quando ele estava no 2º ano do ensino médio, ele largou a escola, a Steubenville High School, porque segundo ele, Dean se achava mais inteligente do que seus professores. Nesse período ele trabalhou transportando bebida alcoólica ilegalmente quando o mesmo era proibido, trabalhou numa fábrica de aço, trabalhou como crupiê de jogos em um "speakeasy", uma espécie de bar secreto que vendia bebida alcóolica durante a época que elas eram proibidas; e ainda foi boxeador no pesomeio-médio.
Dean mais jovem
Aos 15 anos de idade, no meio do boxe, ele assumiu o apelido de "Kid Crochet". Ele conseguiu um nariz quebrado, uma cicatriz no lábio, quebrou a mão várias vezes e teve contusões por todo seu corpo. Segundo Martin, de suas 12 lutas, ele venceu 11. Por um tempo, ele dividiu um apartamento em Nova York com Sonny King (um cantor de origem italiana). Dizem que ambos cobravam dinheiro de pessoas para vê-los disputando boxe sem luvas no apartamento que eles dividiam até um dos dois caírem nocauteado. Reza a lenda que Martin nocauteou o amigo logo no primeiro round. Logo após algum tempo, Dean acabou desistindo do boxe e decidiu continuar trabalhando no como crupiê de jogos em um cassino ilegal. Nessa mesma época, ele começou a cantar com bandas locais e assumiu o nome de Dino Martini. Ele cantou com a Ernie McKay Orchestra e em 1940 ele começou a cantar para o líder de uma banda de Cleveland, Sammy Watkins da Sammy Watkins Orchestra. Sammy sugeriu que ele mudasse seu nome para Dean Martin. Eles permaneceram juntos até maio de 1943, época que Dean começou a se apresentar sozinho em Nova York.
Dean e sua primeira esposa, Elisabeth McDonald
Em outubro de 1941, Dean se casou com Elizabeth "Betty" Anne McDonald, e eles tiveram um apartamento Cleveland, Ohio. Juntos eles tiveram 4 filhos: Stephen Craig Martin nasceu em 1942, Claudia Dean Martin nasceu em março de 1944, Barbara Gail Martin nasceu em 1945 e Deana Martin nasceu em 1948. O casamento acabou em 1949. A MGM e Columbia Pictures já mostravam interesse em Martin nessa época.
Dean e seus 4 filhos: Craig, Claudia, Deana e Barbara
O sucesso só viria para Dean em 1946, quando ele estava no "Glass Hat Club" em Nova York se apresentando e conheceu um jovem rapaz chamado Jerry Lewis, que também se apresentava naquele mesmo local. Eles travaram uma rápida amizade e começaram a um participar do número do outro, Jerry com a parte da comédia e Dean com sua voz marcante. Em 24 de julho de 1946 eles se apresentaram oficialmente como uma dupla no Atlantic City's 500 Club, mas não foram muito bem recebidos. O dono do local, Skinny D'Amato, disse que se ambos não melhorassem seu segundo número da noite, eles seriam demitidos. Dean e Jerry conversaram e tentaram arriscar tudo no número seguinte, apresentando esquetes de humor, música e improviso com bastante humor físico exagerado. O número foi um sucesso e a plateia vibrou com a dupla.
Jerry Lewis e Dean Martin, uma das duplas mais amadas do mundo
Eles começaram a se apresentar em toda costa leste e acabaram fazendo uma temporada de shows no New York's Copacabana. O segredo da dupla é que eles meio que ignoravam a plateia e interagiam entre si. Logo veio um convite para participar do The Ed Sullivan Show em 20 de junho de 1948, programa de imenso sucesso na época. Em 1949, eles ganharam um programa na rádio chamado de The Martin and Lewis Show. Nesse mesmo ano a dupla assinou contrato com a Paramount Pictures e estrelou seu primeiro filme: My Friend Irma. Graças ao agente deles, Abby Greshler, eles receberam U$ 75.000,00 para dividirem entre si e poderiam fazer um filme por ano fora do contrato com a Paramount e co-produzir este filme, o que eles acabaram fazendo com a criação da sua própria produtora, a York Productions. Para a época este foi um excelente negócio para a dupla.
Poster do primeiro filme da dupla, My Friend Irma
Eles passaram a controlar tudo, desde as apresentações em clubes, programa de rádio, gravações, TV, filmes, etc. A dupla ganhou milhões de dólares e tornaram-se uma das duplas mais importantes da comédia americana, quiçá, da comédia mundial da sua época. A amizade dos dois era forte, e Jerry chegou a ser padrinho de casamento de Dean em 1949, quando ele casou com Jeanne Biegger. Porém, com duros comentários dos críticos, a repetição dos filmes (coisa pela qual Elvis Presley passou também e o frustrou muito), e ficando sempre com o papel romântico dos filmes centrados nas confusões dos personagens de Lewis, foram desanimando Martin. A gota d´água veio quando a revista Look fez uma matéria de capa com a dupla e cortou Dean do enquadramento. Suas atuações passaram a ser menos entusiásticas e as brigas com Jerry começaram. Durante uma briga, Martin teria dito a Lewis que ele não valia para ele, mais do que um cifrão. Então, em 25 de julho de 1956, a dupla fez seu último show juntos no Copacabana Club, exatos 10 anos após o início de uma das duplas mais amadas dos Estados Unidos. O último filme lançado da dupla foi Ou vai Ou Racha de 1956. A dupla fez 17 filmes juntos.
Poster de Young Lions, primeiro filme de Dean sem Jerry
Em sua carreira solo, Dean queria se afastar dos papéis de comédia e aceitou reduzir seu salário para participar de Os Deuses Vencidos de 1958, com Marlon Brando e Montgomery Clift. O filme foi um sucesso e a carreira solo de Dean decolou. Ele fazia sucesso nas apresentações em casas noturnas, nos filmes e na música. No ano de 1958 ocorreria o encontro que mudaria novamente a vida de Dean para sempre. Ele estrela o filme Deus sabe o Quanto Amei juntamente com Frank Sinatra, e ali começaria uma amizade que duraria a vida inteira. Em 1960 ele foi indicado ao Globo de Ouro por sua atuação no filme Quem Era Aquela Pequena?. Da sua carreira sem Jerry, Dean fez 39 filmes, sendo 21 desses com Sinatra e sua "gangue" de amigos, que se auto denominavam The Rat Pack, ou Bando de Ratos, em português claro.
The Rat Pack: da esquerda para a direita, Frank Sinatra, Dean Martin, Peter Lawford, Joey Bichop e Sammy Davis Jr. no centro
O bando era formado por Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr., Joey Bishop e Peter Lawford, e eles dominaram o mundo do entretenimento com filmes, shows e músicas. Nomes de peso participavam vez ou outra do Rat Pack, como Judy Garldand, Errol Flyn, Ava Gardner, Nat King Cole, entre muitos outros. Peter Lawford era cunhado de John F. Kennedy, e o futuro presidente passava bastante tempo com o grupo, e o grupo de atores ajudou a promover a campanha política dele pelos Estados Unidos. Dizem que foi Sinatra quem apresentou Marilyn Monroe à Kennedy numa noite. Depois que Kennedy foi eleito presidente, Peter disse a Sinatra que Kennedy passaria uma noite em sua casa, então Sinatra mandou reformar a casa para recebê-lo e ate fez um heliporto, mas devido a associação de Sinatra com Sam Giancana, um mafioso de Chicago, Kennedy foi aconselhado a não ir para sua casa o que abalou para sempre a amizade entre Sinatra e Peter. O grupo de amigos fizeram diversos shows pelos Estados Unidos, mas Las Vegas era quase que a sua base central sempre. Os shows consistiam em muitas piada e músicas, e os números cômicos giravam em torno da fama de Sinatra em ser mulherengo, Dean alcoólatra e piadas de cunho racial ou religioso com Sammy. O grupo apoiava os direitos civis e se recusavam em fazer shows em lugares que não permitissem a entrada de negros ou judeus. O grupo fez seu último show juntos em 13 de março de 1988.
Dean em seu segundo casamento, desta vez com Jeanne
No meio desses acontecimentos e desse tempo, Dean que já estava casado com Jeanne, tiveram 3 filhos: Dean Paul Martin que nasceu em 1951, Ricci James que nasceu em 1953 e Gina Caroline que nasceu em 1956. O casamento deles durou 24 anos, mas o casal acabou se separando em 1973. Em 1965, Dean lançou seu programa semanal chamado The Dean Martin Show pela NBC, ao qual eu tenho um DVD em casa com as melhores músicas cantadas por ele no programa. São lindas e a maioria todas acústicas ao piano, o que deixa tudo muito mais bonito ainda! O programa teve 264 episódios e durou até 1974 contendo 9 temporadas. Antes, Dean estrelou o Dean Martin Variety Show, que foi ao ar de 1959 a 1960. The Dean Martin Show consistia em esquetes de humor e música, e Martin sempre recebia um artista convidado para interagir com ele durante todo o programa. O programa foi um sucesso e Dean foi indicado ao Globo de Ouro como Melhor Ator em um Programa de Comédia na TV em 1968, 1969 e 1970. O programa foi indicado em diversas categorias ao Emmy em 1966, 1967, 1968, 1969, 1970, 1971, 1972 e 1974. Dean ganhou o Globo de Ouro Melhor Ator em um Programa de Comédia na TV em 1967. Segundo Greg Garrison, diretor do programa durante todos esses anos, ele e Dean nunca fizeram um contrato formal, eles apenas combinaram tudo de boca e apertaram as mãos.
Dean e Greg juntos nos bastidores do programa
Greg e Dean ainda trabalhariam juntos em outro programa de muito sucesso, um especial para a TV, que foi copiado no mundo todo, inclusive aqui no Brasil. The Dean Martin Celebrity Roast estreou em 31 de outubro de 1974 e ficou no ar até 7 de dezembro de 1984, ficando assim 10 anos no ar. O programa consistia em Dean e um grupo de amigos receberem celebridades para serem "fritadas", ou seja, serem zoadas por eles. Destaque total para Foster Brooks, que interpretava um bêbado que mal conseguia falar e que fazia Dean chorar de tanto rir com ele. O cara era hilário mesmo! Aqui no Brasil tivemos a nossa versão do programa que era chamada de Fritado, feito por comediantes como Danilo Gentili e Diogo Portugal.
Dean e sua família
Apaixonado por golfe, Dean lançou uma linha bolas de golfe com sua grife e criou o Dean Martin Tucson Open, um torneio de golfe que existiu de 1972 a 1975. Na parte musical, Dean Martin gravou 38 discos, todos grande sucesso de vendas. Aos 55 anos de idade, em 25 de abril de 1973 Dean casou com Catherine Hawn, e ele acabou adotando sua filha, Sasha Hawn. O casamento deles durou 3 anos. Algum tempo depois, Martin ficou noivo de Gail Renshaw, mas o relacionamento não foi para frente. Muitos anos depois, Dean acabaria se reconciliando com Jeanne, mas eles não casaram novamente.
Sinatra no dia que surpreendeu Jerry e o público: Dean e Lewis fizeram as pazes ao vivo
Em setembro de 1976, Frank Sinatra participou do The Jerry Lewis MDA Labor Day Telethon, um programa beficiente que arrecadava fundos para o tratamento de pessoas com distrofia muscular liderado por Jerry Lewis, e que foi ao ar de 4 de setembro de 1966 a 31 de agosto de 2014. Para a surpresa geral do público, e do próprio Jerry, Frank levou Dean Martin com ele. Após 20 anos, a dupla que começou a fama juntos, fizeram as pazes novamente, e segundo relato de Jerry anos depois, os dois nunca mais deixaram de se falar todos os dias ao telefone, pelo menos. Mas, ambos só vieram a se apresentar juntos novamente nos palcos em 1989, quando Dean fez um show comemorando seus 72 anos de idade.
Dean e Sinatra mais velhos
Na década de 90, Dean passou a fazer shows em estádios, por insistência de Sinatra, mas ele se sentia melhor apresentando-se em clubes menores. Suas duas últimas apresentações na TV foram em tributo a seus amigos do The Rat Pack. Em 8 de dezembro de 1989, ele gravou com seus amigos em homenagem aos 60 anos de Sammy Davis Jr., e o programa iria ao ar alguns dias após a morte de Sammy, em 16 de maio de 1990, devido a um câncer na garganta. Em dezembro de 1990 foi a vez de participar de um show na TV homenageando os 75 anos de idade de Frank Sinatra.
Dean e seu filho Dean Paul Martin
Em 21 de março de 1987, seu filho Dean Paul Martin, que foi cantor e ator também como seu pai, sofreu um acidente de avião, pois ele também era piloto de caça da Força Aérea Americana, e veio a falecer. Isso acabou com Dean, que se entregou mais à bebida e se aposentou para sempre do show business, participando apenas dos dois eventos da TV citados acima. Em 1993, Dean foi diagnosticado com câncer nos pulmões, devido ao excesso de cigarros que fumou durante toda sua vida. Seu médico aconselhou que ele fizesse uma cirurgia para prolongar sua vida, mas Dean recusou-se a realizar qualquer procedimento. No dia 25 de dezembro de 1995, no dia do Natal, Dean Martin veio a falecer aos 78 anos de idade de parada respiratória e enfisema pulmonar. Martin foi enterrado no dia 28 de dezembro de 1995 no Westwood Village Memorial Park Cemetery. No caixão havia uma bandeira da Itália e várias celebridades estavam na cerimônia de sepultamento, entre elas Jerry Lewis, Shirley MacLaine, Rosemary Clooney e Robert Stack. Frank Sinatra não teve condições de ir ao enterro do melhor amigo e enviou sua esposa, Barbara Sinatra, para representá-lo. Na lápide de Dean estava escrito "Everybody Loves Somebody", maior hit de sua carreira.
Dean já com idade bem avançada
Dean deixou um legado para a cultura pop do mundo incontestável. Suas músicas são tocadas em diversas produções de Hollywood ate os dias de hoje, seus filmes são assistidos por milhares de pessoas até hoje, e seus fãs, assim como eu, mantém sua memória viva diariamente. Martin possui 3 estrelas na calçada da fama: uma na 6519 Hollywood Boulevard por seu Trabalho no Cinema, a segunda na 1817 Vine por suas Gravações, e a terceira na 6651 Hollywood Boulevard por seu Trabalho na Televisão. O estilo musical de Dean passou por jazz, country, tradicional pop (um tipo de country), swing e easy listening, um estilo musical orquestrado que era comum nos anos 50.
Uma das estrelas de Dean na calçada da fama
Algumas curiosidades sobre Dean: ele era conhecido por Dino ou por "The King of Cool", pelo seu carisma, simpatia e por sempre estar com um sorriso no rosto, de bem com a vida. Greg Garrison uma vez disse que os homens queriam ser como Dean, e as mulheres queriam Dean. Não há um consenso sobre a parte de bebida com Dean. Famoso por sempre entrar nos seus shows com um copo de bebida na mão e sempre fingir estar meio "bêbado" em seus shows, ele entrava no palco e ficava um bom tempo escutando a orquestra tocar, esperando a deixa para começar a cantar e perguntava "quanto tempo eu espero?". Sua filha, Deana Martin, escreveu um livro (Memories are Made of These) contando a biografia do seu pai, e lá ela dizia que Dean subia ao palco com um copo de suco de maçã e fingia ser bebida, pois não gostava de beber enquanto se apresentava, ao contrário de Frank Sinatra, que segundo dizem, não subia ao palco sem antes tomar uma dose de uísque Jack Daniel´s com 3 pedras de gelo. Dizem que Sinatra queria ser como Dean.
Lápide de Dean Martin no Westwood Village Memorial Park Cemetery
Outra curiosidade é que Dean morria de medo de elevadores. Devido ter as mãos quebradas pelo boxe, Dean sempre andava com um cigarro nas mãos ou um copo de bebida para disfarçar suas mãos. Em toda apresentação feita por ele no The Dean Martin Show, ele brincava muito com a plateia e ao final de cada música cantada, ele sempre se aplaudia e se elogiava muito na terceira pessoa ou então não "aceitava" o aplauso do público, achando que eles estavam exagerando e que ele não merecia tanto. Jerry Lewis, uma vez disse em uma entrevista que Dean Martin foi o maior gênio com quem ele teve o prazer de trabalhar junto. Dino teve como fã declarado ninguém menos do que Elvis Presley, que chegou a regravar algumas músicas do ídolo. Na fase em que Dean e Jerry não se falavam, em algumas das suas apresentações ao vivo, Dean costumava tirar seu paletó, arregaçar uma das suas mangas e mostrava seus músculos do braço e dizia para o público que havia conseguido toda aquela força carregando Jerry nas costas. Smoking preto com gravata borboleta preta e um lenço vermelho no bolso era o uniforme de Dean Martin durante todos esses anos na TV e nos shows.
Dean Martin, Shirley MacLaine e Elvis Presley
Dean Martin foi um grande showman. Extremamente carismático, charmoso, engraçado demais e com uma voz espetacular, facilmente uma das vozes mais lindas que já passaram por essa Terra. Me apaixonei a primeira ouvida quando o ouvi cantando "Innamorata" no filme Artistas e Modelos de 1955 no Telecine e de lá pra cá, venho aumentando cada dia mais essa minha paixão por este grande showman. Acho uma grande pena que o grande público não conheça este grande homem, e pelos 25 anos sem esse gênio, fiz esta matéria em sua homenagem, para que seu legado nunca morra e que possa espalhar para outras pessoas conhecerem esta grande celebridade (ou personalidade, como ele gostava de ser chamado). Dean estará sempre vivo no coração de seus fãs, e aonde estiver alegria, música e amor presente, lá também estará Dean Martin.
Pôster de "Artistas e Modelos", filme que me fez conhecer a dupla Dean Martin e Jerry Lewis, e que começou minha admiração pelo trabalho de Martin
Uma amostra da voz, carisma e humor de Dean em seu programa de TV
Elvis Aaron Presley nasceu no dia 8 de janeiro de 1935 em East Tupelo no estado do Mississipi, Estados Unidos. Teve um irmão gêmeo univitelino chamado Jessie Garon que nasceu morto. Filho de Gladys Love e Vernon Elvis Presley, o jovem Elvis mostrava aptidão para a música desde cedo e em 1945, ele participou de um concurso para novos talentos na Feira Mississipi-Alabama, onde conseguiu o segundo lugar cantando a música "Old Ship". Depois de um tempo, seu pai o presenteou com um violão que acabou virando seu companheiro fiel e inseparável. Em 12 de setembro de 1948, a família Presley mudou-se para Memphis. De 1948 a 1954, Elvis trabalhou em diversas profissões, tais como lanterninha de cinema e motorista de caminhão. Em 1953 concluiu seus estudos. Nas horas vagas tocava violão e cantava. Suas maiores influências eram Dean Martin (sou um grande fã dele também), música pop, country, música gospel ouvida na 1ª Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Memphis, música erudita, o tenor Mario Lanzar e o cantor gospel J. D. Sumner.
Gladys, Elvis e Vernon
Sua carreira profissional só começaria em 18 de julho de 1953, quando ele gravou algumas canções no Memphis Recording Service, uma filial da Sun Records, mas foi somente em 5 de julho de 1954 que as coisas começaram a realmente mudar. Durante um ensaio, Elvis cantava algumas músicas de forma descontraída acelerando e mudando o arranjo musical, o que agradou Sam Phillips, um produtor musical e compositor. Surgia aí o rockabilly, uma das primeiras formas do rock´n and roll. Não é a toa que Elvis é considerado não só o Rei do Rock, mas também o Pai do Rock. Elvis acabou gravando "That´s All Righ" e "Blue Moon of Kentucky", e no dia 7 de julho de 1954 ambas as canções foram tocadas na rádio de Memphis. O sucesso foi imediato. Devido a repercussão, Presley é convidado a dar sua primeira entrevista como cantor profissional. "Blue Moon of Kentucky" chegou ao primeiro lugar na parada country da Billboard na cidade de Memphis. No dia 17 de julho de 1954, Elvis faz seu primeiro show em Memphis e em 2 de outubro de 1954 ele faz seu primeiro show fora da cidade, em Nashville.
Elvis Presley em suas primeiras apresentações
Daí em diante a carreira de Elvis começou a decolar e alçou voos maiores quando Tom Parker, ou "Coronel" Tom Parker, tornou-se empresário do cantor. Em 1955 eles fecharam um contrato com a RCA Victor. Em 1956, Elvis já era um fenômeno mundial, vindo a ser considerado o primeiro grande "mega star" da música. Sua potência vocal e estilo acabaram influenciando o mundo inteiro. Suas apresentações na TV quebravam recordes de audiência, além de gerar muita polêmica devido ao modo como ele dançava, o que era totalmente inovador para a época. Por um tempo suas apresentações sofreram censuras e Elvis só era filmado da cintura para cima. Sua pélvis em movimento parecia incomodar muitas famílias conservadoras, pélvis essa que acabou lhe rendendo o apelido de Elvis-The-Pelvis.
Elvis-the-Pelvis
Em 1957 ele comprou a mansão Graceland. Em 1958, Elvis foi chamado para o Exército e acabou servindo por orientação de seu empresário, que queria aumentar o público do astro. Presley acabou servindo na Alemanha, de outubro de 1958 a março de 1960, onde chegou a se tornar sargento. Em 14 de agosto de 1958, sua mãe faleceu e Elvis ficou devastado. Ambos tinham uma ligação muito forte. Presley nunca mais foi o mesmo, mas em 1959 ele conheceu Priscilla Beaulieu, que tinha apenas 14 anos na época, e ficou totalmente encantado com ela. Eles começaram a namorar pouco tempo depois e acabaram se casando em 1 de maio de 1967 em Las Vegas. Em fevereiro de 1968 nasceu Lisa Marie Presley, filha única do casal.
Priscilla, Lisa Marie e Elvis
Em 1956, Elvis grava seu primeio filme: Love me Tender, um sucesso de bilheteria. O Rei acabaria fazendo mais 32 filmes até 1972, entre estes filmes estão sucessos como Prisioneiros do Rock (1957), Balada Sangrenta (1958), Kid Galahad (1962), Diversão em Acapulco (1963), Viva Las Vegas (1964), Carrossel de Emoções (1964), entre tantos outros. A partir de 1965, Elvis viveu uma fase entediante com seus filmes, apresentando músicas fracas e repetitivas. O astro não queria mais saber de gravar filmes, queria voltar a fazer shows, mas estava impedido através de contrato. Ele teria que cumprir sua obrigação cinematográfica. Elvis acabou ficando 8 anos sem fazer shows. Em 1963, Elvis teve um caso com a atriz sueca Ann-Margret durante as filmagens de Viva Las Vegas.
Elvis e Ann-Margret durante as filmagens de "Viva Las Vegas"
Elvis só viria a reencontrar sua paixão pela música e dar uma virada em sua carreira em 1967, quando lançou o disco How Great Thou Art, mudando radicalmente sua produção musical. O disco fez imenso sucesso e recebeu um Grammy em Honra após alguns anos. Depois disso, Elvis lançou alguns compactos muito elogiados, mas a virada mesmo veio em 28 de julho de 1968, quando ele gravou alguns quadros para um especial de fim de ano para a NBC chamado Elvis NBC TV Special, lançado em dezembro de 1968 ao vivo, onde Elvis cantou no considerado primeiro show acústico do mundo. O programa foi um sucesso de audiência e de crítica. Neste especial, Elvis canta "If I Can Dream", a minha preferida dele! Presley estava no seu auge musical e atingira sua maturidade artística.
O excelente especial NBC Special
Em 1969, Elvis retornou aos palcos em Las Vegas, passando a fazer vários espetáculos regulares na cidade. Seus shows eram sucesso absoluto, fazendo a alegria de uma enorme legião de fãs, e agradando também aos críticos. A partir deste ano que Elvis começa a usar roupas extravagantes em suas performances. A partir dos anos 70, Presley e seu empresário criam as "mega-tours". O lado cênico em suas apresentações foram ganhando mais e mais força. No final de 1970, ele encontrou-se com o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, na Casa Branca onde rendeu uma misteriosa conversa que até hoje mexe com a imaginação mundial. Este encontro virou até filme em 2016, chamado de Elvis & Nixon, com Michael Shannon no papel de Elvis Presley e Kevin Spacey no papel de Richard Nixon.
Poster do filme inspirado no misterioso encontro entre o cantor e o presidente
Em 1971, Presley recebeu um prêmio da Câmara Júnior de Comércio Estaduniense em relação as 10 pessoas mais importantes da América em 1970, além de ter recebido também o prêmio Grammy Lifetime Achievement Award pelo conjunto de sua obra. Devido a diversos casos de infidelidade por parte de Elvis, Priscilla sai de casa e o casal veio a se separar em janeiro de 1973. Presley ficou mal com a separação. Apesar de começar a apresentar problemas pessoais e de saúde, em 14 de janeiro de 1973, Elvis Presley realizou o primeiro show via satélite do mundo com o show Elvis Aloha from Hawaii, transmitido ao vivo para o diversos países. Mais de 1 bilhão de pessoas assistiram ao show ao vivo ao redor do planeta.
O ótimo show Aloha from Hawaii
A partir de 1974, os problemas pessoais e de saúde aumentam e Elvis passa a ganhar peso, mas seus shows ficam cada vez melhores. Nos primeiros meses do ano de 1977, Presley se apresentava com um estado de saúde deteriorado. Em 26 de junho de 1977, ele faria seu último show ao vivo na cidade de Indianápolis em Indiana. No dia 16 de agosto de 1977, Elvis é encontrado morto em seu banheiro na sua mansão em Graceland por sua namorada na época, Ginger Alden. Há um mistério em torno da morte do astro, apenas sabe-se que ele teve um infarto fulminante. Elvis Aaron Presley nos deixou aos 42 anos de idade. Dois meses após sua morte, o corpo de Elvis e de sua mãe são levados para serem enterrados dentro dos limites da mansão de Graceland.
Graceland, mansão onde Elvis e sua mãe estão enterrados
O legado de Elvis Presley é gigantesco, com seus 33 filmes, mais de 59 discos, inúmeros singles de sucesso, coletâneas, produtos com sua imagem e nome, o Rei do Rock está mais vivo do que nunca, tanto na mídia, quanto no coração de todos os seus fãs, e eu me incluo nisso. 40 anos se passaram, mas podemos afirmar com toda certeza que Elvis não morreu.